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Em 2000, mergulhador ajudou a filha em um projeto escolar e, 22 anos depois, iniciativa já havia possibilitado o replantio de mais de 200 mil corais

Em 2000, mergulhador ajudou a filha em um projeto escolar e, 22 anos depois, iniciativa já havia possibilitado o replantio de mais de 200 mil corais

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Em 2000, mergulhador ajudou a filha em um projeto escolar e, 22 anos depois, iniciativa já havia possibilitado o replantio de mais de 200 mil corais

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 25/09/2026 às 13:10

Atualizado em 25/09/2026 às 14:30

Meio Ambiente

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mostra Ken Nedimyer trabalhando com equipes na instalação de estruturas para um novo berçário de corais nas Florida Keys. Imagem: Reprodução

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Após começar com uma pequena fazenda de corais no quintal, iniciativa de Ken Nedimyer ganhou escala, passou a priorizar espécies resistentes ao calor e hoje trabalha na recuperação de recifes ameaçados na Flórida atualmente

Uma experiência iniciada no quintal de casa por Ken Nedimyer e sua filha acabou virando parte de um esforço para recuperar recifes de coral ameaçados na Flórida. Após décadas cultivando e replantando corais, Nedimyer hoje atua na Reef Renewal USA, iniciativa financiada pelo governo americano que aposta principalmente em espécies mais resistentes ao calor.

A história começou bem longe de um grande laboratório. Nedimyer já tinha uma relação próxima com o mar e chegou a trabalhar com pesca submarina durante o ensino superior.

Depois de formado, abriu um criadouro de peixes e invertebrados de água salgada, atividade que sustentou sua família por décadas.

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Foi durante os mergulhos que uma observação simples chamou sua atenção. Alguns corais continuavam crescendo entre pedras no fundo do mar mesmo em uma região sujeita a furacões e mudanças ambientais.

Fragmentos quebrados também podiam ser fixados novamente ao recife e continuar se desenvolvendo.

Daí surgiu a pergunta que mudaria o rumo do trabalho: por que não cultivar esses fragmentos fora do oceano?

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Mais de 5 mil corais chegaram a crescer na casa de Nedimyer

Nedimyer dividiu a ideia com a filha, que participava na época de um programa de desenvolvimento estudantil. Pai e filha começaram então uma pequena fazenda de corais no quintal de casa.

O objetivo inicial era comercializar os animais para aquários. Só que os mergulhos começaram a mostrar outro caminho. O cultivo doméstico poderia servir também para tentar recuperar partes dos recifes.

Nedimyer levou corais cultivados por ele ao Santuário Marinho Nacional de Florida Keys e apresentou o projeto às autoridades. A autorização para iniciar a produção no oceano, porém, demorou seis anos.

Quando recebeu a permissão, ele já mantinha mais de 5 mil corais crescendo em casa.

Em entrevista à CNN em 2012, Nedimyer explicou que algumas espécies apresentavam crescimento mais rápido do que muita gente imaginava. Para ele, a velocidade era suficiente para permitir resultados relevantes ainda durante sua vida.

Nas décadas seguintes, o método ganhou escala. Nedimyer criou a Coral Restoration Foundation para organizar as atividades, enquanto os corais produzidos nos chamados berçários passaram a ser transferidos para estruturas subaquáticas.

Segundo o material-base, mais de 25 mil corais obtidos no berçário eram levados ao ambiente marinho depois de aproximadamente um ano de cultivo, onde poderiam ser integrados aos recifes existentes.

mostra Ken Nedimyer trabalhando com equipes na instalação de estruturas para um novo berçário de corais nas Florida Keys. Imagem: Reprodução

Onda de calor de 2023 obrigou projeto a mudar estratégia

O trabalho enfrentou uma virada em 2023. Uma onda de calor elevou a temperatura das águas e destruiu quase todos os corais da região, incluindo exemplares selvagens e animais mantidos em fazendas.

A resposta foi mudar a prioridade.

Com a Reef Renewal USA, Nedimyer passou a concentrar esforços em corais-maciços que haviam demonstrado maior resistência às oscilações de temperatura.

Amostras de espécies mais vulneráveis também foram retiradas do mar e levadas para um viveiro climatizado.

A intenção, segundo o material, é preservar esse material genético e evitar que ele desapareça caso novas perdas atinjam os recifes.

“Antes, eu me sentia impotente vendo os corais morrerem”, afirmou Nedimyer. “Agora acredito que existem formas de todos ajudarem. Há esperança.”

Imagem: Reprodução

A Reef Renewal USA também reúne voluntários, estudantes de conservação ambiental e biologia marinha e outros cientistas no desenvolvimento de técnicas de cultivo e implantação dos corais.

Segundo a missão apresentada no site oficial da organização, o objetivo é produzir corais resistentes em grande escala e utilizá-los para repovoar áreas oceânicas.

O trabalho atual tenta, portanto, transformar uma experiência que começou com alguns fragmentos cultivados no quintal em uma operação de restauração muito maior.

Fontes: CNN, site oficial da Reef Renewal USA; declarações de Ken Nedimyer à CNN citadas no material.

Fonte

https://www.cnnbrasil.com


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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