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Empreiteiro derruba o gesso de um banheiro durante reforma em casa de 83 anos, encontra caixas escondidas na parede com quase R$ 1 milhão em notas da Grande Depressão e descobre que o tesouro poderia valer até R$ 2,56 milhões para colecionadores, mas a descoberta acaba destruindo a amizade com a proprietária
Escrito por Carla Teles
Publicado em 05/09/2026 às 23:24
Atualizado em 05/09/2026 às 23:25
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O empreiteiro Bob Kitts reformava o banheiro de uma casa de 83 anos em Cleveland, Ohio, quando encontrou caixas escondidas nas paredes com US$ 182 mil em dinheiro; parte das notas era rara, o conjunto foi avaliado em até US$ 500 mil e a descoberta virou disputa com a proprietária.
O empreiteiro Bob Kitts estava no segundo dia de reforma do banheiro de uma casa de 83 anos em Cleveland, no estado americano de Ohio, quando, em maio de 2006, começou a retirar o gesso das paredes e encontrou uma caixa escondida abaixo do armário de remédios. Dentro dela havia US$ 25,2 mil em notas preservadas.
A descoberta cresceu rapidamente. Outras caixas apareceram dentro da parede, e o montante encontrado chegou a US$ 182 mil, equivalente a quase R$ 1 milhão na conversão usada no tema desta matéria. Algumas cédulas eram raras, e um avaliador estimou que o conjunto poderia alcançar US$ 500 mil para colecionadores, cerca de R$ 2,56 milhões na mesma referência.
Empreiteiro encontrou primeira caixa ao remover o gesso
Kitts havia sido contratado por Amanda Reece para reformar o banheiro da residência. Os dois não eram desconhecidos: haviam estudado juntos décadas antes, e a relação de confiança precedia a obra.
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Paulo Nogueira
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No segundo dia de trabalho, o empreiteiro retirava o revestimento de gesso fixado sobre as vigas quando encontrou uma caixa escondida na estrutura. O conteúdo surpreendeu imediatamente: eram maços de dinheiro antigo em excelente estado de conservação.
Primeira caixa tinha US$ 25,2 mil em notas
Dentro daquele primeiro compartimento estavam US$ 25.200, segundo o relato de Kitts. Ele disse ter ficado tão impressionado com o achado que quase desmaiou.
Em vez de continuar sozinho, o empreiteiro telefonou para Reece. A proprietária voltou para casa e os dois passaram a procurar outros compartimentos, ainda animados com a possibilidade de novas descobertas.
Segunda caixa escondia mais de US$ 100 mil
A busca revelou uma segunda estrutura ainda mais incomum. Dentro da parede havia uma caixa de aço presa à extremidade de um fio fixado em uma das vigas.
Segundo Kitts, o compartimento continha mais de US$ 100 mil. Depois disso, outras duas caixas também foram encontradas, reunindo dinheiro e objetos de natureza religiosa.
Total encontrado chegou a US$ 182 mil
Somadas, as notas encontradas pelo empreiteiro alcançaram aproximadamente US$ 182 mil. O dinheiro estava escondido havia décadas dentro de uma propriedade que, na época da descoberta, tinha 83 anos.
Os maços haviam sido protegidos de maneira incomum. Parte deles estava embrulhada em páginas antigas do jornal Cleveland Plain Dealer, publicadas antes da Segunda Guerra Mundial, o que ajudou a contextualizar há quanto tempo aquele patrimônio permanecia escondido.
Notas raras multiplicaram o valor do tesouro
O valor de face, porém, não era necessariamente o valor real daquele dinheiro. Kitts levou parte das cédulas para avaliação e descobriu que algumas possuíam interesse especial para colecionadores.
Entre elas estavam notas de US$ 10 do Federal Reserve Bank de Cleveland, série de 1929. Segundo a avaliação relatada na época, algumas dessas cédulas poderiam valer aproximadamente US$ 85 cada, muito acima do valor impresso.
Havia também notas de US$ 500 e US$ 1.000
O conteúdo não se limitava às cédulas de pequeno valor. Entre o dinheiro escondido também apareceram notas de US$ 500 e uma nota de US$ 1.000.
A raridade e a conservação fizeram o potencial econômico aumentar. Um avaliador citado por Kitts estimou que todo o tesouro poderia valer até US$ 500 mil, aproximadamente R$ 2,56 milhões conforme a conversão utilizada no tema.
Dinheiro tinha ligação com a época da Grande Depressão
A investigação sobre a origem levou a um antigo proprietário da residência chamado Peter Dunne. Ele possuía a casa durante o período da Grande Depressão.
Alguns dos maços encontrados pelo empreiteiro estavam identificados com a inscrição “P. Dunne”. Ainda assim, não havia documentação dentro das caixas explicando exatamente de onde o dinheiro vinha ou por que havia sido escondido na parede.
Antigo proprietário teria morrido sem filhos
Segundo as informações levantadas no caso, Peter Dunne teria morrido solteiro e sem filhos. Isso acrescentou outra camada de incerteza à questão sobre quem poderia reivindicar legalmente o dinheiro.
A reportagem da época observou ainda que os US$ 182 mil originais representariam cerca de US$ 2,7 milhões em poder de compra ajustado pela inflação, demonstrando o tamanho que aquela reserva teria no período em que foi escondida.
Empreiteiro passou a reivindicar parte do dinheiro
A comemoração inicial não durou. Kitts passou a defender que possuía direito sobre o patrimônio por ter realizado a descoberta.
Seu advogado recorreu a uma antiga doutrina do direito consuetudinário conhecida em inglês como “treasure trove”, ou tesouro encontrado, argumentando que ela poderia conceder prioridade ao descobridor em determinadas circunstâncias.
Proprietária também reivindicou o tesouro
Amanda Reece tinha uma posição oposta. Afinal, as caixas estavam dentro das paredes de uma casa que pertencia a ela.
O advogado da proprietária, John Chambers, sustentou que decisões judiciais anteriores enfraqueciam a aplicação da doutrina invocada por Kitts naquele caso. Para a defesa de Reece, o fato de o empreiteiro ter encontrado o dinheiro não significava automaticamente que ele se tornaria proprietário do conteúdo.
Caso caminhou para uma disputa judicial
O advogado de Kitts preparou uma ação buscando obrigar Reece a devolver parte do dinheiro que permanecia sob controle dela ou, pelo menos, dividi-lo.
Especialistas ouvidos à época alertaram que não existia uma vitória jurídica garantida para nenhum dos lados. Heidi Robertson, professora de direito imobiliário, afirmou que a controvérsia provavelmente teria de ser resolvida por um juiz.
Tesouro acabou destruindo amizade antiga
Antes da descoberta, Bob Kitts e Amanda Reece eram antigos colegas de escola e mantinham uma relação suficientemente próxima para que ele fosse contratado para reformar a residência.
Depois dos US$ 182 mil aparecerem, a relação mudou completamente. A alegria compartilhada no momento da descoberta foi substituída por advogados, reivindicações de propriedade e acusações entre as partes.
Empreiteiro e proprietária deixaram de conversar diretamente
A deterioração chegou ao ponto de os dois passarem a se comunicar apenas por intermédio de seus representantes legais.
O que começou como uma reforma de banheiro tornou-se, portanto, uma disputa sobre dinheiro histórico, direitos de propriedade e o valor comercial de cédulas raras, com potencial de chegar a centenas de milhares de dólares.
Reforma de banheiro revelou muito mais do que dinheiro escondido
O empreiteiro entrou naquela casa para retirar gesso e renovar um banheiro, mas terminou encontrando quatro caixas, cédulas da época da Grande Depressão, notas raras de US$ 500 e US$ 1.000 e uma possível ligação com um antigo proprietário chamado Peter Dunne.
O maior impacto, porém, não ficou apenas no valor estimado do tesouro. Uma descoberta que poderia valer até US$ 500 mil para colecionadores transformou dois antigos colegas de escola em adversários numa disputa por quem teria direito ao dinheiro. Se você fosse o proprietário da casa ou o empreiteiro que encontrou tudo, como dividiria o tesouro? Conte nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

