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Empresa perfura depósito de terras raras no Canadá, encontra mineralização por mais de 400 metros, atravessa zona com 5% de óxidos e sistema continua 275 metros abaixo da cava projetada

Empresa perfura depósito de terras raras no Canadá, encontra mineralização por mais de 400 metros, atravessa zona com 5% de óxidos e sistema continua 275 metros abaixo da cava projetada

13 min de leitura

Empresa perfura depósito de terras raras no Canadá, encontra mineralização por mais de 400 metros, atravessa zona com 5% de óxidos e sistema continua 275 metros abaixo da cava projetada

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 08/09/2026 às 17:10

Atualizado em 08/09/2026 às 17:16

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Volta Metals encontra neodímio, praseodímio e gálio em dois novos furos no projeto Springer, em Ontário. Depósito já reúne 56,6 milhões de toneladas de recursos indicados e 119,5 milhões inferidos, mas companhia ainda precisa provar viabilidade econômica antes de falar em mina

Uma perfuração iniciada para investigar um depósito de terras raras no Canadá terminou com a broca ainda atravessando mineralização centenas de metros abaixo da área prevista para uma eventual cava. Conforme resultados divulgados pela Volta Metals via Newsfile em 3 de setembro de 2026, o furo SL26-37 interceptou 414 metros contínuos com média de 0,41% de TREO, sigla para óxidos totais de terras raras, além de 35 g/t de óxido de gálio. Dentro desse enorme intervalo, uma pequena seção de 0,65 metro atingiu 5,00% de TREO, com concentrações elevadas de neodímio e praseodímio.

Além disso, a perfuração estendeu o sistema mineralizado do depósito Springer, próximo a Sturgeon Falls, em Ontário, aproximadamente 275 metros abaixo da atual cava conceitual. Um segundo furo, SL26-39, também permaneceu mineralizado por praticamente toda a extensão analisada: foram 417,5 metros a 0,42% TREO e 38,4 g/t de óxido de gálio. Portanto, os novos resultados não chamam atenção apenas pelo pico de teor, mas principalmente pela continuidade da mineralização da superfície até grandes profundidades.

Entretanto, os números precisam ser interpretados com cuidado. A Volta ainda não anunciou uma nova mina, os recursos minerais de Springer não são reservas e não possuem viabilidade econômica demonstrada. Além disso, o gálio ainda nem integra a estimativa atual de recursos do projeto. A companhia pretende atualizar a estimativa de terras raras e, dependendo dos trabalhos metalúrgicos e analíticos em andamento, tentar estabelecer uma primeira estimativa específica para gálio.

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Paulo Nogueira

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A broca desce mais de 400 metros e encontra mineralização praticamente do começo ao fim

O resultado mais curioso apareceu no SL26-37, um furo com 420 metros de comprimento. A partir dos 6 metros, a Volta registrou mineralização continuamente até os 420 metros, totalizando uma interseção analisada de 414 metros. Nesse intervalo, o teor médio ficou em 0,407% TREO, acompanhado por 35 g/t de Ga₂O₃.

Além disso, os resultados ficaram mais fortes em determinadas zonas profundas. Entre 301,35 e 407 metros, por exemplo, a companhia encontrou 105,65 metros com média de 0,629% TREO. Já entre 398,25 e 407 metros, os resultados chegaram a 1,463% TREO durante 8,75 metros.

Imagem Ilustrativa

Assim, o ponto mais importante não é simplesmente que a perfuração encontrou terras raras a centenas de metros de profundidade. A Volta afirma que o SL26-37 estendeu o sistema cerca de 275 metros abaixo da cava conceitual atualmente modelada, enquanto alguns dos melhores teores apareceram justamente perto da parte inferior do furo.

Isso sugere que a mineralização conhecida não termina necessariamente onde termina o modelo atual. Porém, somente novas perfurações poderão definir sua geometria, continuidade e eventual contribuição para uma futura atualização de recursos.

Em apenas 65 centímetros, teor salta para 5% e amostra concentra neodímio e praseodímio

Dentro dos 414 metros mineralizados, uma seção extremamente mais estreita chamou atenção. Entre 301,35 e 302 metros, a análise retornou 5,001% TREO e 74,1 g/t de Ga₂O₃ durante 0,65 metro. Foi o terceiro resultado individual de maior teor obtido no programa de inverno de 2026 até o momento, segundo a companhia.

Além disso, essa pequena faixa apresentou 9.366 g/t de óxido de neodímio, 2.549 g/t de óxido de praseodímio, 96 g/t de óxido de disprósio e 32 g/t de óxido de térbio. Também foram registrados 2,41% de óxido de cério e 1,20% de óxido de lantânio.

Esses números ajudam a explicar por que Springer interessa à empresa. Neodímio, praseodímio, disprósio e térbio pertencem ao grupo de elementos particularmente importantes para ímãs permanentes de alto desempenho.

Na prática, esses ímãs aparecem em diferentes tecnologias modernas, incluindo motores elétricos e determinados geradores de turbinas eólicas. Consequentemente, projetos capazes de concentrar esses elementos ganharam importância estratégica à medida que governos e empresas tentam diversificar cadeias de suprimento.

Entretanto, existe uma ressalva decisiva: 0,65 metro a 5% TREO não significa que os 414 metros possuam teor de 5%. A média do grande intervalo foi muito menor, de 0,41% TREO. Confundir o pico com a média criaria uma impressão completamente equivocada sobre o depósito.

Quase um quarto das terras raras do grande intervalo pertence aos quatro elementos usados em ímãs

Outro número importante aparece na composição do SL26-37. Segundo a Volta, 24,3% do TREO ao longo do intervalo de 414 metros corresponde aos quatro óxidos associados a terras raras para ímãs: neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.

Contudo, a própria empresa faz uma advertência técnica. Essa porcentagem representa uma relação composicional calculada diretamente a partir dos ensaios. Ela não significa que 24,3% serão necessariamente recuperados durante um eventual processamento industrial e tampouco incorpora uma taxa de recuperação metalúrgica.

Essa diferença é fundamental na mineração. Encontrar determinado elemento na rocha representa apenas o começo. Depois, é necessário demonstrar que ele pode ser concentrado e recuperado tecnicamente, além de provar que os custos permitem uma operação economicamente sustentável.

Ainda assim, a presença relevante dos elementos magnéticos coloca Springer dentro de uma discussão maior sobre novas tecnologias ligadas à eletrificação, já que motores elétricos e diferentes equipamentos avançados dependem de materiais críticos cuja produção permanece concentrada em poucos países.

O segundo furo começa a encontrar material mineralizado praticamente na superfície e continua por 417,5 metros

Se o SL26-37 chamou atenção pela extensão em profundidade, o SL26-39 mostrou outra característica importante: continuidade desde perto da superfície.

A Volta perfurou esse ponto entre dois furos anteriores para melhorar a definição do depósito. O resultado mostrou 417,5 metros contínuos, dos 5,5 aos 423 metros, com média de 0,417% TREO e 38,4 g/t de Ga₂O₃.

Nos primeiros 72,5 metros desse intervalo, o teor médio subiu para 0,617% TREO e 45,6 g/t de Ga₂O₃. Além disso, entre 17 e 18,1 metros, apareceu uma pequena seção de 1,1 metro com 3,313% TREO.

Mais abaixo, entre 231 e 319,5 metros, outra zona extensa entregou 88,5 metros a 0,679% TREO. Dentro dela, uma seção de 37,4 metros atingiu 0,914% TREO, enquanto outra de 4,5 metros chegou a 1,617%.

Portanto, os dois furos contam histórias complementares: um amplia o sistema significativamente abaixo da cava conceitual, enquanto o outro reforça a presença de mineralização desde níveis rasos até centenas de metros de profundidade.

Por trás das terras raras aparece outro metal estratégico: o gálio atravessa os dois furos inteiros

O anúncio chama atenção pelas terras raras, mas existe um segundo protagonista.

Gálio.

O SL26-37 registrou média calculada de 35 g/t de Ga₂O₃ ao longo dos 414 metros analisados. Já o SL26-39 apresentou 38,4 g/t de Ga₂O₃ durante 417,5 metros. Segundo a Volta, ambos carregaram mineralização contínua de gálio ao longo de toda a extensão ensaiada.

O metal possui aplicações importantes em semicondutores especializados, optoeletrônica e dispositivos de alta frequência e potência. Por isso, sua presença junto às terras raras adiciona uma dimensão estratégica ao projeto.

Entretanto, aqui novamente existe uma diferença entre encontrar gálio nas amostras e possuir um recurso economicamente aproveitável.

A estimativa mineral atual de Springer não inclui gálio. A Volta pretende produzir uma primeira estimativa separada, mas condiciona esse trabalho aos resultados metalúrgicos confirmatórios, às análises pendentes e à disponibilidade dos consultores independentes. A própria companhia alerta que não existe garantia de que um recurso de gálio será efetivamente definido.

O depósito já possui centenas de milhões de toneladas classificadas como recursos, mas isso ainda não é reserva

Springer já possui uma estimativa mineral atualizada, divulgada em fevereiro de 2026 e com data efetiva de 31 de dezembro de 2025.

Segundo a Volta, o depósito contém 56,6 milhões de toneladas de recursos indicados com teor médio de 0,70% TREO. Dentro desse volume existe um núcleo raso de maior teor, com 11,5 milhões de toneladas a 1,10% TREO.

Além disso, a estimativa apresenta 119,5 milhões de toneladas de recursos inferidos a 0,58% TREO, incluindo outro núcleo de 3 milhões de toneladas com média de 1,16% TREO.

Somadas de maneira puramente aritmética, as categorias representam 176,1 milhões de toneladas, mas não devem ser tratadas como se fossem equivalentes. Recursos indicados possuem nível de confiança geológica maior do que recursos inferidos.

Sobretudo, nenhum desses números pode ser chamado automaticamente de “reserva”. A própria companhia destaca que recursos minerais não são reservas minerais e não possuem viabilidade econômica demonstrada.

Portanto, manchetes dizendo que o Canadá “descobriu 176 milhões de toneladas prontas para mineração” seriam incorretas.

Neodímio e praseodímio respondem por cerca de 90% do valor líquido de metal calculado no recurso atual

A composição econômica também chama atenção.

Segundo a empresa, praseodímio e neodímio juntos representam aproximadamente 90% do valor líquido total de metais utilizado na estimativa atual de Springer.

Isso ajuda a entender por que a proporção de elementos para ímãs recebe tanto destaque em cada nova perfuração.

Os dois elementos aparecem em ímãs permanentes de alta potência usados em tecnologias que ganharam enorme escala com a eletrificação.

Assim, uma descoberta mineral que há algumas décadas poderia parecer altamente especializada hoje entra no centro de uma disputa industrial envolvendo automóveis, geração de energia, defesa e tecnologia.

Empresa coloca Springer entre os 10 maiores depósitos de terras raras da América do Norte, mas comparação exige cuidado

Com base no banco de dados de 2025 da S&P Global Market Intelligence, a Volta afirma que a estimativa coloca Springer entre os dez maiores depósitos de elementos de terras raras da América do Norte.

Entretanto, tamanho geológico não determina sozinho o valor de um projeto.

Uma jazida gigantesca pode enfrentar mineralogia complexa, recuperação difícil, custos elevados ou infraestrutura inadequada. Por outro lado, depósitos menores podem se tornar competitivos quando possuem teores, mineralogia, localização e processamento favoráveis.

Portanto, a posição de Springer entre grandes depósitos funciona como indicador de escala geológica, não como garantia de que ele se tornará uma das dez maiores minas do continente.

Aliás, Springer ainda não é uma mina.

É um depósito mineral em avaliação.

O material de maior teor aparece em pequenas veias de carbonatito ricas em hematita

Os pesquisadores também estão tentando compreender por que determinadas partes apresentam concentrações muito maiores.

A seção de 5,00% TREO do SL26-37 aparece dentro de uma veia de carbonatito rica em hematita que corta gnaisse granítico.

Estudos metalúrgicos anteriores realizados em testemunhos de Springer identificaram a sinquisita como principal mineral hospedeiro de terras raras no depósito, fortemente associada à hematita presente nas veias de carbonatito.

Consequentemente, mapear essas estruturas pode ajudar geólogos a entender onde estão as zonas mais enriquecidas.

No SL26-39, a companhia também encontrou mineralização associada a veios contendo hematita e fluorita, além de diferentes tipos de rocha. Um estudo de mineralogia e petrologia continua em andamento para detalhar essas relações.

Quanto mais a perfuração descia, mais interessante ficava uma parte do primeiro furo

Esse comportamento talvez seja um dos elementos mais chamativos do SL26-37.

Nos 414 metros completos, a média ficou em 0,41% TREO.

Entretanto, nos 140 metros entre 267 e 407 metros, subiu para 0,574%. Depois, considerando os 105,65 metros entre 301,35 e 407 metros, avançou para 0,629%. Finalmente, nos últimos 25 metros analisados entre 382 e 407 metros, alcançou 1,178% TREO.

Além disso, dentro desses 25 metros aparecem quatro metros a 1,767% TREO e os já mencionados 8,75 metros a 1,463%.

Isso explica a afirmação da Volta de que alguns dos teores mais fortes apareceram próximos ao fundo do furo.

Ainda assim, seria prematuro concluir que o teor continuará aumentando indefinidamente com a profundidade. Novas perfurações precisarão testar aquilo que existe abaixo e ao redor desses pontos.

E o depósito continua aberto: geólogos ainda não fecharam suas bordas em todas as direções

Segundo a companhia, a mineralização de Springer permanece aberta em todas as direções.

Na linguagem da exploração mineral, isso significa que as perfurações ainda não delimitaram completamente onde o sistema termina.

Esse detalhe ajuda a explicar o programa de 2026.

Quanto mais furos encontram continuidade além do modelo anterior, mais dados podem entrar numa futura estimativa de recursos.

Entretanto, isso não significa automaticamente que a estimativa aumentará.

Geólogos precisam integrar geometria, teores, densidade, continuidade e diferentes níveis de confiança estatística. Além disso, uma estimativa reportável precisa seguir padrões técnicos específicos.

Por isso, a Volta alerta expressamente que não existe garantia de que a próxima estimativa de terras raras será maior ou apresentará teor superior à atual.

Programa de 2026 perfurou 5.452 metros, mas resultados de seis furos ainda estavam pendentes

A campanha de inverno inclui 13 furos e 5.452 metros de perfuração.

No momento do anúncio, a Volta ainda aguardava resultados laboratoriais de seis dos 13 furos.

As amostras seguem para o Saskatchewan Research Council, em Saskatoon. Além disso, a companhia afirma aplicar procedimentos de controle de qualidade que incluem materiais de referência certificados, amostras em branco e duplicatas dos testemunhos de perfuração.

Após receber todos os ensaios de 2026, a Volta pretende concluir uma estimativa atualizada de recursos minerais de Springer até o fim de 2026.

Paralelamente, a empresa trabalha na potencial primeira estimativa de gálio.

Portanto, os dois furos divulgados agora representam uma etapa de um programa maior, e não o resultado definitivo do depósito.

A descoberta chega justamente quando minerais críticos ganharam peso estratégico para indústria e energia

Terras raras ocupam uma posição peculiar na economia moderna.

Elas aparecem em quantidades relativamente pequenas dentro de muitos produtos, mas determinados equipamentos dependem fortemente de suas propriedades magnéticas, ópticas ou químicas.

Por isso, a segurança de abastecimento passou a preocupar governos e fabricantes.

Neodímio e praseodímio são especialmente importantes em ímãs de alta performance. Já térbio e disprósio podem ajudar esses materiais a manter desempenho em condições mais exigentes.

Ao mesmo tempo, a expansão da energia renovável e da eletrificação amplia o interesse por cadeias de fornecimento de materiais estratégicos.

Assim, Springer chama atenção não apenas pelo tamanho do sistema mineralizado, mas pela combinação de terras raras para ímãs + potencial presença de gálio no mesmo projeto.

Mas existe uma distância enorme entre encontrar 5% TREO numa amostra e abrir uma mina comercial

Esse é o cuidado mais importante de toda a história.

Primeiro, a empresa precisa terminar a campanha e receber os ensaios restantes. Depois, precisa atualizar o modelo geológico e a estimativa de recursos.

Além disso, estudos metalúrgicos precisam mostrar quanto dos elementos presentes na rocha pode efetivamente ser recuperado.

Depois entram custos de mineração, britagem, concentração, separação, infraestrutura, energia, água, licenciamento ambiental, preços futuros dos produtos e dezenas de outras variáveis.

Somente após estudos econômicos suficientemente avançados uma empresa consegue demonstrar se determinado depósito pode sustentar uma operação comercial.

Portanto, os novos resultados representam sucesso de exploração, e não aprovação de uma mina.

Nem os 275 metros extras significam que uma futura cava necessariamente chegará até lá

Existe ainda outra distinção.

A expressão “275 metros abaixo da cava” pode sugerir que a empresa já planeja escavar até essa profundidade.

Não é isso.

O furo SL26-37 atravessou mineralização aproximadamente 275 metros abaixo do limite da cava conceitual atual.

Esse material poderá influenciar futuros estudos, mas vários cenários são possíveis.

Uma nova modelagem poderia alterar a cava. Parte da mineralização profunda poderia permanecer fora dela. Em outros contextos, depósitos profundos podem até ser avaliados para mineração subterrânea.

Entretanto, nenhuma dessas alternativas deve ser tratada como decisão tomada em Springer.

Por enquanto, o resultado apenas demonstra que o sistema mineralizado continua muito além do limite usado no modelo conceitual atual.

O que parecia terminar no modelo continua na rocha, e agora a Volta precisa descobrir até onde

Os dois furos ajudam a mudar a imagem geológica de Springer.

O SL26-39 mostra mineralização praticamente desde a superfície e segue por 417,5 metros. O SL26-37, por sua vez, entrega 414 metros mineralizados, atravessa uma pequena zona com 5,00% TREO e estende o sistema aproximadamente 275 metros abaixo da cava conceitual.

Além disso, os dois apresentam gálio ao longo de toda a extensão analisada.

Agora, seis furos do programa ainda precisam ter seus resultados divulgados, enquanto a companhia prepara os trabalhos que poderão atualizar os recursos de terras raras e, eventualmente, estabelecer um primeiro recurso de gálio.

Portanto, o dado mais relevante talvez não seja simplesmente o pico de 5%.

É o fato de que, depois de centenas de metros de perfuração, a mineralização ainda não havia desaparecido.

Se os próximos resultados confirmarem continuidade e os estudos futuros demonstrarem recuperação e viabilidade econômica, Springer poderá ganhar importância dentro da busca norte-americana por novas fontes de minerais críticos.

Entretanto, até lá, continua sendo exatamente aquilo que os dados permitem afirmar hoje: um grande depósito mineral em exploração, com resultados novos e promissores, mas ainda sem uma mina comercial demonstrada.

E você: diante da dependência crescente de terras raras e gálio para carros elétricos, energia e eletrônicos, países deveriam acelerar projetos domésticos como Springer ou manter processos mais longos até que impactos ambientais e viabilidade econômica estejam completamente definidos?

Fonte

Volta Metals via Newsfile


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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