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Depois de mais de 21 anos presos em gaiolas minúsculas dentro de um cômodo escuro e coberto por teias, dois ursos são encontrados abaixo do peso e debilitados em fazenda de bile no Vietnã e finalmente seguem para um santuário

Depois de mais de 21 anos presos em gaiolas minúsculas dentro de um cômodo escuro e coberto por teias, dois ursos são encontrados abaixo do peso e debilitados em fazenda de bile no Vietnã e finalmente seguem para um santuário

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Depois de mais de 21 anos presos em gaiolas minúsculas dentro de um cômodo escuro e coberto por teias, dois ursos são encontrados abaixo do peso e debilitados em fazenda de bile no Vietnã e finalmente seguem para um santuário

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 02/09/2026 às 00:37

Atualizado em 02/09/2026 às 00:38

Curiosidades

Canal

Dois ursos mantidos durante cerca de 20 anos em uma fazenda de extração de bile no Vietnã foram resgatados e levados a um santuário, mas morreram algum tempo depois em decorrência de graves problemas de saúde. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)

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Dois ursos mantidos durante cerca de 20 anos em uma fazenda de extração de bile no Vietnã foram resgatados e levados a um santuário, mas morreram algum tempo depois em decorrência de graves problemas de saúde.

Nova e Lyra tiveram pouco tempo para experimentar uma vida diferente daquela que lhes foi imposta durante aproximadamente duas décadas. Os dois ursos-da-lua foram retirados de uma fazenda de extração de bile na província vietnamita de Yen Bai, chegaram a um centro de resgate e finalmente puderam explorar novos ambientes. A liberdade, porém, veio tarde: graves problemas de saúde levaram à morte dos dois animais algum tempo depois do resgate.

A história foi divulgada em setembro de 2025 pela Animals Asia Foundation, organização internacional de proteção animal responsável pelo acolhimento. O caso passou a ser usado pela entidade para chamar a atenção para outros ursos que continuam mantidos em propriedades particulares e instalações ligadas à extração de bile no Vietnã.

Nova saiu ao ar livre depois de décadas vivendo em uma gaiola

Um dos momentos que mais repercutiram ocorreu ainda durante a transferência para o santuário. Nova despertou durante a viagem e teve contato com a luz solar depois de anos vivendo em condições extremamente restritas.

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O registro se espalhou pelas redes sociais e passou a simbolizar a mudança de vida proporcionada pelo resgate. Depois de chegar ao centro de Bach Ma, Nova também teve a oportunidade de sair e explorar o novo espaço.

A reação chamou a atenção da equipe pela curiosidade demonstrada diante de um ambiente que oferecia estímulos inexistentes no local onde o animal havia permanecido anteriormente. O período de adaptação parecia indicar o início de uma fase mais tranquila, mas os problemas físicos acumulados durante anos de confinamento não demoraram a se manifestar.

Dois ursos mantidos durante cerca de 20 anos em uma fazenda de extração de bile no Vietnã foram resgatados e levados a um santuário, mas morreram algum tempo depois em decorrência de graves problemas de saúde. Fonte: Animals Asia.

Problemas de saúde interromperam nova fase dos ursos

Poucas semanas depois, o quadro de Nova piorou repentinamente após uma enfermidade de curta duração. O animal morreu enquanto recebia acompanhamento veterinário. Lyra conseguiu permanecer por mais algum tempo no novo ambiente.

A equipe adaptou os espaços para facilitar sua movimentação e iniciou cuidados de fisioterapia. Uma pequena cesta instalada na toca tornou-se um de seus locais preferidos para descansar.

Mais tarde, porém, exames identificaram uma doença cerebral grave e sem possibilidade de cura. Diante da evolução do quadro, a equipe veterinária decidiu realizar a eutanásia.

Para a Animals Asia, os casos evidenciam uma dificuldade recorrente nos resgates de ursos que permaneceram por muitos anos submetidos à extração de bile: retirar o animal da gaiola não significa, necessariamente, conseguir reverter os danos físicos já instalados.

Doenças podem permanecer mesmo depois do fim do cativeiro

Grande parte dos animais que chega atualmente aos centros de resgate já possui idade avançada. Segundo a organização, muitos têm mais de 20 anos e apresentam consequências acumuladas ao longo do tempo, incluindo artrite, distúrbios neurológicos e doenças em órgãos internos.

Em determinados casos, os tratamentos veterinários conseguem proporcionar mais conforto e melhorar a qualidade de vida, mas não eliminam completamente os problemas desenvolvidos ao longo dos anos. Nova e Lyra passaram a representar justamente essa realidade.

O objetivo do resgate deixou de ser apenas proporcionar muitos anos adicionais de vida e passou também a envolver algo mais imediato: permitir que os ursos vivessem, ainda que por pouco tempo, em condições de segurança e com acompanhamento adequado.

Dois ursos mantidos durante cerca de 20 anos em uma fazenda de extração de bile no Vietnã foram resgatados e levados a um santuário, mas morreram algum tempo depois em decorrência de graves problemas de saúde. Fonte: Animals Asia.

Registro de 2004 permitiu que animais continuassem como propriedade privada

Nova e Lyra estavam oficialmente registrados desde 2004. De acordo com a Animals Asia, uma brecha nas regras vietnamitas permitia que determinados ursos-da-lua continuassem mantidos como propriedade privada caso tivessem sido microchipados antes da entrada em vigor da proibição da extração de bile.

Na prática, isso fez com que animais que já estavam nessas instalações permanecessem sob o controle dos proprietários durante anos. O resgate realizado em abril de 2025 não ocorreu por meio de uma apreensão imediata.

A organização afirma que conseguiu a entrega voluntária após negociações e um processo de aproximação com autoridades e responsáveis locais. Com o apoio das autoridades de Yen Bai, os animais foram então transportados até Bach Ma.

Teias de aranha e poeira mostravam dimensão do confinamento

Quando integrantes da organização chegaram à propriedade, encontraram sinais de uma rotina extremamente limitada. As estruturas onde Nova e Lyra permaneciam apresentavam acúmulo de poeira, enquanto teias de aranha ocupavam partes das grades.

Não havia variedade de atividades nem ambientes que pudessem ser explorados, como ocorreria posteriormente no santuário.

Essa ausência de estímulos ajuda a contextualizar por que ações aparentemente simples — sair ao ar livre, observar um ambiente diferente ou encontrar uma área confortável para repousar — ganharam tanta importância depois do resgate.

Para os ursos, a mudança representava o primeiro contato, em décadas, com condições diferentes daquelas impostas pelo confinamento.

Dois ursos mantidos durante cerca de 20 anos em uma fazenda de extração de bile no Vietnã foram resgatados e levados a um santuário, mas morreram algum tempo depois em decorrência de graves problemas de saúde. Fonte: Animals Asia.

Centenas de ursos ainda aguardam retirada de propriedades

A morte de Nova e Lyra não encerrou o trabalho da organização no país. A Animals Asia afirma que centenas de ursos ainda permanecem em residências particulares e fazendas ligadas à extração de bile no Vietnã.

A preocupação é que parte desses animais não sobreviva tempo suficiente para chegar à data estabelecida pelo país para o encerramento dessa prática.

A entidade argumenta que o centro de Bach Ma já possui capacidade operacional para receber novos animais, o que permitiria realizar mais resgates antes que a idade e as doenças reduzam ainda mais as possibilidades de recuperação.

Ursos receberam nomes ligados à luz e ao céu

Os nomes escolhidos para os dois animais ganharam significado especial dentro da narrativa da organização. Nova remete a uma estrela que aumenta repentinamente de brilho, enquanto Lyra é o nome de uma constelação.

Depois da morte dos dois ursos, a Animals Asia passou a associar essas referências à ideia de orientação para os próximos resgates. A história de Nova e Lyra não terminou com uma recuperação completa nem com muitos anos vividos no santuário. O desfecho foi mais curto e também mais duro.

Depois de aproximadamente duas décadas confinados, os dois animais tiveram apenas um intervalo limitado para experimentar novos ambientes, receber cuidados veterinários e desfrutar de maior liberdade de movimento.

Para a organização, esse período continua tendo valor justamente por mostrar a urgência de alcançar os outros ursos ainda mantidos em cativeiro antes que os danos acumulados se tornem irreversíveis.

Fonte

Animals Asia


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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