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Dois estudantes superdotados de 12 anos do DF ganham viagem patrocinada pela Cotidiano Aceleradora para missão científica nos Estados Unidos, após desenvolverem pesquisas autorais com criptografia quântica e processamento de imagens médicas, serem convidados como palestrantes e se destacarem também em inteligência artificial e segurança de dados

Dois estudantes superdotados de 12 anos do DF ganham viagem patrocinada pela Cotidiano Aceleradora para missão científica nos Estados Unidos, após desenvolverem pesquisas autorais com criptografia quântica e processamento de imagens médicas, serem convidados como palestrantes e se destacarem também em inteligência artificial e segurança de dados

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Dois estudantes superdotados de 12 anos do DF ganham viagem patrocinada pela Cotidiano Aceleradora para missão científica nos Estados Unidos, após desenvolverem pesquisas autorais com criptografia quântica e processamento de imagens médicas, serem convidados como palestrantes e se destacarem também em inteligência artificial e segurança de dados

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 12/09/2026 às 13:09

Atualizado em 12/09/2026 às 13:10

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Patrocínio privado cobre passagens, hospedagem, alimentação, seguro e deslocamentos da delegação, enquanto a missão reúne os jovens e suas mães em uma programação prevista entre 18 e 21 de setembro na região de Boston, com atividades ligadas a Harvard e ao MIT.

Lucas Freitas Vieira e Rafael Kessler Ferreira, ambos de 12 anos e identificados com altas habilidades, viajarão do Distrito Federal para os Estados Unidos para apresentar pesquisas científicas autorais no Global Health Catalyst Summit 2026, encontro internacional voltado a saúde, tecnologia e cooperação científica.

Os estudantes foram convidados como palestrantes na categoria Young Catalysts. A missão é articulada pelo Governo do Distrito Federal e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), enquanto as despesas da delegação serão cobertas por patrocínio privado da Cotidiano Aceleradora de Startups.

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A participação foi divulgada pelo Fatos Online, que informou que os dois apresentarão trabalhos desenvolvidos por eles próprios e serão, de acordo com a organização citada pela reportagem, os primeiros brasileiros dessa faixa etária a expor pesquisas autorais nessa categoria do encontro.

O Global Health Catalyst Summit começa na próxima sexta-feira (18) e tem atividades previstas até o dia 21, na região de Boston. A programação oficial do encontro reúne pesquisadores, profissionais de saúde, representantes de instituições, autoridades e jovens envolvidos em projetos de ciência, inovação e saúde global.

Criptografia quântica e proteção de prontuários

Lucas apresentará um sistema voltado à proteção de prontuários médicos. O projeto utiliza criptografia e gera as chaves empregadas na proteção das informações a partir de medições realizadas em um computador quântico real, associando recursos de computação quântica à segurança de dados de saúde.

Prontuários digitais podem concentrar informações pessoais e clínicas sensíveis. No trabalho do estudante, as medições realizadas no computador quântico participam da geração das chaves usadas pelo sistema, enquanto a criptografia é aplicada para proteger o conteúdo armazenado contra acessos não autorizados.

A trajetória de Lucas também inclui competições internacionais de tecnologia. O Fatos Online registrou que ele integra as sociedades Mensa e Intertel e conquistou uma medalha de ouro e outra de bronze na Olimpíada Internacional Júnior de Cibersegurança realizada na China.

A medalha de ouro foi apontada pela reportagem como a primeira obtida pelo Brasil na competição. O resultado integra o histórico do estudante antes da apresentação nos Estados Unidos, onde sua pesquisa terá como foco a proteção de informações médicas.

Matemática aplicada ao processamento de imagens

Rafael seguirá uma linha de pesquisa baseada em matemática e processamento digital de imagens médicas. O estudante apresentará uma aplicação computacional construída a partir de uma formulação matemática desenvolvida por ele e conhecida como Fórmula Kessler.

A expressão foi criada quando Rafael tinha 10 anos. Na pesquisa preparada para o encontro internacional, a formulação é empregada em soluções relacionadas ao tratamento computacional de imagens médicas, aproximando matemática e tecnologia de uma aplicação voltada à área da saúde.

Os trabalhos atuam em frentes diferentes do uso de informações médicas. Lucas concentra a pesquisa em criptografia e proteção de dados, enquanto Rafael trabalha com processamento de imagens e formulações matemáticas aplicadas a soluções computacionais.

A edição de 2026 do encontro também inclui inteligência artificial entre seus temas. A organização apresenta o C4 como uma plataforma de colaboração em saúde baseada em IA, dentro de uma programação que relaciona tecnologia, pesquisa, educação e cooperação internacional.

Patrocínio cobre viagem de quatro pessoas

Como Lucas e Rafael são menores de idade, a viagem inclui suas mães, Márcia Freitas Vieira e Robertha Munique, que também receberam convites para acompanhá-los. A delegação terá, portanto, quatro pessoas durante a passagem pelos Estados Unidos.

A estimativa divulgada pelo Fatos Online é de aproximadamente US$ 8 mil para passagens, hospedagem, alimentação, seguro-viagem e deslocamentos. O valor foi calculado pela reportagem em cerca de R$ 44,7 mil e deverá ser coberto pelo patrocínio privado da Cotidiano Aceleradora.

A mesma reportagem informou que não serão usados recursos públicos para bancar essas despesas. A participação institucional do Governo do Distrito Federal e da FAPDF está ligada à articulação da missão, enquanto o custeio informado para a viagem ficará a cargo da empresa patrocinadora.

Lucas e Rafael também recebem acompanhamento do Instituto Raises, Rede de Apoio, Incentivo e Suporte Educacional e Emocional ao Superdotado. A instituição atua no suporte a pessoas com altas habilidades e acompanha os estudantes em sua trajetória educacional e científica.

O convite formal partiu do Global Health Catalyst, iniciativa liderada pelo professor Wil Ngwa. Além das apresentações, o encontro prevê atividades de cooperação e aproximação entre pesquisadores, instituições e participantes de diferentes países envolvidos em projetos relacionados à saúde.

A missão inclui ainda a proposta de criação, em Brasília, do primeiro Young Global Health Catalysts Club da América do Sul, conforme informou o Fatos Online. A iniciativa é voltada à integração e à formação de jovens interessados em ciência e à aproximação com ambientes acadêmicos, tecnológicos e de inovação.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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