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Duas alunas do Cefet/RJ criam aplicativo para conectar resgate, clínicas e adoção de animais, ficam entre 6 melhores do Rio e disputam vaga nacional no Sebrae
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 03/09/2026 às 15:52
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Allice Ferreira e Larissa Nunes estão apenas no 1º ano do curso técnico em Telecomunicações de Nova Iguaçu. Mesmo assim, desenvolveram o PetPatrol, protótipo que pretende unir cidadãos, protetores independentes, veterinários e pessoas interessadas em adotar animais em uma única plataforma.
Duas estudantes do Cefet/RJ em Nova Iguaçu transformaram um problema conhecido das cidades brasileiras em um projeto de tecnologia. Allice Ferreira e Larissa Nunes, alunas do 1º ano do curso técnico em Telecomunicações, criaram o PetPatrol, aplicativo pensado para facilitar o resgate e a proteção de animais em situação de rua.
A ideia avançou dentro do Desafio Liga Jovem – 4ª edição, promovido pelo Sebrae. O projeto ficou entre os seis melhores do estado do Rio de Janeiro e garantiu classificação para a etapa estadual da competição. Agora, as estudantes precisam apresentar a solução a uma banca avaliadora em 7 de outubro.
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Se conquistarem uma das vagas, elas avançarão para a fase nacional, prevista para ocorrer presencialmente entre novembro e dezembro. No entanto, a competição não representa o ponto final do projeto. As jovens pretendem continuar desenvolvendo o aplicativo depois do desafio e tentar levá-lo ao mercado por meio da incubadora do próprio Cefet/RJ.
PetPatrol quer reunir quatro grupos que hoje trabalham de forma dispersa
A lógica do aplicativo parte de um problema de coordenação. Muitas vezes, alguém encontra um animal abandonado e quer ajudar, mas não sabe quem procurar. Ao mesmo tempo, protetores independentes realizam resgates sem possuir uma grande rede de apoio.
O PetPatrol pretende reunir essas pontas em um único sistema. Segundo o Cefet/RJ, a proposta conecta cidadãos interessados em ajudar, protetores independentes, clínicas veterinárias e pessoas que buscam adotar um animal.
Dessa forma, o aplicativo tenta transformar contatos dispersos em uma rede. A tecnologia não realiza o resgate fisicamente, mas pode facilitar a conexão entre quem encontrou o animal e quem possui condições de ajudar.
Além disso, incluir potenciais adotantes amplia a proposta. O fluxo imaginado não termina necessariamente no resgate. Ele pode continuar até o atendimento veterinário e, depois, chegar à busca por um novo lar.
Alunas ainda estão no 1º ano do curso técnico em Telecomunicações
Um dos aspectos que mais chama atenção está no estágio de formação das criadoras. Allice e Larissa cursam apenas o 1º ano do ensino técnico em Telecomunicações na unidade de Nova Iguaçu.
Mesmo no início da formação, elas já transformaram uma ideia em um protótipo capaz de disputar uma competição estadual de inovação.
O docente responsável pelo projeto destacou justamente a criatividade e a capacidade de inovação das estudantes. No entanto, o Cefet/RJ não informa na publicação quais tecnologias, linguagens de programação ou serviços de nuvem foram usados.
Por isso, não seria correto atribuir inteligência artificial, geolocalização automática ou outras funções técnicas ao PetPatrol sem documentação adicional.
Projeto ficou entre os seis melhores do Rio de Janeiro
A seleção estadual representa o primeiro resultado concreto do trabalho.
O PetPatrol entrou no grupo dos seis melhores projetos do Rio de Janeiro dentro de sua trajetória no Desafio Liga Jovem. Com isso, a equipe garantiu presença na próxima fase.
Agora, a avaliação fica mais exigente. Em 7 de outubro, as estudantes apresentarão o protótipo diante de uma banca avaliadora e tentarão conquistar uma vaga nacional.
Portanto, o projeto ainda não venceu a etapa estadual. O resultado comprovado até agora é a classificação para disputar essa fase.
Essa diferença é importante para evitar antecipar um prêmio que ainda será decidido.
Aplicativo disputa categoria Profissional e Técnico
O PetPatrol compete na categoria Profissional e Técnico do Desafio Liga Jovem.
A competição aceita estudantes de diferentes etapas educacionais. Participam alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental, ensino médio e educação profissional e técnica, tanto de instituições públicas quanto privadas.
As equipes devem reunir de dois a cinco estudantes e um professor orientador. Além disso, precisam criar uma solução capaz de melhorar a escola ou a comunidade.
Essas soluções podem assumir diferentes formatos. O regulamento citado pelo Cefet/RJ permite aplicativos, jogos, produtos e serviços, entre outras propostas.
Competição exige protótipo, não apenas uma ideia no papel
O Desafio Liga Jovem procura levar os participantes além de uma apresentação teórica. As equipes recebem acesso a videoaulas, lives e mentorias para desenvolver as propostas.
Depois, precisam apresentar um protótipo capaz de mostrar como aquela solução funcionaria na prática.
Essa estrutura ajuda a explicar por que o PetPatrol já possui uma versão em desenvolvimento. O aplicativo ainda não funciona como um serviço comercial aberto ao público, mas saiu da condição de simples conceito.
Aliás, outros estudantes brasileiros vêm seguindo uma trajetória semelhante. Cinco alunas do Rio Grande do Sul observaram as dificuldades de um colega com deficiência intelectual e criaram uma plataforma com IA para adaptar atividades escolares. O projeto também chegou à etapa estadual do Sebrae.
Leia no CPG: 5 alunas criam plataforma com IA para inclusão escolar e avançam no desafio do Sebrae
PetPatrol ainda está em fase de protótipo
O próprio Cefet/RJ faz uma ressalva importante: o aplicativo ainda está em fase de protótipo.
Portanto, não seria correto afirmar que o serviço já está disponível para download ou que possui uma rede ativa de clínicas e protetores. A fonte também não divulga número de usuários, animais cadastrados ou resgates realizados.
Esses resultados ainda pertencem ao futuro.
Por enquanto, as estudantes trabalham em uma proposta funcional e tentam validar a ideia dentro da competição.
Plano é levar projeto para a incubadora do Cefet/RJ
Allice e Larissa já pensam na etapa seguinte. Depois do Desafio Liga Jovem, elas pretendem buscar apoio da incubadora do Cefet/RJ para colocar o PetPatrol em funcionamento.
Esse passo pode transformar um trabalho acadêmico em uma iniciativa mais estruturada. Incubadoras costumam ajudar projetos a desenvolver modelo de negócio, tecnologia e estratégia de entrada no mercado.
No entanto, a fonte não afirma que o PetPatrol já foi aceito pela incubadora. O ingresso aparece como intenção das estudantes.
Assim, a trajetória ainda possui vários degraus: competição estadual, possível etapa nacional, amadurecimento técnico e, depois, tentativa de incubação.
Aplicativo tenta resolver um problema de rede, não apenas de tecnologia
A proposta chama atenção porque o desafio do resgate animal não depende somente da existência de smartphones.
Uma pessoa pode encontrar um cachorro ou gato ferido na rua e possuir disposição para ajudar. Porém, talvez não conheça um protetor, uma clínica disponível ou alguém interessado em adoção.
Ao mesmo tempo, protetores independentes podem possuir experiência em resgate, mas enfrentar limitações de recursos e contatos.
O PetPatrol tenta aproximar esses grupos. Portanto, seu valor potencial está menos em criar uma tecnologia totalmente inédita e mais em organizar uma rede que hoje pode funcionar de forma fragmentada.
Clínicas veterinárias entram como parte da cadeia de atendimento
A presença das clínicas veterinárias amplia a utilidade imaginada para a plataforma.
Depois de um resgate, muitos animais precisam de avaliação clínica. Alguns podem exigir medicamentos, vacinação, exames ou outros procedimentos.
O Cefet/RJ não detalha como essa relação comercial ou voluntária funcionaria dentro do aplicativo. Também não informa se as clínicas teriam cadastro, descontos ou algum mecanismo específico.
Assim, a informação comprovada é apenas que clínicas veterinárias estão entre os públicos que o PetPatrol pretende conectar.
Pessoas interessadas em adoção completam a rede proposta
O quarto grupo são os possíveis adotantes.
Essa participação cria uma sequência lógica dentro do projeto: alguém identifica um animal, uma rede ajuda no resgate, profissionais podem oferecer atendimento e, finalmente, uma pessoa pode demonstrar interesse em adoção.
Entretanto, o Cefet/RJ não informa quais seriam os mecanismos de verificação de adotantes ou critérios de adoção responsável.
Portanto, essas regras ainda não devem ser presumidas.
O importante é que as estudantes pensaram o sistema para conectar diferentes etapas da proteção animal em uma mesma plataforma.
Desafio Liga Jovem tenta transformar problemas da comunidade em soluções
O próprio desenho da competição ajuda a explicar a escolha do tema.
O Desafio Liga Jovem é apresentado como uma olimpíada de inovação voltada ao protagonismo juvenil. A proposta é incentivar estudantes a observar problemas da escola ou da comunidade e criar respostas tecnológicas.
O PetPatrol segue exatamente essa lógica. O projeto não nasceu de uma necessidade de uma grande empresa, mas de uma questão social percebida pelas estudantes.
Assim, a competição funciona como um laboratório para transformar observação em protótipo.
Esse movimento aparece também em outras iniciativas educacionais. No Recife, um estudante do IFPE transformou processos manuais de uma empresa em sistemas digitais, foi efetivado depois do estágio e conquistou R$ 2 mil no bicampeonato regional do Prêmio IEL.
Leia no CPG: estudante do IFPE transforma processos manuais em sistemas digitais, é efetivado e vence prêmio do IEL
Próxima etapa já tem data: 7 de outubro
O calendário do PetPatrol agora possui um ponto decisivo.
Em 7 de outubro de 2026, Allice e Larissa apresentarão o projeto para a banca da etapa estadual.
A partir dali, o protótipo poderá avançar para a fase nacional ou encerrar sua participação na competição.
Por isso, a classificação atual deve ser entendida como uma oportunidade. Ela não garante presença na final nacional, mas coloca as estudantes entre os projetos que ainda continuam na disputa.
A fonte também não informa quantas equipes estaduais avançarão ou quais serão os concorrentes diretos do PetPatrol.
Etapa nacional acontecerá entre novembro e dezembro
Caso as estudantes avancem, o próximo desafio acontecerá entre novembro e dezembro de 2026, presencialmente.
O Cefet/RJ não informa na publicação o local exato dessa etapa nacional. Portanto, não seria correto atribuir uma cidade específica ao projeto sem outra fonte.
A competição prevê ainda uma premiação relevante para os vencedores de suas três categorias.
Cada equipe campeã terá direito a uma missão internacional de até dez dias, com despesas pagas, em local e datas que ainda serão definidos pelo Sebrae.
Assim, o prêmio vai além de um troféu. Ele oferece aos estudantes uma experiência internacional ligada à inovação.
Missão internacional ainda não possui destino definido
Essa é outra cautela importante.
A competição promete uma missão internacional de até dez dias, mas o destino ainda não havia sido definido na publicação do Cefet/RJ.
Portanto, não seria correto afirmar que as alunas podem ganhar uma viagem para determinado país.
O benefício confirmado é a missão internacional com despesas pagas aos vencedores de cada categoria.
Além disso, o PetPatrol ainda precisa vencer a etapa estadual e depois superar a fase nacional para chegar a esse prêmio.
Formação técnica começa a gerar projetos antes mesmo da conclusão do curso
A trajetória das duas estudantes mostra uma característica importante da educação profissional.
O curso técnico não precisa produzir resultados somente depois da formatura. Projetos e competições permitem que alunos usem conhecimentos enquanto ainda estão em formação.
No caso de Allice e Larissa, isso aconteceu já no primeiro ano de Telecomunicações.
Assim, o protótipo funciona também como experiência prática. As estudantes precisam pensar em tecnologia, usuários, problema social e apresentação para avaliadores.
Essas habilidades vão além do conteúdo exclusivamente técnico.
Estudantes de diferentes áreas estão transformando ciência em projetos competitivos
A aproximação entre educação e inovação não acontece apenas no Brasil.
Cinco estudantes da Universidade do Texas, por exemplo, desenvolveram um revestimento feito com proteína do milho e cera de abelha para tentar substituir químicos PFAS em tecidos. O trabalho venceu uma competição com participantes de mais de 20 países.
Leia no CPG: estudantes transformam proteína do milho e cera de abelha em revestimento e vencem disputa internacional
Os projetos são completamente diferentes, mas compartilham uma estrutura. Primeiro, estudantes identificam um problema concreto. Depois, criam uma solução e constroem um protótipo.
Finalmente, usam competições para testar a ideia diante de avaliadores e obter acesso a novas oportunidades.
PetPatrol ainda precisa provar se consegue funcionar fora da competição
Chegar entre os seis melhores do estado representa reconhecimento, mas o teste mais difícil poderá acontecer depois.
Um aplicativo desse tipo precisa atrair usuários de grupos distintos. Cidadãos precisam confiar na plataforma, protetores precisam enxergar utilidade e clínicas precisam encontrar motivos para participar.
Além disso, uma rede de adoção precisa lidar com questões de responsabilidade e segurança.
O Cefet/RJ não detalha como o PetPatrol pretende resolver cada um desses pontos. Por isso, ainda é cedo para avaliar seu desempenho como serviço real.
A competição, porém, oferece justamente um ambiente para amadurecer a proposta antes dessa etapa.
Incubadora pode ser ponte entre protótipo e operação real
A intenção de buscar a incubadora do Cefet/RJ mostra que as estudantes enxergam continuidade para o projeto.
Se conseguirem avançar, poderão trabalhar em questões que um protótipo escolar não precisa resolver imediatamente. Entre elas estão modelo operacional, manutenção, validação técnica e estratégia de crescimento.
No entanto, qualquer avanço desse tipo dependerá das próximas decisões.
A fonte não informa investimento, empresa constituída ou parceiros comerciais já confirmados.
Portanto, o PetPatrol deve ser tratado hoje como projeto estudantil em desenvolvimento, e não como startup já estabelecida.
Duas estudantes transformam proteção animal em desafio de tecnologia
A sequência começou dentro do campus de Nova Iguaçu do Cefet/RJ.
Allice Ferreira e Larissa Nunes, alunas do primeiro ano do técnico em Telecomunicações, imaginaram um aplicativo capaz de aproximar pessoas dispostas a ajudar animais em situação de rua.
Depois, o projeto ganhou forma de protótipo e entrou no Desafio Liga Jovem do Sebrae.
O PetPatrol avançou e terminou entre os seis melhores projetos do Rio de Janeiro. Agora, em 7 de outubro, as estudantes tentarão conquistar uma vaga para a etapa nacional.
Se vencerem toda a competição em sua categoria, poderão participar de uma missão internacional de até dez dias com despesas pagas. Porém, mesmo que o prêmio não venha, as duas já possuem outro plano.
Depois do desafio, querem levar o aplicativo até a incubadora do Cefet/RJ e tentar transformá-lo em uma ferramenta real.
Assim, o resultado mais interessante talvez não esteja apenas na classificação. Duas estudantes que acabaram de iniciar uma formação técnica já estão usando tecnologia para tentar organizar resgate, atendimento e adoção de animais em uma única rede.
Você acredita que um aplicativo capaz de conectar cidadãos, protetores, clínicas veterinárias e adotantes pode ajudar a reduzir o número de animais abandonados nas ruas?
Fonte
Cefet
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

