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Dona de restaurante com apenas quatro meses de funcionamento vê garis passando diariamente pelo bairro em Itajaí, decide agradecer pelo trabalho, monta mesa com pão, bolo, frutas e café durante a coleta e transforma o primeiro convite em tradição mensal, mesmo enquanto ainda enfrenta as dificuldades de manter o próprio negócio aberto

Dona de restaurante com apenas quatro meses de funcionamento vê garis passando diariamente pelo bairro em Itajaí, decide agradecer pelo trabalho, monta mesa com pão, bolo, frutas e café durante a coleta e transforma o primeiro convite em tradição mensal, mesmo enquanto ainda enfrenta as dificuldades de manter o próprio negócio aberto

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Dona de restaurante com apenas quatro meses de funcionamento vê garis passando diariamente pelo bairro em Itajaí, decide agradecer pelo trabalho, monta mesa com pão, bolo, frutas e café durante a coleta e transforma o primeiro convite em tradição mensal, mesmo enquanto ainda enfrenta as dificuldades de manter o próprio negócio aberto

Escrito por Carla Teles

Publicado em 18/09/2026 às 18:27

Atualizado em 18/09/2026 às 18:28

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Em Itajaí, garis fazem pausa na coleta para café mensal em restaurante recém-aberto, iniciativa mantida mesmo com dificuldades do negócio. Imagem: Reprodução/Balanço Geral Itajaí/YouTube.

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Em Itajaí, Evilanda Costa Lima passou a observar os garis que trabalhavam diariamente no bairro Cidade Nova e decidiu recebê-los no restaurante. Mesmo com apenas quatro meses de funcionamento e dificuldades do início, ela prepara pão, bolo, frutas e café uma vez por mês para a equipe durante a coleta.

Os garis que fazem a coleta de lixo no bairro Cidade Nova, em Itajaí, Santa Catarina, ganharam uma parada diferente durante a jornada de trabalho. Evilanda Costa Lima, dona de um restaurante recém-aberto na região, começou a recebê-los uma vez por mês com uma mesa preparada especialmente para a equipe.

Segundo o ND Mais, em publicação de 18 de setembro de 2026, a iniciativa nasceu depois que a comerciante passou a observar os trabalhadores durante a rota pelo bairro. O primeiro convite acabou se transformando em um encontro mensal, mesmo enquanto o estabelecimento ainda completa apenas quatro meses de funcionamento e enfrenta os desafios comuns ao início de um negócio.

Dona do restaurante começou observando os garis durante a rotina de trabalho

Imagem: Reprodução/Balanço Geral Itajaí/YouTube.

Antes de existir mesa posta ou encontro mensal, havia apenas a repetição da rotina. Evilanda via os garis passando pelo bairro durante o trabalho e começou a reparar na forma como a equipe se relacionava com as pessoas ao redor. Os cumprimentos e a simpatia dos trabalhadores acabaram despertando nela a vontade de fazer algo.

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A ideia não surgiu depois de o restaurante já estar consolidado ou dando lucro. Evilanda ainda estava nos primeiros meses do empreendimento quando decidiu convidar a equipe para parar durante a coleta e entrar no estabelecimento.

A comerciante contou que já carregava esse desejo antes mesmo de chegar a Santa Catarina. Ela veio do Acre e afirmou que tinha vontade de realizar uma ação desse tipo, mas precisava encontrar a oportunidade e as condições para colocar a ideia em prática.

Primeiro convite surpreendeu trabalhadores que esperavam apenas uma pausa simples

Carlos André Ferreira, integrante da equipe de coleta, contou que a relação começou com gestos corriqueiros. Evilanda costumava cumprimentar os trabalhadores quando eles passavam, até que em determinado dia fez o convite para que parassem no restaurante.

A expectativa, segundo o relato do gari, era de uma pausa simples. Ao entrarem no estabelecimento, porém, os trabalhadores encontraram uma mesa preparada com comida e bebida, algo muito maior do que imaginavam receber naquele momento.

Pão, bolo, frutas e café passaram a compor o encontro. A recepção marcou os garis justamente porque transformou alguns minutos da jornada de coleta em um momento preparado especificamente para eles.

Café da manhã virou compromisso uma vez por mês em Itajaí

Imagem: Reprodução/Balanço Geral Itajaí/YouTube.

O que poderia ter acontecido apenas uma vez acabou entrando na rotina do restaurante. A proposta passou a ser receber os profissionais mensalmente, permitindo que façam uma pausa durante a rota de coleta pelo bairro Cidade Nova.

O café não é apresentado como evento luxuoso. O destaque está na regularidade do gesto, já que Evilanda decidiu manter a mesa mesmo enquanto administra um estabelecimento que ainda atravessa sua fase inicial.

Para os trabalhadores, a repetição também mudou o significado da primeira surpresa. Os garis deixaram de ser convidados de uma única ocasião e passaram a encontrar no local um ponto de acolhimento durante o expediente uma vez por mês.

Restaurante tem apenas quatro meses e ainda enfrenta dificuldades do começo

Quando a ação ganhou repercussão, o restaurante tinha somente quatro meses de funcionamento. Evilanda reconheceu que o momento financeiro ainda é desafiador e que poderia utilizar essa condição como justificativa para esperar antes de começar a ajudar outras pessoas.

Ela, porém, escolheu fazer o que estivesse ao alcance naquele momento. A comerciante explicou que os recursos são reunidos aos poucos, com colaboração e organização para que o café continue sendo oferecido.

A decisão dá outra dimensão à história: a iniciativa não partiu de um negócio já estruturado, mas de um estabelecimento ainda buscando se firmar. Mesmo assim, manter o encontro com os garis passou a fazer parte das prioridades construídas no local.

Parceria ajudou Evilanda a começar o próprio negócio

A história do restaurante também envolve a participação de Raquel Nascimento, proprietária do imóvel onde o estabelecimento funciona. Quando Evilanda ainda não tinha condições de arcar com o aluguel do espaço, Raquel lhe deu a oportunidade de iniciar a atividade.

Com o negócio funcionando, as duas começaram a conversar sobre maneiras de realizar outras ações. Raquel também tinha vontade de desenvolver iniciativas de ajuda, mas dizia não ter encontrado anteriormente uma parceria para colocá-las em prática.

A aproximação entre as duas acabou criando uma base para que o café dos garis não ficasse restrito a uma iniciativa isolada. A intenção é buscar colaboradores e manter as ações dentro das possibilidades do restaurante.

Oração marcou a pausa antes de equipe retornar à coleta

Imagem: Reprodução/Balanço Geral Itajaí/YouTube.

Durante um dos encontros acompanhados no local, o gari Elias Moraes fez uma oração antes de os profissionais retomarem o trabalho. O momento ocorreu depois da refeição e reuniu quem participava daquela pausa no restaurante.

Elias também relatou a surpresa da equipe com a proporção da recepção. Os trabalhadores esperavam carinho e acolhimento, mas encontraram uma mesa maior do que imaginavam, reforçando a lembrança deixada pelo primeiro convite.

Depois do café, os garis retornaram normalmente à rota. A ação não interrompe a rotina por um período prolongado, mas cria um intervalo em um trabalho realizado diariamente nas ruas da cidade.

Comerciantes já pensam em levar ajuda para outros moradores do bairro

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O café mensal não é a única iniciativa discutida por Evilanda e Raquel. Entre os planos estão ações relacionadas ao Dia das Crianças e a preparação de refeições para pessoas que moram nas proximidades e enfrentam dificuldades.

Evilanda citou moradores de kitnets da região que, segundo ela, não possuem estrutura adequada para cozinhar. Uma das ideias é preparar sopa para essas pessoas, ampliando gradualmente o alcance das ações iniciadas no restaurante.

Não há cronograma detalhado para essas novas iniciativas no material apresentado. A prioridade já estabelecida é continuar recebendo os garis mensalmente e buscar novas parcerias para tornar outras ações possíveis.

Café mensal nasceu de um gesto simples e acabou entrando na rotina do restaurante

A história começou com uma comerciante observando profissionais que passavam repetidamente diante de seu estabelecimento. Em vez de limitar a relação aos cumprimentos, Evilanda decidiu abrir a porta, preparar uma mesa e convidar a equipe para uma pausa.

Poucos meses depois de abrir o próprio negócio, ela transformou aquela primeira recepção em um compromisso mensal. Pão, bolo, frutas e café agora acompanham os encontros com os trabalhadores durante a rota no Cidade Nova.

Para Evilanda, manter a iniciativa enquanto o próprio restaurante ainda enfrenta dificuldades exige organização e colaboração. Para os garis, aqueles minutos representam uma mudança inesperada dentro de uma jornada comum de trabalho. Você acha que pequenos comerciantes conseguem transformar um bairro quando criam iniciativas como essa, mesmo antes de o próprio negócio estar estabilizado? Conte nos comentários o que mais chamou sua atenção nessa história.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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