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Dwayne Johnson é suspenso após briga, recebe do treinador a condição de jogar futebol e atribui ao educador a mudança que o afastou de uma adolescência turbulenta
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 03/09/2026 às 17:01
Atualizado em 03/09/2026 às 17:02
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Antes de conquistar Hollywood e se tornar uma das maiores estrelas da luta livre, Dwayne Johnson foi preso, suspenso e quase expulso da escola; um pedido de desculpas e a confiança do treinador Jody Cwik mudaram a direção de sua vida
Muito antes de se tornar conhecido mundialmente como “The Rock”, Dwayne Johnson enfrentou uma adolescência marcada por dificuldades financeiras, mudanças constantes de cidade, brigas e problemas dentro da escola. Foi nesse período que o futuro ator conheceu o professor e treinador de futebol americano Jody Cwik, a quem atribuiria uma transformação decisiva em sua trajetória.
O primeiro encontro entre os dois esteve longe de ser amigável. Aos 15 anos e recém-chegado à Freedom High School, na Pensilvânia, Johnson entrou sem autorização em uma área reservada aos professores e usou o banheiro do local.
Cwik encontrou o adolescente e ordenou que ele saísse. Em vez de obedecer imediatamente, Johnson respondeu de maneira desafiadora, continuou lavando as mãos e passou pelo professor de forma provocativa.
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Horas depois, porém, o jovem começou a se arrepender. No dia seguinte, procurou o treinador, admitiu que havia agido mal e pediu desculpas diante de outros alunos.
A resposta de Cwik surpreendeu: depois de apertar a mão de Johnson, o treinador o convidou para jogar futebol americano. Para o futuro astro, aquele gesto representou uma segunda oportunidade justamente quando sua vida parecia caminhar na direção oposta.
Mudanças, dificuldades financeiras e problemas durante a adolescência
Dwayne Johnson chegou à região de Bethlehem em 1988, depois de passar pelo Havaí e por Nashville. A família enfrentava dificuldades financeiras e chegou a ser despejada por não conseguir pagar o aluguel.
O pai do adolescente, o lutador Rocky Johnson, havia conquistado reconhecimento nos ringues, mas atravessava uma fase profissional e pessoal complicada. O relacionamento entre pai e filho também era marcado por tensões.
Sem estabilidade e carregando frustrações acumuladas, Dwayne começou a tomar decisões impulsivas. De acordo com o relato publicado pelo The Philadelphia Inquirer, ele foi preso, suspenso e quase expulso da escola poucas semanas depois de chegar à Pensilvânia.
O futuro ator também se envolveu em furtos e brigas. Um dos amigos daquele período, Nikolas Tsamoutalidis, contou ao jornal que Johnson tinha dificuldade para controlar as frustrações provocadas pelos problemas familiares.
Apesar da aparência intimidadora — aos 15 anos, ele já media aproximadamente 1,93 metro e pesava cerca de 127 quilos —, pessoas próximas o descreviam como um jovem que precisava de orientação e de alguém disposto a reconhecer seu potencial.
Uso de banheiro reservado provoca confronto com o treinador
O episódio que aproximou Dwayne Johnson de Jody Cwik aconteceu durante as primeiras semanas do adolescente na Freedom High School.
Johnson decidiu usar o banheiro da sala dos professores porque considerava o espaço destinado aos estudantes desagradável e tomado pelo cheiro de cigarro. No entanto, a entrada naquela área não era permitida aos alunos.
Quando Cwik o encontrou, ordenou que saísse imediatamente. Johnson respondeu que deixaria o banheiro somente depois de terminar o que estava fazendo. O treinador ficou irritado, bateu na parede e repetiu a ordem.
O adolescente permaneceu no local, secou as mãos e, ao passar por Cwik, ainda encostou de leve no professor. Mais tarde, reconheceu que o comportamento não correspondia à pessoa que desejava ser.
“Eu me senti muito mal pelo que havia feito”, recordou Johnson em um depoimento reproduzido pelo The Philadelphia Inquirer.
Pedido de desculpas termina com convite inesperado
No dia seguinte, Dwayne Johnson procurou Cwik em sua sala de aula. Diante de outros estudantes, afirmou que havia sido um idiota, pediu desculpas e estendeu a mão.
Inicialmente, o professor apenas observou o adolescente. Depois, aceitou o cumprimento e segurou a mão dele com firmeza. Johnson chegou a pensar que o treinador ainda pretendia enfrentá-lo.
Em vez disso, Cwik fez um convite inesperado: queria que o jovem participasse do time de futebol americano da escola.
O treinador nunca havia visto Johnson jogar. Mesmo assim, percebeu que havia potencial naquele estudante fisicamente forte e, sobretudo, no fato de ele ter retornado espontaneamente para reconhecer o próprio erro.
Johnson aceitou o convite sem hesitar. Décadas mais tarde, descreveria aquele aperto de mão como um dos momentos que mudaram o rumo de sua vida.
Suspensão por briga transforma futebol em condição para uma nova oportunidade
A confusão no banheiro não foi o único problema enfrentado pelo adolescente. Johnson também acabou suspenso depois de participar de uma briga.
Cwik, entretanto, não desistiu do aluno. O treinador vinculou a nova oportunidade oferecida ao jovem ao compromisso com o futebol americano e à necessidade de mudar seu comportamento.
Em uma publicação feita no X em 2016, Johnson resumiu a influência do educador: “Jody Cwik foi um grande homem. Depois que fui suspenso por brigar, ele me fez jogar futebol para ele. Mudou minha vida.”
A declaração pública reforçou que o esporte não surgiu apenas como uma atividade extracurricular. O time proporcionou a Johnson uma rotina, um objetivo e um ambiente no qual sua força poderia ser direcionada de maneira construtiva.
Treinador enxergou potencial onde o adolescente não conseguia ver
Jody Cwik trabalhava como professor e treinador na Freedom High School desde 1980. Conhecido pelo temperamento intenso, também mantinha uma relação próxima com os estudantes.
O educador havia enfrentado dificuldades durante a própria infância e procurava prestar atenção especialmente nos alunos que atravessavam momentos complicados. Em Johnson, viu mais do que o comportamento hostil apresentado inicialmente.
Segundo o relato do ator, Cwik reconheceu que ainda não sabia se o adolescente possuía talento para o futebol, mas afirmou que ele tinha potencial.
Para Johnson, ouvir aquilo foi determinante. Naquele momento, o próprio jovem não enxergava perspectivas claras para seu futuro. A confiança do treinador ofereceu uma meta e uma razão para manter o foco.
O adolescente disputou duas temporadas sob a orientação de Cwik, atuando nas linhas defensiva e ofensiva. Embora ainda precisasse desenvolver a técnica, chamava atenção pela força física, pelo tamanho e pela dedicação aos treinamentos.
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Futebol abre caminho para bolsa na Universidade de Miami
O desempenho de Dwayne Johnson na Freedom High School despertou o interesse de treinadores universitários. Em 1990, ele conseguiu uma bolsa para jogar futebol americano na Universidade de Miami.
A oportunidade representou uma mudança significativa para o jovem que, poucos anos antes, acumulava prisões, suspensões e risco de expulsão escolar.
Johnson integrou o time dos Miami Hurricanes e participou da equipe campeã nacional da temporada de 1991. Lesões impediram que ele construísse a carreira profissional que desejava, mas a disciplina desenvolvida por meio do esporte continuou influenciando suas escolhas.
Depois de uma breve passagem pelo futebol canadense, ele seguiu o caminho do pai e ingressou na luta livre profissional. Como “The Rock”, transformou-se em uma das maiores estrelas da história da WWE.
Posteriormente, conquistou Hollywood e protagonizou produções como Jumanji, Velozes e Furiosos, Adão Negro e Moana.
Dwayne Johnson manteve contato com o treinador
Mesmo depois de deixar a Pensilvânia, Johnson continuou em contato com Jody Cwik. O jogador costumava convidar o antigo treinador para assistir às partidas universitárias, embora os compromissos com o próprio time impedissem Cwik de aceitar a maioria dos convites.
Em novembro de 1993, o professor finalmente conseguiu viajar até Pittsburgh para acompanhar uma partida da Universidade de Miami. Após o jogo, Johnson encontrou Cwik e entregou ao treinador uma bolsa com bonés e camisetas da equipe.
Naquele momento, ele ainda não havia se tornado uma celebridade. A atitude, contudo, demonstrava que não havia esquecido quem lhe ofereceu confiança durante um dos períodos mais difíceis de sua vida.
Cwik morreu em outubro de 2006, aos 51 anos, após enfrentar um câncer de esôfago. O treinador dedicou 28 anos ao distrito escolar de Bethlehem e continuou trabalhando com jovens mesmo durante o tratamento da doença.
Ator afirma que segunda chance mudou sua vida
Dwayne Johnson homenageou publicamente o antigo treinador em diferentes ocasiões. Em 2021, ao compartilhar uma cena da série autobiográfica Young Rock, classificou o encontro com Cwik como o “aperto de mão que mudou minha vida”.
O ator afirmou que talvez não tivesse alcançado a posição em que se encontra sem aquela intervenção. Para ele, o treinador enxergou além dos erros e reconheceu uma possibilidade de mudança.
“O ponto principal é que aquele homem mudou minha vida porque me deu uma segunda chance e acreditou em mim”, declarou Johnson, conforme registrou o The Philadelphia Inquirer.
A história também foi relembrada pelo ator em uma publicação no X, na qual atribuiu diretamente ao treinador e ao futebol a transformação ocorrida depois da suspensão.
Para Johnson, Cwik não apagou as consequências de seus erros. O educador apenas mostrou que um adolescente em dificuldades não precisava ser definido definitivamente por suas piores escolhas.
E você, acredita que a confiança de um professor ou treinador pode mudar completamente o futuro de um jovem?
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

