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Depois de ver colega quebrar o tornozelo e se machucar ainda mais ao ser carregado, universitários transformam uma cadeira comum de sala de aula em uma maca escondida à vista de todos, acionada por botão vermelho, molas, articulações e pernas telescópicas

Depois de ver colega quebrar o tornozelo e se machucar ainda mais ao ser carregado, universitários transformam uma cadeira comum de sala de aula em uma maca escondida à vista de todos, acionada por botão vermelho, molas, articulações e pernas telescópicas

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Depois de ver colega quebrar o tornozelo e se machucar ainda mais ao ser carregado, universitários transformam uma cadeira comum de sala de aula em uma maca escondida à vista de todos, acionada por botão vermelho, molas, articulações e pernas telescópicas

Escrito por Ana Alice

Publicado em 02/09/2026 às 16:28

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Universitários criam cadeira escolar que vira maca com um clique após colega se ferir; projeto Red-y disputa o James Dyson Award 2026. – Imagem: Ilustrativa

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Uma cadeira escolar aparentemente comum ganhou uma função inesperada ao ser redesenhada por universitários sul-coreanos, que criaram um mecanismo capaz de transformá-la rapidamente em maca para situações de emergência dentro de escolas e espaços compartilhados.

Uma cadeira escolar costuma passar despercebida até o momento em que alguém precisa de algo que não está disponível dentro da sala.

Foi justamente uma situação assim que levou universitários sul-coreanos a imaginar um móvel capaz de permanecer aparentemente comum durante as aulas e, em uma emergência, se transformar em uma maca com o acionamento de um único botão.

Batizado de Red-y, o projeto foi desenvolvido por uma equipe de nove integrantes da Korea University, na Coreia do Sul, e inscrito no James Dyson Award de 2026.

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Em 2 de setembro, a competição estava na primeira fase de avaliação, depois do encerramento das inscrições em 15 de julho.

Os vencedores e finalistas nacionais estão previstos para serem anunciados em 16 de setembro, enquanto o resultado internacional será conhecido em novembro.

Até o momento, a página oficial do Red-y não registra premiação no concurso.

A ideia chama atenção não apenas pelo mecanismo escondido dentro da cadeira, mas pela situação que levou os estudantes até ela.

Um dos integrantes da equipe sofreu uma fratura grave no tornozelo e acabou se machucando ainda mais quando um amigo tentou carregá-lo, segundo a descrição apresentada pelos próprios criadores ao James Dyson Award.

Foi a partir desse episódio que surgiu uma pergunta de projeto bastante prática: em vez de procurar uma maca depois que um acidente acontece, seria possível fazer com que ela já estivesse dentro da sala o tempo inteiro?

Cadeira escolar vira maca com apenas um acionamento

À primeira vista, o Red-y foi pensado para funcionar como uma cadeira escolar comum.

O assento, o encosto e as pernas mantêm uma aparência próxima à de móveis encontrados em salas de aula, sem exigir que uma maca convencional ocupe outro espaço do ambiente.

A transformação começa em um botão vermelho localizado no encosto.

Quando ele é pressionado, uma trava acionada por mola é liberada e coloca em movimento um conjunto de articulações responsável por abrir a estrutura.

O sistema utiliza um mecanismo de quatro barras, formado por peças articuladas que trabalham em conjunto.

Em termos simples, essas articulações permitem que uma estrutura compacta mude de posição seguindo um movimento previamente definido, sem exigir uma grande quantidade de componentes.

No Red-y, esse mecanismo faz com que cadeira e encosto se desdobrem até formar uma superfície alongada.

Segundo a equipe, a mudança pode ser realizada com um único acionamento, transformando o móvel em uma ferramenta de transporte para situações de emergência.

A escolha do nome também está ligada ao funcionamento.

O “Red” faz referência ao botão vermelho que inicia a transformação, enquanto “ready”, palavra inglesa para “pronto”, reforça a proposta de manter o equipamento disponível no próprio ambiente.

Red-y foi criada para funcionar como uma cadeira escolar comum e se transformar em maca quando o mecanismo de emergência é acionado. Crédito: Red-y / James Dyson Award

Pernas telescópicas ajudam a transformar a cadeira em maca

Uma cadeira é muito mais curta do que uma maca convencional, o que criou outro problema para os estudantes resolverem.

A solução foi esconder uma extensão dentro das pernas traseiras.

Durante o uso cotidiano, as pernas telescópicas permanecem recolhidas, preservando as dimensões normais da cadeira.

Depois da abertura, elas podem ser estendidas para aumentar o comprimento da estrutura e oferecer apoio para pessoas de diferentes alturas.

O próprio assento e o encosto passam a servir como superfícies de suporte quando o móvel está aberto.

Já a carga é distribuída pelo mecanismo articulado e pela estrutura traseira até os pontos de apoio, conforme explica a descrição técnica do projeto.

Outro detalhe fica escondido na geometria das articulações.

Quando a maca chega à posição totalmente aberta, o mecanismo alcança um ponto mecânico que impede que a estrutura continue girando além de 180 graus.

Os estudantes apresentam essa característica como uma forma passiva de segurança.

Em vez de depender exclusivamente de um pino adicional colocado depois da abertura, a própria configuração das articulações ajuda a limitar o movimento.

Acidente com estudante inspirou o projeto Red-y

A experiência do colega lesionado levou a equipe a pesquisar a frequência de acidentes em ambientes escolares e a disponibilidade de equipamentos de transporte.

Dados oficiais da Coreia do Sul mostram a dimensão desse tipo de ocorrência.

O sistema nacional de segurança escolar registrou 193.177 acidentes em escolas durante 2023, sendo 71.223 deles em instituições de ensino médio equivalentes ao ciclo intermediário sul-coreano.

Informações divulgadas pelo Ministério da Educação do país também apontam alta ocorrência de lesões em mãos, braços, pés e pernas entre estudantes dos níveis fundamental e médio.

Para os criadores do Red-y, parte do problema está na distância entre o acidente e o equipamento necessário para transportar uma pessoa ferida.

Macas podem permanecer em enfermarias ou em pontos específicos da escola, enquanto o estudante lesionado pode estar em uma sala distante.

Nessa situação, colegas ou professores podem tentar movimentar a pessoa antes da chegada de profissionais preparados.

Foi justamente esse tipo de episódio que serviu de inspiração para o projeto.

A proposta dos universitários, portanto, não foi simplesmente desenvolver uma nova maca dobrável.

O diferencial buscado está em colocar a função de emergência dentro de um objeto que já estaria distribuído pelos ambientes escolares.

Sistema de quatro barras, mola e articulações permite que a estrutura da cadeira seja aberta até assumir o formato de uma maca. Crédito: Red-y / James Dyson Award

Protótipo do Red-y passou da modelagem para o tamanho real

Antes de construir a cadeira, a equipe passou por uma fase de pesquisa sobre segurança escolar e orientações de primeiros socorros.

Os primeiros desenhos buscavam uma estrutura que pudesse se integrar ao ambiente sem deixar de parecer uma cadeira.

Depois, os estudantes passaram para a modelagem digital em CAD, usada para estudar a transformação e avaliar como os componentes poderiam funcionar juntos.

O grupo utilizou Rhino para modelagem 3D e KeyShot na produção das representações visuais do produto.

Segundo a apresentação enviada ao prêmio, o trabalho também recebeu avaliações de um professor de design de produto durante o desenvolvimento.

A primeira versão física foi pequena.

Peças produzidas por impressão 3D permitiram verificar se o mecanismo realmente conseguia executar o movimento planejado.

Depois dessa etapa, surgiu um protótipo em tamanho real, construído com componentes impressos em 3D e placas rígidas.

Essa versão foi usada para observar a transformação na escala de uma pessoa e estudar aspectos de utilização do conceito.

Isso significa que o Red-y apresentado em 2026 ainda não é uma cadeira pronta para instalação em milhares de escolas.

Trata-se de um projeto em desenvolvimento que precisa passar por novas verificações antes de uma eventual aplicação prática.

Testes de carga ainda fazem parte do desenvolvimento da cadeira-maca

Os próprios criadores colocam os testes estruturais entre as próximas etapas do trabalho.

A equipe pretende desenvolver um protótipo mais refinado e submetê-lo a testes de carga e fadiga, usados para analisar quanto peso uma estrutura suporta e como ela reage depois de muitos ciclos de utilização.

Também está prevista a avaliação do mecanismo de quatro barras para verificar se a transformação continua funcionando depois de uso prolongado ou mesmo diante de danos parciais no produto.

Outra etapa planejada envolve profissionais que lidam diretamente com situações escolares.

Enfermeiros e voluntários treinados em primeiros socorros deverão participar de testes de usabilidade, de acordo com o projeto apresentado ao James Dyson Award.

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A intenção é avaliar velocidade de abertura, praticidade e confiabilidade em diferentes cenários.

Enquanto esses testes não são concluídos, não há confirmação pública na página oficial do projeto de produção comercial ou adoção do Red-y por escolas.

A ideia, porém, ajuda a mostrar como um objeto tão cotidiano quanto uma cadeira pode ganhar uma segunda função quando o projeto parte de um problema observado dentro do próprio ambiente.

Em vez de criar um equipamento que precisaria ser procurado e levado até o local da emergência, os universitários inverteram a lógica e colocaram a maca justamente onde estudantes já passam boa parte do dia.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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