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Enfermeiro que trabalhava em instituições de acolhimento vê irmãos sendo separados durante adoções, decide que levaria famílias inteiras sempre que pudesse e acaba se tornando pai solo de 12 filhos, enquanto concilia trabalho, casa cheia, escola, acompanhamento emocional e agora até uma graduação em Medicina aos 45 anos

Enfermeiro que trabalhava em instituições de acolhimento vê irmãos sendo separados durante adoções, decide que levaria famílias inteiras sempre que pudesse e acaba se tornando pai solo de 12 filhos, enquanto concilia trabalho, casa cheia, escola, acompanhamento emocional e agora até uma graduação em Medicina aos 45 anos

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Enfermeiro que trabalhava em instituições de acolhimento vê irmãos sendo separados durante adoções, decide que levaria famílias inteiras sempre que pudesse e acaba se tornando pai solo de 12 filhos, enquanto concilia trabalho, casa cheia, escola, acompanhamento emocional e agora até uma graduação em Medicina aos 45 anos

Escrito por Carla Teles

Publicado em 01/09/2026 às 12:18

Atualizado em 01/09/2026 às 12:19

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No RJ, enfermeiro conta como a adoção de irmãos formou família de 12 filhos enquanto concilia trabalho e Medicina aos 45 anos. Imagem: Uanderson Barreto.

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No interior do Rio de Janeiro, o enfermeiro Uanderson Barreto transformou a decisão de não separar irmãos biológicos em uma família com 12 filhos adotivos; aos 45 anos, ele divide a rotina entre trabalho, escola, tarefas domésticas, acompanhamento emocional e graduação em Medicina iniciada para servir de exemplo aos filhos.

O enfermeiro Uanderson Barreto construiu sozinho uma família com 12 filhos adotivos no interior do Rio de Janeiro depois de conviver, profissionalmente, com crianças e adolescentes em instituições de acolhimento. Ao acompanhar processos de adoção, ele viu irmãos biológicos serem separados e crianças mais velhas permanecerem nos abrigos, experiência que influenciou diretamente a forma como decidiu exercer a paternidade.

A história foi publicada pelo Metrópoles em 5 de fevereiro de 2026, quando Uanderson, aos 45 anos, já conciliava trabalho, organização doméstica, escola dos filhos, acompanhamento emocional e uma nova etapa acadêmica: o curso de Medicina. Segundo ele, a decisão de voltar a estudar também busca mostrar aos filhos que trajetórias interrompidas podem ganhar novos caminhos.

Enfermeiro cresceu em uma família onde adoção já fazia parte da história

Imagem: Uanderson Barreto.

Antes de trabalhar em instituições de acolhimento, Uanderson já tinha uma relação familiar próxima com a adoção. Segundo seu relato, a avó criou dez filhos e adotou uma das filhas, enquanto uma tia também construiu uma família numerosa.

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Esse histórico fez com que a possibilidade de adotar nunca parecesse excepcional para ele. Uanderson afirma que não se imaginava como pai biológico e que, desde cedo, entendia que sua própria família seria formada pela adoção.

Trabalho em instituições mostrou irmãos sendo separados

A decisão ganhou contornos mais específicos quando o enfermeiro começou a atuar em instituições de acolhimento. Nesse ambiente, ele acompanhou de perto crianças que esperavam por famílias e viu situações que passaram a orientar suas escolhas pessoais.

Entre elas estavam irmãos que acabavam separados durante processos de adoção e crianças mais velhas que encontravam mais dificuldades para deixar o acolhimento. Para Uanderson, presenciar essas rupturas tornou difícil aceitar a ideia de escolher apenas uma criança quando havia irmãos ligados pela mesma história.

Decisão passou a ser adotar irmãos juntos

Foi a partir dessas experiências que ele estabeleceu uma regra para si próprio: se adotasse uma criança que tivesse irmãos biológicos disponíveis para adoção, tentaria não separar o grupo.

Uanderson relatou que havia visto de perto a dor provocada por essas separações. Ao longo dos anos, as adoções ampliaram a família até chegar aos 12 filhos que vivem sob sua responsabilidade.

Casa com 12 filhos exige organização diária

Imagem: Uanderson Barreto.

A dimensão da família aparece de maneira concreta na rotina. São refeições em grande quantidade, roupas, tarefas domésticas, compromissos escolares e horários que precisam funcionar simultaneamente.

Segundo Uanderson, a organização depende de regras claras e divisão de responsabilidades dentro da casa. O enfermeiro descreve a experiência como uma paternidade que ocupa as 24 horas do dia, porque as demandas não terminam quando acaba o expediente profissional.

Maior desafio, segundo ele, não é apenas financeiro

Embora alimentar, vestir e organizar uma família desse tamanho represente uma operação diária relevante, Uanderson afirma que o aspecto mais difícil não está necessariamente na logística ou no dinheiro.

Para ele, o desafio central é reconstruir vínculos afetivos de crianças que chegaram à família depois de perdas, separações e períodos de institucionalização. O cuidado, em sua visão, envolve ajudá-las a voltar a confiar em relações permanentes.

Histórias anteriores dos filhos não são apagadas

Uanderson também afirma que procura preservar a origem de cada criança. Quando existe possibilidade, os filhos mantêm contato com familiares biológicos, segundo o relato publicado.

A postura parte da ideia de que a adoção não precisa apagar o que existia anteriormente. O enfermeiro considera importante que cada filho conheça sua própria trajetória e compreenda de onde veio, ao mesmo tempo em que constrói novos vínculos familiares.

Escola e acompanhamento emocional fazem parte da rotina

Imagem: Uanderson Barreto.

Além das obrigações comuns de uma casa numerosa, há atenção específica ao desenvolvimento emocional e escolar dos filhos. Uanderson relata que o acolhimento institucional pode deixar marcas também no aprendizado.

Por isso, a agenda da família inclui escola, acompanhamento emocional, tarefas domésticas, trabalho e organização constante. A dinâmica exige que diferentes necessidades sejam acompanhadas ao mesmo tempo, sem que todos os filhos sejam tratados como se tivessem experiências idênticas.

Família também enfrentou a morte de um dos filhos

A trajetória de Uanderson não foi marcada apenas pela chegada de novas crianças. Ele também perdeu um dos filhos, episódio que descreveu como a maior dor de sua vida.

Segundo seu relato, o luto deixou a sensação de que sempre haveria alguém faltando à mesa. Durante esse período, ele voltou a frequentar instituições de acolhimento e reencontrou uma criança chamada Yohan, que precisava de uma família.

Aniversário de Yohan coincidiu com uma data especialmente dolorosa

Uanderson contou que o aniversário de Yohan ocorria justamente no mesmo dia em que havia acontecido o sepultamento do filho perdido. A coincidência passou a ter significado particular para ele.

Em vez de concentrar a data apenas no luto, começou a organizar uma comemoração de aniversário para Yohan. Uanderson descreveu esse processo como parte de uma reconstrução de sua própria história depois da perda.

Adoção tardia é outro ponto defendido pelo enfermeiro

A convivência com crianças mais velhas também levou Uanderson a questionar preconceitos sobre adoção tardia. Segundo ele, existe uma percepção equivocada de que uma criança mais velha chegaria à família com comportamento ou personalidade impossíveis de transformar.

Essa é, porém, uma avaliação baseada na experiência pessoal do próprio pai, e não uma conclusão científica apresentada pela fonte. Para o enfermeiro, desenvolvimento e afeto continuam possíveis independentemente da idade em que ocorre a adoção.

Aos 45 anos, ele decidiu voltar à universidade

Depois de construir uma família numerosa e manter sua carreira, Uanderson decidiu acrescentar outro compromisso à rotina. Aos 45 anos, iniciou uma graduação em Medicina.

A decisão amplia uma agenda que já envolvia trabalho, filhos, escola e administração da casa. Segundo ele, entretanto, existe também um objetivo diretamente relacionado às crianças: mostrar que a idade não precisa representar o encerramento de um projeto educacional.

Medicina também virou uma forma de ensinar pelo exemplo

Imagem: Uanderson Barreto.

Uanderson afirma que não estuda apenas pensando na própria formação profissional. Ele relaciona a decisão de retornar à universidade ao que deseja transmitir aos filhos sobre educação e possibilidade de recomeçar.

Como algumas das crianças enfrentaram rupturas que também afetaram o percurso escolar, o pai diz querer demonstrar dentro da própria casa que estudar novamente e construir novos planos continua sendo possível, mesmo depois de períodos difíceis.

Rotina reúne trabalho, faculdade e paternidade em tempo integral

Na prática, isso significa sobrepor diferentes responsabilidades. O enfermeiro continua lidando com a profissão enquanto acompanha uma casa de 12 filhos e passou a incorporar também as exigências acadêmicas da Medicina.

Não há, na fonte, uma descrição detalhada de cada horário dessa rotina nem de como todas as despesas familiares são distribuídas. O que Uanderson relata é uma estrutura baseada em organização, responsabilidades compartilhadas e presença constante na vida dos filhos.

Família de 12 filhos começou com uma decisão contra a separação

O tamanho atual da família chama atenção, mas a origem da história está em uma escolha muito específica. Ao acompanhar crianças em instituições de acolhimento, Uanderson concluiu que não queria repetir, em suas próprias adoções, as separações entre irmãos que havia presenciado profissionalmente.

A partir dessa decisão, o enfermeiro tornou-se pai solo de 12 filhos, passou por perdas, reorganizou a própria vida e, aos 45 anos, acrescentou uma graduação em Medicina à rotina. Na sua opinião, manter irmãos juntos deveria receber ainda mais atenção nos processos de adoção? E o que mais chama sua atenção na rotina construída por Uanderson? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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