5 min de leitura
Discussão por causa de uma entrega termina com grupo de motoboys invadindo a casa errada em Botafogo, e garçonete que estava trabalhando volta à noite para encontrar porta arrombada, objetos destruídos e a família com medo de permanecer no local
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 15/09/2026 às 09:07
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Grupo procurava outro morador da vila após uma discussão com entregador, mas confundiu os imóveis e invadiu a casa de Thais Segal, que não tinha qualquer relação com a briga
Uma discussão por causa de uma entrega terminou com uma família que não participou da confusão tendo a própria casa invadida e danificada em Botafogo, na Zona Sul do Rio.
A garçonete Thais Segal e o marido estavam trabalhando quando um grupo de entregadores entrou na vila onde moravam, arrombou uma porta e atingiu o imóvel errado. Eles só descobriram o que havia acontecido quando voltaram para casa no fim da noite.
Confusão começou depois que uma entrega de lanche teria atrasado
O caso aconteceu em 28 de junho de 2026, em uma vila na Rua Fernandes Guimarães, em Botafogo.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Segundo relatos reunidos por Thais e publicados por O Globo e Veja Rio, a confusão começou após uma entrega de lanche que teria demorado. O cliente reclamou do atraso e o bate-boca aumentou.
Ainda de acordo com os relatos publicados, houve uma discussão sobre um suposto cheiro de maconha vindo do entregador. O pedido teria sido recusado e o cliente não forneceu o código necessário para concluir a entrega.
Entregador teria retornado à vila acompanhado por outros homens
Algum tempo depois, segundo os moradores, o entregador teria voltado acompanhado por outras pessoas. O grupo entrou na vila procurando Alexandre, apontado nas reportagens como o homem envolvido no desentendimento anterior.
Vídeos de moradores registraram a movimentação na entrada e no corredor da vila.
Pedras e garrafas foram arremessadas antes da invasão
Antes de a residência ser arrombada, vizinhos disseram que pedras e garrafas de vidro foram lançadas contra casas da vila.
Durante a busca pelo homem, os invasores chegaram à casa ocupada por Thais e o marido.
Numeração parecida levou grupo até a casa errada
Thais explicou que ela e o marido eram inquilinos e que o homem procurado pelo grupo morava em outra casa da mesma vila.
As numerações dos imóveis eram parecidas, segundo a garçonete. A confusão fez com que o grupo arrombasse justamente a residência de uma família que nem estava presente no momento da discussão.
Dentro da casa, objetos foram danificados e o imóvel ficou revirado.
“Eles estavam procurando o Alexandre”, relatou Thais
Assista o vídeo
Ao falar sobre o episódio, Thais afirmou que os homens não demonstraram interesse em roubar os bens da família.
“Eles estavam procurando o Alexandre. Não levaram nada, não tiveram interesse por nenhum bem material”, disse a garçonete ao jornal O Globo, em declaração reproduzida pela Veja Rio.
Casal trabalhava enquanto vizinhos tentavam avisar pelo WhatsApp
Thais e o marido estavam trabalhando em um restaurante durante a invasão e não acompanhavam o celular.
Vizinhos enviaram mensagens no grupo de WhatsApp da vila para avisar sobre a confusão, mas o casal só viu os alertas mais tarde.
Quando voltou para casa, às 22h30, Thais encontrou a porta arrombada e o interior da residência revirado.
Gata ficou escondida durante toda a movimentação
Ao entrar no imóvel, uma das primeiras preocupações de Thais foi encontrar a gata da família.
Segundo a moradora, o animal permaneceu escondido durante a invasão e só apareceu quando os donos retornaram.
Apesar dos danos dentro da residência, as reportagens não apontam furto de bens. Para o casal, porém, o impacto da invasão ultrapassou os prejuízos materiais.
Filho passou a ficar com o avô por medo de novo episódio
Depois do ataque, o filho do casal passou temporariamente a ficar na casa do avô.
O avô também começou a levá-lo à escola, segundo O Globo, porque a família temia que uma nova situação de violência pudesse ocorrer na vila.
Thais passou a madrugada tentando registrar a ocorrência
Assista o vídeo
Ainda naquela noite, a garçonete procurou a 10ª DP, em Botafogo.
Segundo seu relato, ela chegou à delegacia às 23h30, mas só foi atendida por volta das 4h da manhã.
No dia seguinte, policiais civis estiveram no imóvel para realizar perícia. A Polícia Civil informou que a investigação seguia em andamento e que diligências eram realizadas para apurar a autoria do crime.
Vídeos também geraram questionamentos sobre atuação de agentes públicos
Imagens feitas durante a confusão registraram agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, a Seop, na região da vila.
Moradores questionaram a atuação das equipes durante o episódio. Em nota, porém, a Seop afirmou que os agentes faziam patrulhamento na área, foram acionados para a ocorrência, atuaram para conter os envolvidos e chamaram a Polícia Militar.
A PM informou que prestou apoio à Seop.
Família que não participou da briga ficou com as consequências
O caso passou a ser investigado pela 10ª DP de Botafogo enquanto Thais e a família tentavam retomar a rotina.
Uma discussão por uma entrega terminou com a casa errada arrombada, objetos danificados, uma gata escondida e uma criança temporariamente afastada da residência — tudo enquanto o casal estava trabalhando e nem sabia que uma confusão havia começado na vila.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

