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Durante filmagem no Brooklyn, Pete Davidson conhece jovem fã com síndrome genética rara, descobre que ele sonha ser comediante, doa US$ 20 mil para financiar pesquisas e usa fama para dar visibilidade a famílias que ainda esperam por tratamentos
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 05/09/2026 às 18:15
Atualizado em 05/09/2026 às 18:16
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Pete Davidson encontrou Liam durante as gravações do filme Tommy Karate, no fim de agosto, ouviu a história do jovem que vive com a síndrome Cri-du-chat e decidiu apoiar a fundação responsável por buscar medicamentos e terapias capazes de modificar o avanço da condição
Um encontro ocorrido durante uma filmagem no Brooklyn levou o ator e comediante Pete Davidson, de 32 anos, a doar US$ 20 mil para pesquisas sobre uma síndrome genética rara. O ex-integrante do Saturday Night Live conheceu Liam, um jovem aspirante a comediante que vive com a síndrome Cri-du-chat, também chamada de síndrome 5p-.
A aproximação aconteceu enquanto Davidson trabalhava no filme Tommy Karate, no fim de agosto de 2026. Depois de conversar com Liam e conhecer a realidade da família, o ator procurou informações sobre a condição e decidiu contribuir com a Cri du Chat Research Foundation.
As informações foram publicadas pela revista People, que confirmou a doação com um representante do artista. A fundação também divulgou uma fotografia de Pete ao lado de Liam e da mãe do jovem.
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Paulo Nogueira
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Pete Davidson conheceu Liam durante gravação de filme
O encontro não ocorreu em um evento beneficente organizado previamente. Pete Davidson estava no Brooklyn para as gravações de Tommy Karate quando teve a oportunidade de conhecer Liam.
O jovem, chamado carinhosamente pela fundação de “Liam the Lion”, ou “Liam, o Leão”, também demonstra interesse pela comédia. A coincidência chamou a atenção da organização: além de serem nova-iorquinos, Liam e Pete compartilham a vontade de fazer outras pessoas rirem.
Davidson dedicou parte do tempo a ouvir a história do fã, conversar com a família e aprender sobre a síndrome genética. Para a fundação, a disposição demonstrada pelo ator foi tão importante quanto a contribuição financeira.
Ator procurou entender uma condição pouco conhecida
A síndrome Cri-du-chat acontece quando uma parte do braço curto do cromossomo 5 está ausente. Por esse motivo, a condição também recebe o nome de síndrome 5p-, em referência à alteração cromossômica.
O nome Cri-du-chat significa “choro de gato”, em francês. A expressão está relacionada ao choro agudo apresentado por alguns bebês afetados pela síndrome, principalmente durante os primeiros meses de vida.
A condição pode provocar atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem, deficiência intelectual e características físicas específicas. Algumas pessoas também podem apresentar problemas cardíacos e outras complicações que exigem acompanhamento médico.
As manifestações, no entanto, não são idênticas em todos os pacientes. A intensidade dos sintomas e as necessidades de suporte dependem, entre outros fatores, do tamanho e da localização da parte perdida do cromossomo.
Doação de US$ 20 mil foi confirmada por representante
Depois do encontro com Liam, Pete Davidson destinou US$ 20 mil à Cri du Chat Research Foundation. Um representante do comediante confirmou a contribuição à revista People.
O dinheiro será aplicado no avanço de pesquisas científicas e no desenvolvimento de medicamentos voltados à síndrome 5p-. A organização busca incentivar estudos que possam ir além do controle dos sintomas e abrir caminho para tratamentos capazes de modificar os efeitos da condição.
Em publicação nas redes sociais, a fundação agradeceu ao ator pela disposição de ouvir, aprender e chamar a atenção para uma comunidade que raramente recebe ampla cobertura pública.
A instituição afirmou ainda que a doação ajudará a sustentar pesquisas consideradas essenciais para as pessoas que vivem com a síndrome e para suas famílias.
Síndrome atinge apenas dezenas de recém-nascidos por ano nos Estados Unidos
Segundo as informações divulgadas pela fundação e reproduzidas pela People, a síndrome Cri-du-chat atinge aproximadamente 50 a 60 recém-nascidos por ano nos Estados Unidos.
A baixa incidência ajuda a explicar por que poucas pessoas conhecem a condição. Também representa um desafio para a pesquisa, pois doenças raras costumam receber menos investimentos e envolvem grupos menores de pacientes para estudos clínicos.
Embora cada síndrome afete um número limitado de indivíduos, centenas de milhões de pessoas vivem com alguma doença rara no mundo. Muitas delas ainda não contam com tratamentos capazes de atuar diretamente sobre a causa de suas condições.
A Cri du Chat Research Foundation sustenta que famílias acabam assumindo parte significativa da tarefa de divulgar a síndrome, arrecadar recursos e criar oportunidades para que pesquisadores desenvolvam novas terapias.
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Caio Aviz
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Fundação espera transformar visibilidade em novos investimentos
Para a organização, o envolvimento de uma personalidade conhecida pode produzir efeitos que ultrapassam o valor entregue. Ao tornar o encontro público, Pete Davidson ajudou a apresentar a síndrome Cri-du-chat a pessoas que provavelmente nunca haviam ouvido falar dela.
A fundação destacou que a visibilidade pode gerar conexões, atrair investimentos e estimular inovações. Esse processo, segundo a entidade, é fundamental para aproximar os avanços científicos das famílias que esperam por tratamentos.
Tecnologias como terapia genética e terapias baseadas em RNA já criaram novas possibilidades para diferentes doenças raras. Entretanto, transformar descobertas feitas em laboratórios em alternativas acessíveis aos pacientes exige financiamento contínuo.
Nesse cenário, os US$ 20 mil doados pelo ator representam apoio direto às pesquisas e, ao mesmo tempo, uma forma de ampliar o alcance da causa.
Liam passou a representar milhares de pessoas com a síndrome 5p-
Ao publicar a fotografia do encontro, a fundação agradeceu a Pete por enxergar Liam, conhecer sua história e ajudar outras pessoas a também enxergarem o jovem e milhares de pacientes que vivem com a síndrome 5p-.
A mensagem reforçou que cada criança, cada família e cada ano de pesquisa importam. Para a entidade, possíveis terapias modificadoras da doença poderiam alterar a trajetória dos pacientes, em vez de apenas administrar manifestações clínicas.
O encontro também ganhou um significado pessoal por aproximar dois comediantes de gerações diferentes. Pete construiu uma carreira na televisão e no cinema, enquanto Liam é apresentado como um jovem que deseja seguir o mesmo caminho.
Doação já foi realizada e será destinada a pesquisas
Quando a reportagem da People foi publicada, em 1º de setembro de 2026, a doação de US$ 20 mil já havia sido confirmada pelo representante de Pete Davidson.
A Cri du Chat Research Foundation informou que o recurso apoiará pesquisas e o desenvolvimento de medicamentos para a síndrome. A instituição não detalhou quais projetos específicos receberão o dinheiro nem estabeleceu uma data para a apresentação de resultados.
Ainda assim, a organização considerou que o gesto trouxe dois benefícios imediatos: novos recursos para a ciência e maior visibilidade para uma comunidade afetada por uma condição genética pouco conhecida.
Na sua opinião, atitudes como a de Pete Davidson podem incentivar outras personalidades a financiar pesquisas sobre doenças raras que recebem pouca atenção? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

