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Diesel S-10 dispara 6,5% em setembro, chega a R$ 7,33 por litro e atinge maior preço desde abril em meio à alta do petróleo e pressão das importações

Diesel S-10 dispara 6,5% em setembro, chega a R$ 7,33 por litro e atinge maior preço desde abril em meio à alta do petróleo e pressão das importações

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Diesel S-10 dispara 6,5% em setembro, chega a R$ 7,33 por litro e atinge maior preço desde abril em meio à alta do petróleo e pressão das importações

Escrito por Carla Teles

Publicado em 26/09/2026 às 01:00

Atualizado em 26/09/2026 às 01:30

Preço dos Combustíveis

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Diesel S-10 sobe com petróleo caro e importações pressionadas; ANP monitora mercado enquanto Petrobras mantém preços estáveis.

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O Diesel S-10 alcançou média nacional de R$ 7,33 por litro, alta de 6,5% no acumulado de setembro, segundo a ANP; o avanço acompanha a escalada do petróleo, a dependência brasileira de importações e preocupações com oferta em meio ao aumento sazonal da demanda durante o plantio da soja brasileira.

O Diesel S-10 ficou 6,5% mais caro no acumulado de setembro e alcançou R$ 7,33 por litro na média nacional, colocando o combustível no maior nível desde abril. Na semana anterior, o valor médio era de R$ 7,13, o que representa uma elevação semanal de 2,8%.

Os dados foram divulgados em 25 de setembro de 2026 pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e publicados pela Reuters, reproduzida pelo Notícias Agrícolas. O movimento ocorre em meio à valorização internacional do petróleo e à dependência brasileira de diesel importado.

Diesel S-10 chega ao maior preço desde abril

A média de R$ 7,33 por litro supera os R$ 6,88 registrados na semana entre o fim de agosto e o início de setembro. Com isso, a alta acumulada no mês chegou a 6,5%, enquanto apenas na comparação semanal houve avanço de 2,8%.

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O preço atual é o maior desde a semana de 19 a 25 de abril, quando o Diesel S-10 havia alcançado média de R$ 7,38 por litro. A aproximação desses níveis devolveu pressão ao mercado depois de meses de preços inferiores ao pico registrado no primeiro semestre.

Petróleo acima de US$ 100 pressiona mercado de combustíveis

Parte dessa alta ocorre em um ambiente internacional mais caro. Em setembro, o petróleo Brent voltou a superar US$ 100 por barril, refletindo tensões geopolíticas e ataques no Oriente Médio relacionados ao Irã.

Como o diesel brasileiro depende parcialmente de produto comprado no exterior, mudanças no mercado internacional podem chegar ao país por meio dos custos de importação. Essa exposição se torna mais relevante quando as cotações externas sobem rapidamente e a oferta internacional fica mais apertada.

Ataques a refinarias russas reduzem oferta global

A pressão não vem apenas do preço do petróleo bruto. A Reuters também relata restrição na oferta internacional de diesel em meio a ataques ucranianos contra refinarias russas, reduzindo a disponibilidade do combustível em um mercado já tensionado.

Nos Estados Unidos, o diesel no varejo atingiu nível recorde durante setembro. A situação levou o presidente Donald Trump a manifestar apoio a uma eventual proibição das exportações norte-americanas do combustível, medida que até a publicação da reportagem não havia sido implementada.

Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome

A dependência externa é um dos principais fatores observados no mercado brasileiro. Aproximadamente 30% do consumo nacional de diesel é atendido por importações, segundo a reportagem.

Essa participação significa que parte importante do abastecimento depende de empresas dispostas a comprar combustível no mercado internacional. Quando os preços externos ficam significativamente superiores aos valores praticados internamente, a conta das importações passa a exigir maior atenção.

Defasagem entre Petrobras e mercado internacional acende alerta

A Petrobras manteve seus preços estáveis mesmo com a escalada internacional. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro ampliou subsídios ao diesel para tentar reduzir o impacto dos valores mais altos registrados no exterior.

Nesse cenário, surgiu uma defasagem recorde entre os preços da Petrobras e as cotações internacionais. A diferença levantou preocupação sobre a possibilidade de importadores privados adiarem compras externas quando a operação deixa de ser economicamente atraente.

Petrobras afirma ter garantido importações necessárias para outubro

Executivos da Petrobras afirmaram durante a semana que a companhia já realizou as importações consideradas necessárias para atender o país em outubro. A estatal também informou que está mantendo sua produção em níveis elevados.

A estratégia coincide com um período de forte consumo. Outubro costuma registrar uma das maiores demandas anuais por diesel, principalmente por causa do avanço do plantio da safra de soja e da movimentação associada às atividades agrícolas.

Rio Grande do Sul relata restrições na entrega de diesel

Enquanto a Petrobras afirma estar preparada para atender a demanda, produtores rurais do Rio Grande do Sul relatam dificuldades. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) vem alertando para restrições na oferta de diesel no estado.

Em 25 de setembro, a entidade afirmou que denuncia o problema desde o dia 11, citando atrasos e restrições nas entregas aos produtores rurais. A Farsul comparou o cenário às dificuldades observadas no início de 2026, durante a colheita de arroz e soja.

ANP disse não ter identificado problema de oferta no estado

A avaliação da Farsul não coincide integralmente com a posição anteriormente apresentada pela ANP. A agência reguladora havia afirmado que não identificara problemas de oferta de diesel no Rio Grande do Sul durante setembro.

A distinção é importante porque os relatos de restrição feitos pelo setor agropecuário não representam confirmação de um desabastecimento generalizado no Brasil. O quadro envolve reclamações regionais sobre entregas em um momento de forte demanda, enquanto a agência reguladora não havia constatado falta de produto no estado.

Demanda agrícola aumenta pressão justamente no período de plantio

O avanço do plantio da soja amplia o consumo de diesel em máquinas agrícolas, caminhões e operações logísticas. Isso torna setembro e outubro meses especialmente sensíveis para regiões produtoras quando o custo do combustível sobe ou aparecem dificuldades de entrega.

A combinação de demanda sazonal forte com petróleo mais caro e importações pressionadas aumenta a atenção sobre o mercado. O Diesel S-10, por ser amplamente utilizado no transporte e em atividades produtivas, está no centro desse movimento.

Gasolina e etanol tiveram altas menores na mesma semana

O aumento observado no diesel foi muito superior às variações registradas em outros combustíveis pesquisados pela ANP. A gasolina comum teve leve avanço semanal de 0,15%, chegando a R$ 6,55 por litro na média nacional.

Já o etanol hidratado subiu 0,49%, passando de R$ 4,08 para R$ 4,10 por litro. Os dados mostram que, naquele período, a pressão de preços foi significativamente mais intensa sobre o diesel do que sobre gasolina e etanol.

Diesel S-10 volta a níveis próximos dos picos de abril

Ao chegar a R$ 7,33 por litro, o Diesel S-10 voltou a se aproximar dos R$ 7,38 observados na segunda metade de abril. A diferença entre os dois valores é de apenas cinco centavos por litro.

O avanço de 6,5% em setembro mostra que a escalada aconteceu em poucas semanas, acompanhando uma mudança rápida no cenário internacional de energia e nos custos de abastecimento do mercado brasileiro.

Pressão externa encontra mercado brasileiro dependente de importações

O comportamento dos preços expõe uma característica estrutural do abastecimento nacional: mesmo com produção interna relevante, o Brasil ainda precisa importar uma parcela considerável do diesel consumido.

Essa dependência deixa o país sensível às cotações internacionais, disponibilidade externa e condições econômicas enfrentadas pelos importadores privados. Quando essas três variáveis se deterioram simultaneamente, a pressão pode aparecer tanto nos preços quanto nas discussões sobre oferta.

Preço do Diesel S-10 coloca transporte e agro sob atenção

O movimento de setembro ocorre justamente quando transporte e agronegócio entram em uma fase de consumo elevado. A proximidade do valor com o pico de abril aumenta a atenção de setores para os quais o combustível representa parte significativa dos custos operacionais.

Com R$ 7,33 por litro na média nacional, alta acumulada de 6,5% no mês e petróleo acima de US$ 100, o mercado chega ao fim de setembro acompanhando simultaneamente preços, importações e disponibilidade de produto durante a expansão da demanda agrícola.

Na sua região, o Diesel S-10 também ficou mais caro nas últimas semanas? Conte nos comentários quanto está custando o litro no posto onde você abastece.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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