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Entregadora de pizza leva pedido para idoso de 76 anos, descobre que ele vivia sozinho em trailer de 3,6 metros sem água, luz ou aquecimento, compra um aquecedor, pede ajuda à comunidade, arrecada US$ 32 mil em dois meses e entrega a ele uma nova casa mobiliada

Entregadora de pizza leva pedido para idoso de 76 anos, descobre que ele vivia sozinho em trailer de 3,6 metros sem água, luz ou aquecimento, compra um aquecedor, pede ajuda à comunidade, arrecada US$ 32 mil em dois meses e entrega a ele uma nova casa mobiliada

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Entregadora de pizza leva pedido para idoso de 76 anos, descobre que ele vivia sozinho em trailer de 3,6 metros sem água, luz ou aquecimento, compra um aquecedor, pede ajuda à comunidade, arrecada US$ 32 mil em dois meses e entrega a ele uma nova casa mobiliada

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 09/09/2026 às 01:40

Atualizado em 09/09/2026 às 01:41

Curiosidades

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Imagem ilustrativa mostra entregadora levando uma pizza ao idoso que vivia em um pequeno trailer antes da campanha que arrecadou US$ 32 mil.

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Angela Nguyen conheceu Lee Haase em 2015, durante entregas semanais de pizza em Ham Lake, no Minnesota. Após perder a casa em uma tempestade e o filho em um acidente, ele vivia em um trailer de 3,6 metros sem água, luz ou aquecimento. Em dois meses, ela arrecadou US$ 32 mil e entregou ao idoso uma nova casa mobiliada

Angela Nguyen trabalhava como entregadora da Domino’s em Ham Lake, no estado americano de Minnesota, quando começou a levar pizzas regularmente para Lee Haase, um idoso de 76 anos que vivia sozinho. As visitas se repetiam aos sábados, geralmente por volta das 10h15, até que a entregadora descobriu que o cliente enfrentaria o inverno dentro de um trailer de apenas 3,6 metros, sem água, eletricidade segura ou aquecimento.

Angela Nguyen conheceu as condições enfrentadas por Lee Haase durante as entregas semanais de pizza.

Angela comprou um aquecedor, mas percebeu que o aparelho não resolveria a situação. Com a ajuda da filha, Sarah Hughes, criou uma campanha com meta de US$ 8 mil. Em dois meses, as doações chegaram a aproximadamente US$ 32 mil e permitiram entregar ao idoso uma residência móvel maior, mobiliada e pronta para morar.

As informações foram divulgadas inicialmente pela emissora KARE 11 e repercutidas pela Minnesota Public Radio em 7 de outubro de 2015. Reportagens posteriores acompanharam a entrega da nova moradia a Lee.

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Pizza pedida aos sábados criou uma rotina entre o idoso e a entregadora

Lee Haase costumava pedir uma pizza todos os sábados. A encomenda normalmente chegava por volta das 10h15, segundo Angela.

A repetição transformou o endereço em um ponto conhecido entre os trabalhadores da unidade da Domino’s. Aos poucos, a entregadora passou a reconhecer o cliente e observar as condições da propriedade onde ele morava.

Lee vivia na área rural de Ham Lake, nos limites de Anoka County. Como permanecia afastado de outras pessoas, grande parte de sua rotina passava despercebida pela comunidade.

Foi durante uma das entregas que Sarah Hughes, filha de Angela e também entregadora de pizzas, percebeu a gravidade da situação.

O idoso estava dentro de um trailer de aproximadamente 3,6 metros. O espaço não tinha água corrente, encanamento, fonte segura de eletricidade ou sistema de aquecimento.

Entregadora de pizza Angela Nguyen chegando ao trailer onde Lee Haase vivia no Minnesota

Tempestade danificou a casa e morte do filho agravou o isolamento

Antes de ocupar o pequeno trailer, Lee havia enfrentado uma sequência de perdas.

Uma forte tempestade danificou gravemente sua residência e tornou o imóvel inadequado para morar. Sem condições financeiras de reconstruir a casa, ele se mudou para o trailer instalado na propriedade.

Depois disso, o filho do idoso morreu em um acidente com moto de neve.

A perda da casa, o luto e as dificuldades financeiras atingiram Lee quase ao mesmo tempo. Segundo as reportagens sobre o caso, ele havia perdido grande parte da disposição para reconstruir a própria vida.

O idoso era aposentado e vivia com uma renda fixa da Previdência Social dos Estados Unidos. Ele também não dirigia, o que limitava ainda mais seu acesso a comida, serviços e ajuda.

Durante a semana, Lee recebia refeições de um programa de assistência. Entretanto, não tinha fogão nem geladeira dentro do trailer. Nos fins de semana, recorria às pizzas entregues por Angela e pelos colegas dela.

Aquecedor desligou a energia e revelou que o risco era ainda maior

Com a aproximação do inverno, Angela decidiu comprar um pequeno aquecedor para Lee.

Naquele dia, o idoso havia dito que sentia frio. A entregadora levou o aparelho até o trailer e tentou conectá-lo à energia disponível.

Assim que ligaram o aquecedor, o protetor contra surtos desarmou. A tentativa mostrou que Lee não possuía uma fonte elétrica segura para manter o equipamento funcionando.

Portanto, o problema era maior do que a falta de um aparelho. O trailer inteiro não oferecia condições mínimas para que um homem de 76 anos atravessasse o inverno de Minnesota.

Angela também descobriu que Lee não conseguia tomar banho dentro do espaço. Faltavam instalações sanitárias adequadas e água corrente para as tarefas mais básicas.

Diante daquela realidade, a entregadora concluiu que apenas o aquecedor não seria suficiente.

Angela comprou um aquecedor para Lee, mas a instalação elétrica do trailer não conseguiu manter o aparelho funcionando.

“Não podemos deixar um ser humano viver assim”

Angela conversou com Sarah, que havia observado de perto as condições do idoso. Mãe e filha concordaram que precisavam encontrar uma solução antes que o frio se intensificasse.

A entregadora criou uma campanha no GoFundMe com o nome “Not in Our Community”, expressão que pode ser traduzida como “Não em nossa comunidade”.

A meta inicial era arrecadar US$ 8 mil. Angela esperava conseguir dinheiro suficiente para alugar um pequeno apartamento, comprar uma cama e providenciar pratos, talheres e outros objetos essenciais.

Na descrição da campanha, ela contou que conhecia pouco sobre a vida pessoal de Lee. Ainda assim, sabia que ele era gentil, gostava de música bluegrass e costumava pescar.

Angela também explicou que o idoso precisava de ajuda para retirar do trailer os poucos objetos que ainda possuía.

Em apenas três dias, a campanha já se aproximava da meta inicial, segundo a Minnesota Public Radio. A mobilização cresceu conforme mais moradores conheceram a história.

Angela Nguyen decidiu mobilizar a comunidade depois de conversar com Lee e conhecer de perto sua situação.

Meta de US$ 8 mil chegou a US$ 32 mil em dois meses

As contribuições não pararam quando a campanha alcançou os primeiros US$ 8 mil.

Em aproximadamente dois meses, a arrecadação chegou a US$ 32 mil, quatro vezes o objetivo estabelecido inicialmente.

Com o dinheiro, Angela comprou uma residência móvel maior para Lee. O novo espaço já estava mobiliado e oferecia condições muito diferentes daquelas encontradas no trailer de 3,6 metros.

Assista o vídeo

Moradores da comunidade também participaram da transformação. Com exceção das roupas de Lee, praticamente tudo o que estava dentro da nova casa veio de doações.

Angela, Sarah e aproximadamente 12 voluntários acompanharam o momento em que o idoso conheceu a nova residência.

A entregadora relembrou a promessa feita no início da mobilização e mostrou a Lee que a comunidade havia cumprido o compromisso de ajudá-lo.

Lee Haase recebeu a nova casa mobiliada pouco antes do Natal, após a campanha arrecadar cerca de US$ 32 mil.

Idoso ganhou uma casa e uma nova família

Lee deixou o trailer sem água, eletricidade adequada ou aquecimento. Além da nova residência, ele passou a conviver com pessoas que antes nem sequer o conheciam.

O idoso descreveu os voluntários como sua nova família e demonstrou gratidão pelas doações recebidas.

Para Angela, a mobilização também transformou todos os envolvidos. A entregadora eyebafirmou que a iniciativa não beneficiou apenas Lee, pois os moradores também encontraram satisfação e união durante o trabalho.

A história começou com um pedido semanal de pizza, avançou com a compra de um aquecedor e terminou com a entrega de uma nova casa mobiliada.

O caso também mostrou como trabalhadores que visitam residências diariamente podem identificar situações de vulnerabilidade que permanecem escondidas dos serviços públicos e da própria vizinhança.

Na sua opinião, a atitude de Angela Nguyen representa um exemplo de solidariedade a ser seguido ou revela a falta de mecanismos para identificar idosos que vivem sozinhos em condições perigosas?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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