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Ele era vice-presidente de marketing, começou a vender viagens como atividade paralela, bateu US$ 1 milhão em reservas em apenas 6 meses e deixou carreira de 15 anos para trabalhar por conta própria

Ele era vice-presidente de marketing, começou a vender viagens como atividade paralela, bateu US$ 1 milhão em reservas em apenas 6 meses e deixou carreira de 15 anos para trabalhar por conta própria

11 min de leitura

Ele era vice-presidente de marketing, começou a vender viagens como atividade paralela, bateu US$ 1 milhão em reservas em apenas 6 meses e deixou carreira de 15 anos para trabalhar por conta própria

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 03/09/2026 às 08:00

Atualizado em 02/09/2026 às 21:24

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Ryan Ali entrou na plataforma Fora em abril de 2025 mirando US$ 500 mil em reservas, alcançou US$ 1 milhão nos primeiros 6 meses e US$ 1,3 milhão no primeiro ano. Agora trabalha em tempo integral como consultor de viagens e mira US$ 3 milhões

Durante cerca de 15 anos, Ryan Ali construiu carreira em publicidade e marketing na área da saúde, trabalhando inclusive como vice-presidente de marketing. Planejar viagens não fazia parte de seu caminho profissional. Era apenas algo que ele fazia repetidamente para amigos e familiares, que recorriam a ele quando queriam descobrir para onde viajar ou como organizar as férias, conforme informações do site Entrepreneur.

Em abril de 2025, porém, Ali decidiu transformar essa habilidade informal em um negócio paralelo. Entrou na plataforma de consultores de viagens Fora com uma meta de US$ 500 mil em reservas até o fim do ano. O resultado veio muito mais rápido: em seis meses, ele já havia reservado US$ 1 milhão em viagens e conseguiu substituir a renda que recebia como vice-presidente de marketing.

Ao completar o primeiro ano, o volume chegou a US$ 1,3 milhão em reservas. Ali deixou o antigo emprego e passou a trabalhar integralmente com viagens. Agora, seu total acumulado alcança US$ 2,6 milhões em viagens reservadas, enquanto a próxima meta está em US$ 3 milhões. Há, porém, uma diferença importante: esses valores representam reservas de viagens, não lucro nem dinheiro recebido diretamente por Ali. As comissões variam normalmente entre 10% e 15% e só chegam ao consultor depois que o cliente efetivamente viaja.

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Tudo começou com amigos perguntando para onde deveriam viajar

Ali não passou 15 anos planejando deixar o marketing para abrir uma agência.

Na verdade, ele próprio contou que trabalhar como consultor de viagens nunca esteve em sua trajetória profissional.

O sinal apareceu de maneira muito mais simples.

Amigos e familiares recorriam frequentemente a ele quando precisavam planejar férias. Ali pesquisava destinos, sugeria roteiros e ajudava a organizar as experiências.

Durante anos, ele enxergou aquilo apenas como algo que gostava de fazer.

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Até perceber que poderia transformar a habilidade em uma pequena atividade paralela.

A ideia também carregava uma experiência de sua carreira anterior.

Ali trabalhava com publicidade e marketing ligados à saúde, incluindo oncologia e estudos clínicos. Nesse ambiente, percebeu que pacientes que passavam por tratamentos difíceis frequentemente falavam sobre viajar e conhecer o mundo quando tudo terminasse.

Para ele, aquilo mostrou o valor que as pessoas davam às experiências.

Foi essa combinação entre interesse pessoal e experiência profissional que começou a mudar sua percepção sobre o setor de viagens.

Um encontro casual em Nova York apresenta uma possibilidade que ele ainda não considerava

A virada ganhou força quando Ali conheceu Henley Vazquez, cofundadora da Fora, durante um encontro casual em Nova York.

Naquele momento, ele já sabia que queria construir algum negócio próprio.

O motivo também tinha relação com a rotina corporativa.

Ali trabalhava em grandes sistemas hospitalares e sentia que decisões precisavam atravessar diferentes níveis hierárquicos antes de avançar.

Empreender significava inverter essa lógica.

Ele queria assumir as decisões e ter controle sobre o próprio trabalho.

Antes de escolher a Fora, Ali afirmou que analisou e entrevistou quatro ou cinco empresas diferentes.

Então decidiu experimentar.

O que começou como teste rapidamente se mostrou maior do que ele esperava.

Ele entra na Fora em abril de 2025 com meta de US$ 500 mil

Ali começou a planejar viagens profissionalmente pela plataforma em abril de 2025.

A meta inicial parecia ambiciosa: alcançar US$ 500 mil em reservas até o final daquele ano.

Mas o volume cresceu muito mais rápido.

Em apenas seis meses, Ali havia reservado US$ 1 milhão em viagens.

Ou seja, ele atingiu em meio ano o dobro da meta que havia estabelecido inicialmente.

O crescimento também começou a criar um problema inesperado.

Manter simultaneamente o emprego integral e o novo negócio deixou de parecer sustentável.

Ali precisava decidir qual caminho seguir.

Objetivo era substituir salário de vice-presidente antes de abandonar a carreira

Ali não deixou imediatamente o emprego para descobrir depois se o negócio funcionaria.

Ele estabeleceu uma condição.

Sua intenção era fazer com que a renda da nova atividade alcançasse aproximadamente o que recebia como vice-presidente de marketing.

Ele não esperava chegar a esse ponto em apenas seis meses.

Essa diferença é importante porque transforma a história em algo diferente de uma simples saída impulsiva do mundo corporativo.

Primeiro, Ali testou o negócio.

Depois, construiu volume de reservas.

Por fim, percebeu que a atividade poderia substituir sua antiga carreira.

Uma lógica parecida aparece em outras histórias de profissionais que trocam carreiras consolidadas por negócios próprios. Em um caso recente, um empreendedor deixou mais de 20 anos em tecnologia, testou hambúrgueres para 500 pessoas e chegou a oito unidades em três estados.

US$ 1 milhão em reservas não significa US$ 1 milhão no bolso

Esse é o ponto mais importante para interpretar corretamente os números.

Ali trabalha como consultor de viagens.

Portanto, quando ele informa ter reservado US$ 1 milhão, isso representa o valor das viagens vendidas aos clientes, não seu rendimento pessoal.

As comissões podem variar aproximadamente entre 10% e 15%, dependendo da reserva.

Existe ainda outro detalhe.

O consultor não necessariamente recebe a comissão quando fecha a venda.

O pagamento ocorre quando o cliente viaja.

Isso significa que uma viagem reservada hoje para 2027 pode gerar comissão somente muito tempo depois.

Ali chegou a explicar que, se reservasse US$ 1 milhão e tivesse direito a US$ 100 mil em comissões, parte desse dinheiro poderia permanecer pendente até 2028 caso as viagens estivessem marcadas para aquele período.

Portanto, reservas, comissões projetadas e renda efetivamente recebida são três números diferentes.

Primeiro ano termina com US$ 1,3 milhão em viagens reservadas

O crescimento continuou.

Ao completar seu primeiro ano na atividade, Ali havia alcançado US$ 1,3 milhão em reservas.

Era mais que o dobro da meta original de US$ 500 mil.

Nesse ponto, a atividade paralela já havia deixado de ser paralela.

Ali saiu do cargo corporativo e passou a trabalhar como consultor de viagens em tempo integral.

A mudança lembra a trajetória de outros profissionais que preferem validar uma atividade antes de abandonar completamente a renda anterior. Uma contadora de 26 anos, por exemplo, começou com apenas US$ 22, conquistou o primeiro cliente em dois meses e manteve o negócio enquanto trabalhava em período integral.

No caso de Ali, entretanto, a transição aconteceu rapidamente.

Em aproximadamente seis meses, ele já havia alcançado o patamar de renda que usava como referência para decidir se poderia deixar o emprego.

Total acumulado sobe para US$ 2,6 milhões

Depois de abandonar o cargo de vice-presidente, Ali continuou aumentando o volume.

Hoje, segundo o relato publicado pela Entrepreneur, ele soma US$ 2,6 milhões em viagens reservadas.

A próxima meta é alcançar US$ 3 milhões.

Ali calcula que, considerando uma comissão próxima de 10%, esse volume poderia representar aproximadamente US$ 300 mil em comissões relacionadas às viagens reservadas e planejadas.

Novamente, isso não significa que US$ 300 mil já tenham entrado em sua conta.

O momento do pagamento depende de quando cada cliente realiza a viagem.

Essa defasagem entre venda e recebimento foi, inclusive, uma das partes mais difíceis da transição.

Trocar salário de seis dígitos por renda futura foi o maior obstáculo

Ali tinha um salário de seis dígitos em sua carreira anterior.

O emprego oferecia algo que o novo negócio não garantia: previsibilidade.

No turismo, ele podia fechar uma viagem de alto valor e ainda esperar meses ou anos para receber a comissão correspondente.

Por isso, abandonar o emprego significava trocar um salário regular por uma carteira de receitas futuras.

O volume de reservas precisava crescer o suficiente para que Ali se sentisse confortável com essa diferença.

Esse detalhe ajuda a explicar por que o primeiro US$ 1 milhão reservado em seis meses foi tão relevante.

Não significava riqueza imediata.

Significava que havia demanda suficiente para considerar a atividade sustentável.

Experiência de 15 anos no marketing não foi descartada quando ele mudou de profissão

Embora tenha trocado de setor, Ali não começou completamente do zero.

Sua experiência anterior envolvia marketing e vendas.

E ele percebeu que uma habilidade específica podia ser transferida diretamente para o turismo: construir confiança.

Na saúde, decisões envolvem confiança entre profissionais, pacientes e empresas.

No turismo, ocorre algo semelhante.

Um cliente entrega ao consultor dinheiro, datas importantes e expectativas relacionadas a férias que podem ter sido planejadas durante anos.

Ali passou a usar essa experiência para construir relacionamentos de longo prazo com os viajantes.

Em vez de simplesmente reservar hotéis, ele decidiu vender planejamento e acompanhamento.

Clientes conseguem falar com ele 24 horas por dia durante a viagem

Esse atendimento se tornou uma das diferenças do negócio.

Ali afirma oferecer aos clientes acesso 24 horas durante as viagens.

Se um voo for cancelado às duas da manhã, por exemplo, ele tenta estar disponível para resolver o problema.

Em alguns casos, acompanha simultaneamente clientes distribuídos por até 12 fusos horários.

Isso transforma o serviço em algo diferente de simplesmente entrar em um site e reservar passagem e hotel.

O cliente paga também pelo suporte.

Ali procura antecipar problemas, manter contatos nos destinos e criar alternativas quando alguma coisa sai do planejado.

Relações com hotéis passam a fazer parte do produto vendido

O modelo depende também dos contatos construídos dentro do setor.

Quando um cliente procura Ali para uma viagem especial, ele pode conversar diretamente com profissionais de hotéis e destinos que conhece.

Essa rede permite tentar organizar experiências personalizadas, comemorações e outros detalhes.

Para Ali, o turismo continua sendo essencialmente um negócio baseado em relacionamentos.

Isso também explica por que ele acredita que a tecnologia não elimina completamente o papel do consultor.

Um consumidor consegue reservar praticamente qualquer hotel sozinho.

O diferencial precisa aparecer antes, durante e depois dessa reserva.

Ele não vende apenas o destino que o cliente pede

Ali também evita simplesmente aceitar qualquer pedido sem questionar.

Se alguém diz que quer viajar para a Itália em agosto apenas porque ouviu que é uma boa época, ele pode apresentar outras opções.

A intenção é entregar algo que o cliente não encontraria sozinho em uma busca rápida.

Essa estratégia coloca o conhecimento e a curadoria no centro do negócio.

Ou seja, ele não tenta competir apenas com plataformas de reservas.

Tenta vender decisão, personalização e suporte.

Negócio cresce justamente em uma época em que qualquer pessoa pode reservar viagem pelo celular

À primeira vista, a trajetória parece contraditória.

Hoje, consumidores conseguem comprar passagens, reservar hotéis e montar roteiros sem falar com outra pessoa.

Ainda assim, Ali conseguiu movimentar milhões de dólares em reservas oferecendo justamente intermediação humana.

A explicação está no tipo de serviço.

Quanto mais complexa ou cara a viagem, maior pode ser o valor de alguém capaz de organizar detalhes e resolver problemas.

Além disso, clientes recorrentes diminuem a necessidade de conquistar um comprador completamente novo a cada venda.

Por isso, Ali concentra parte do esforço em relacionamento.

Ele saiu de um cargo executivo, mas levou as habilidades da antiga carreira para o novo negócio

A trajetória também mostra uma diferença importante entre mudar de setor e abandonar experiência profissional.

Ali deixou o marketing na saúde.

Mas não deixou para trás aquilo que aprendeu.

Conhecimento de vendas, relacionamento, comunicação e construção de confiança continuou sendo utilizado.

O produto mudou.

Antes, ele trabalhava no ambiente de saúde.

Agora, organiza experiências de viagem.

Esse aproveitamento de competências anteriores aparece frequentemente em mudanças profissionais bem-sucedidas. Vinícius Ramos, por exemplo, deixou o RH de uma multinacional, vendeu o carro e usou R$ 15 mil para começar um negócio com ostras que chegou a R$ 3,6 milhões em faturamento.

Nos dois casos, a mudança profissional não apaga o que veio antes.

Ela reorganiza essas habilidades em outra atividade.

Meta inicial de US$ 500 mil ficou pequena em menos de um ano

Quando começou em abril de 2025, Ali queria chegar a US$ 500 mil em reservas até o fim do ano.

Seis meses depois, já estava em US$ 1 milhão.

Ao completar o primeiro ano, atingiu US$ 1,3 milhão.

Depois, o acumulado avançou para US$ 2,6 milhões.

A sequência mostra a velocidade da mudança:

US$ 500 mil de meta → US$ 1 milhão em seis meses → US$ 1,3 milhão no primeiro ano → US$ 2,6 milhões acumulados.

Agora, ele mira US$ 3 milhões em viagens reservadas.

O número de US$ 2,6 milhões impressiona, mas a comissão é o que realmente importa para o negócio

A distinção entre os valores merece ser reforçada.

A Entrepreneur informa que Ali acumula US$ 2,6 milhões em viagens reservadas.

Isso não equivale a faturamento líquido pessoal.

Também não equivale a lucro.

As comissões podem variar entre 10% e 15%, e o pagamento normalmente acontece depois da viagem.

Ao falar sobre a meta de US$ 3 milhões, o próprio Ali usa aproximadamente 10% como referência e chega a uma projeção de US$ 300 mil.

Portanto, o número milionário representa a escala de viagens movimentadas pelo negócio.

É essa precisão que evita transformar uma história forte em uma afirmação financeira que a fonte não sustenta.

De planejar férias de graça para amigos a movimentar US$ 2,6 milhões em viagens

A transformação aconteceu em pouco mais de um ano.

Ali passou aproximadamente 15 anos trabalhando em marketing e publicidade na área da saúde.

Durante esse período, planejava viagens para pessoas próximas sem imaginar que aquilo se tornaria sua atividade principal.

Em abril de 2025, decidiu testar.

Começou com uma meta de US$ 500 mil.

Em seis meses, alcançou US$ 1 milhão.

No primeiro ano, chegou a US$ 1,3 milhão.

Então deixou o cargo de vice-presidente.

Agora, soma US$ 2,6 milhões em reservas e trabalha integralmente como consultor de viagens.

A história não é simplesmente sobre alguém que largou um emprego para viajar.

Ali continua trabalhando — e muito — justamente para organizar as viagens de outras pessoas.

A diferença é que uma atividade que durante anos fazia informalmente para amigos se transformou no negócio que substituiu sua carreira executiva.

Fonte

Entrepreneur


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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