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Engenheira de alimentos compra três cursos de cerca de R$ 100, transforma a própria cozinha em laboratório e passa quase um ano testando fórmulas com urucum, cupuaçu e maracujá até criar uma marca de cosméticos amazônicos que agora planeja levar seus produtos para mercados como Estados Unidos e Austrália
Escrito por Carla Teles
Publicado em 16/09/2026 às 12:07
Atualizado em 16/09/2026 às 12:10
Economia
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Danielle Amaral, engenheira de alimentos de 34 anos, voltou a Belém após visitar uma feira em São Paulo, comprou três cursos de maquiagem por cerca de R$ 100 cada e passou quase todo 2023 testando fórmulas com urucum, manteiga de cupuaçu e maracujá até criar os primeiros cosméticos da Tekohá.
A engenheira de alimentos Danielle Amaral, de 34 anos, não começou sua marca de cosméticos dentro de uma fábrica ou laboratório estruturado. Depois de voltar para Belém, no Pará, ela passou a usar as próprias panelas da cozinha para testar fórmulas, misturando matérias-primas amazônicas e conhecimentos adquiridos em cursos comprados pela internet.
Segundo reportagem da PEGN publicada em 14 de setembro de 2026, essa fase artesanal ocupou quase todo o ano de 2023 e acabou dando origem à Tekohá. Três anos depois do início dos testes, a marca participou pela primeira vez da Beauty Fair e passou a mirar também uma nova etapa: planos de exportação para Estados Unidos e Austrália.
Uma feira em São Paulo mudou a direção que Danielle queria seguir
A virada começou depois de uma viagem a São Paulo. Danielle visitou uma feira e voltou para Belém com a percepção de que queria trabalhar com cosméticos naturais. A experiência foi suficiente para fazê-la procurar uma maneira de entender, na prática, como aqueles produtos eram formulados.
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Em vez de iniciar com uma estrutura profissional pronta, a engenheira decidiu começar aprendendo dentro de casa. Ela comprou três cursos pela internet sobre produção de maquiagem, desembolsando cerca de R$ 100 em cada um deles.
Três cursos abriram caminho para os primeiros testes na cozinha
Os cursos deram a Danielle uma base para começar a experimentar. A cozinha da própria casa passou, então, a receber panelas que normalmente teriam uso doméstico, mas que naquele período também serviram para as primeiras tentativas de criação dos cosméticos.
O processo não produziu uma marca pronta de imediato. Danielle passou meses aprendendo, testando e ajustando as fórmulas, usando os recursos disponíveis naquele começo para transformar conhecimento teórico em produtos que pudessem sair do papel.
Quase todo o ano de 2023 foi dedicado às fórmulas
A etapa experimental ocupou praticamente todo o ano de 2023. Foi durante esse período que a engenheira trabalhou nas combinações que posteriormente dariam origem aos primeiros produtos da Tekohá.
O tempo dedicado aos testes mostra que a passagem dos cursos para um cosmético próprio não aconteceu de forma instantânea. A cozinha funcionou como o ponto inicial de uma sequência de experimentações, enquanto Danielle buscava chegar às fórmulas que queria desenvolver.
Urucum, cupuaçu e maracujá entraram nas experiências
Entre as matérias-primas escolhidas estavam ingredientes relacionados à Amazônia. A fonte destaca urucum, manteiga de cupuaçu e maracujá entre os ativos empregados pela empreendedora nessa fase de desenvolvimento.
Esses componentes passaram a integrar a proposta dos cosméticos que Danielle estava construindo em Belém. Assim, o projeto começou a reunir duas partes da trajetória da engenheira de alimentos: o conhecimento técnico ligado à sua formação e o interesse recém-descoberto pela produção de maquiagem.
Tekohá nasceu depois dos meses de aprendizado dentro de casa
Foi dessa rotina de cursos, panelas e testes que surgiu a Tekohá. O negócio nasceu depois que Danielle conseguiu transformar os experimentos realizados ao longo de 2023 em seus próprios cosméticos.
O salto mais importante naquele momento foi sair da ideia de aprender a fabricar maquiagem para efetivamente criar uma marca. A origem doméstica permaneceu como parte da trajetória: antes de alcançar uma feira do setor, os primeiros produtos passaram pela cozinha da fundadora em Belém.
Beauty Fair marcou uma nova etapa para a marca
Em 2026, a Tekohá participou da Beauty Fair pela primeira vez. A presença no evento colocou o negócio em um ambiente bastante diferente daquele em que os primeiros testes haviam começado.
Para Danielle, a passagem das panelas de casa para uma feira do mercado de beleza resume uma mudança construída ao longo de alguns anos. A engenheira que comprou três cursos para aprender a produzir os próprios cosméticos agora apresentava sua marca em um evento do setor.
Caminho começou com cerca de R$ 300 gastos em aprendizado
Somados, os três cursos custaram aproximadamente R$ 300, considerando os valores de cerca de R$ 100 mencionados para cada um. Esse desembolso não corresponde ao investimento total necessário para criar a empresa, mas representa o ponto de partida descrito na reportagem para o aprendizado de Danielle sobre fabricação de maquiagem.
A partir dali vieram meses de experimentação e o uso das matérias-primas amazônicas. O contraste entre aquele começo doméstico e a posterior participação na Beauty Fair ajuda a explicar por que a trajetória da Tekohá chama atenção: a primeira estrutura de desenvolvimento estava dentro da própria casa.
Planos agora incluem Estados Unidos e Austrália
Depois da estreia da marca na Beauty Fair, a trajetória descrita pela PEGN aponta para outra ambição. A Tekohá tem planos de levar seus produtos aos Estados Unidos e à Austrália por meio de exportações.
A fonte apresentada não estabelece datas, volumes de venda ou cronograma para essa expansão. Por isso, essa etapa deve ser entendida como um plano da empresa, e não como uma operação internacional já concluída.
De Belém para um projeto que começou a olhar para fora do Brasil
A história empresarial de Danielle Amaral começou de maneira prática: depois de encontrar nos cosméticos naturais um campo que queria explorar, ela comprou cursos, levou os testes para a cozinha e passou grande parte de 2023 desenvolvendo produtos.
O que começou com panelas domésticas, urucum, manteiga de cupuaçu e maracujá chegou à criação da Tekohá e à primeira participação da marca na Beauty Fair. Agora, a perspectiva de exportação adiciona uma nova etapa a uma trajetória que ainda está em desenvolvimento.
Para você, o que mais chama atenção nesse caminho: o começo dentro da própria cozinha, o uso de matérias-primas amazônicas ou a transformação dos testes de 2023 em uma marca que já mira mercados internacionais? Conte nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

