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Empregados da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10) após rejeitarem a proposta de Acordo Coletivo em 128 bases sindicais, com o impasse concentrado no Saúde Caixa e no reajuste das mensalidades por faixa etária, enquanto uma nova rodada de negociação foi marcada para a manhã do mesmo dia
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 10/09/2026 às 08:51
Atualizado em 10/09/2026 às 08:52
Economia
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A Fenae contabilizou rejeição em 128 bases sindicais, 93 delas com greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira (10), enquanto bancos privados e Banco do Brasil fecharam com a Fenaban reposição da inflação mais 0,6% real por dois anos. Luiza Hansen cita mais de 90% de rejeição nas assembleias
Os empregados da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10), depois de rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em 128 bases sindicais. O impasse está concentrado no Saúde Caixa, plano de saúde da categoria, e na previsão de reajuste das mensalidades por faixa etária, enquanto o banco agendou uma nova rodada de negociação para a manhã do mesmo dia.
As informações foram publicadas pelo ND Mais em 10 de setembro de 2026, em reportagem de Yasmin Mior, com dados da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal) e do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
128 bases rejeitaram a proposta; 93 aprovaram a greve; 35 preferiram voltar à mesa
Segundo a Fenae, a proposta da Caixa foi rejeitada em 128 bases sindicais. Em 93 delas, os empregados aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira.
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Em outras 35 bases, a proposta também foi rejeitada, mas a decisão foi retomar as negociações. Nas demais bases, o acordo foi aprovado.
Saúde Caixa: déficit sem solução e “pacto intergeracional” ameaçado, diz a Fenae
Um dos principais pontos de impasse é o Saúde Caixa. “A proposta não apresenta uma solução para o déficit do plano e ainda ameaça princípios históricos, como a solidariedade e o pacto intergeracional”, afirma a Fenae.
A crítica da federação mira dois pontos: o rombo do plano seguiria sem resposta, e a lógica de custeio compartilhado entre gerações de empregados ficaria em risco.
Reajuste das mensalidades por faixa etária é o segundo ponto de atrito
A categoria também critica a previsão de reajustes das mensalidades do Saúde Caixa conforme a faixa etária dos participantes.
Na leitura da Fenae, cobrar mais de quem é mais velho rompe a solidariedade que sustenta o plano, e é esse modelo que os empregados rejeitaram nas assembleias.
Luiza Hansen: “mais de 90% de rejeição nas bases sindicais”
“O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa”, afirmou Luiza Hansen, diretora do Sindicato dos Bancários e coordenadora da CEE/Caixa.
O percentual citado por Hansen se refere ao conjunto das bases que votaram, e inclui tanto as 93 que aprovaram a greve quanto as 35 que optaram por negociar.
Enquanto isso, bancos privados e BB assinaram a CCT em São Paulo
A decisão dos empregados da Caixa foi tomada no início desta semana, quando bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) assinaram, em São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Trabalhadores de instituições privadas e do Banco do Brasil aprovaram a proposta. A Caixa, que negocia um acordo próprio, o ACT, ficou de fora do consenso.
Inflação integral mais 0,6% real por dois anos, em salário, VA, VR, PLR e auxílios
A CCT aprovada pelos demais bancários garante a reposição integral da inflação, acrescida de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.
O reajuste se aplica aos salários e a todas as demais verbas remuneratórias, como Vale-Alimentação (VA), Vale-Refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Direito à desconexão, limite ao monitoramento digital e combate ao assédio na CCT
A renovação da Convenção Coletiva também prevê medidas de combate ao adoecimento mental e ao assédio, além do direito à desconexão fora do horário de trabalho.
O texto inclui regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos trabalhadores, e um programa de qualificação e recolocação profissional.
Caixa sem nova proposta e mesa marcada para a manhã de quinta (10)
A Caixa ainda não apresentou uma nova proposta aos empregados. O banco agendou, porém, uma nova rodada de negociação para a manhã desta quinta-feira (10).
A greve, portanto, começa no mesmo dia em que as partes voltam a se sentar, com o Saúde Caixa como centro da conversa.
Greve começa com a mesa de negociação aberta no mesmo dia
Nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, os empregados da Caixa das 93 bases que aprovaram a paralisação iniciam a greve por tempo indeterminado, enquanto a Caixa e a representação dos trabalhadores se reúnem pela manhã em busca de uma nova proposta.
Bancos privados e Banco do Brasil já operam sob a CCT renovada, com inflação integral mais 0,6% real. Na Caixa, o que define o fim da greve é o que sair da mesa sobre o Saúde Caixa e sobre o reajuste por faixa etária.
Na sua opinião, os empregados da Caixa têm razão em parar por causa do Saúde Caixa mesmo com a proposta salarial dos demais bancos garantindo inflação mais 0,6% real, ou o plano de saúde deveria ser negociado sem greve? Deixe sua opinião nos comentários.
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greve da Caixa 10 de setembro Saúde Caixa
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

