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Equatorial usa “DNA” invisível em cabos, apreende 1,48 tonelada e registra queda de 55% nos furtos; tecnologia avança pelo Brasil
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 22/09/2026 às 23:03
Atualizado em 22/09/2026 às 23:05
Ciência e Tecnologia
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Micropartículas permitem identificar a origem de cabos e equipamentos da rede elétrica, enquanto tecnologia implantada no Rio Grande do Sul começa a avançar para outras distribuidoras do Grupo Equatorial.
Em janeiro de 2026, o Grupo Equatorial colocou em operação no Rio Grande do Sul uma tecnologia capaz de criar uma identificação exclusiva para cabos e equipamentos da rede elétrica. Desde então, mais de 3 quilômetros de cabos e aterramentos de subestações receberam micropartículas que funcionam como uma espécie de “DNA” dos ativos, permitindo verificar sua procedência com um equipamento específico de leitura.
A implantação ocorre em meio ao desafio provocado pelo furto de cabos e fiações de cobre no Brasil. Além dos prejuízos materiais, a retirada irregular desses componentes pode comprometer o fornecimento de energia elétrica, a iluminação pública e outros serviços dependentes da infraestrutura instalada nas cidades.
Os primeiros números divulgados pela companhia mostram a dimensão das ações realizadas no período. Desde o início da operação da tecnologia, 38 operações de combate ao furto resultaram em 43 autuações policiais e na apreensão de aproximadamente 1.480 quilos de cabos. A Equatorial também registrou redução aproximada de 55% nas ocorrências, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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Nanotecnologia da Equatorial cria identificação exclusiva que funciona como um “DNA” dos cabos e equipamentos
A solução adotada pelo Grupo Equatorial utiliza micropartículas com uma identificação exclusiva, aplicada diretamente aos cabos e equipamentos. Essa marcação funciona como uma espécie de “DNA” da companhia e permite reconhecer materiais pertencentes à distribuidora mesmo depois que eles deixam o local onde estavam instalados.
A leitura é realizada por meio de um equipamento específico, capaz de identificar a procedência e ajudar a comprovar a propriedade do material. Com isso, a tecnologia complementa as demais iniciativas de segurança e inteligência utilizadas pela companhia no enfrentamento ao furto e à receptação de ativos da rede elétrica.
O recurso também busca fortalecer o trabalho de investigação realizado após as ocorrências. Segundo Johnathan Costa, gerente de segurança empresarial do Grupo Equatorial, a identificação e a rastreabilidade ampliam a capacidade de prevenção e investigação, além de favorecer uma atuação integrada com as forças de segurança.
Projeto começou a ser estudado em março de 2025 antes de chegar à rede elétrica do Rio Grande do Sul
A implantação começou a ser preparada quase um ano antes de a tecnologia chegar efetivamente aos cabos. Os estudos tiveram início em março de 2025, quando a companhia passou a avaliar a solução de nanotecnologia destinada à identificação e rastreabilidade dos materiais utilizados na rede.
Em janeiro de 2026, a tecnologia entrou em operação na concessão do Rio Grande do Sul. De acordo com o Grupo Equatorial, a empresa tornou-se a primeira distribuidora de energia elétrica do Brasil a implantar esse tipo de solução para identificar e rastrear materiais de sua infraestrutura.
A iniciativa acrescentou uma nova ferramenta às medidas utilizadas para proteger uma rede considerada essencial para a continuidade dos serviços. O objetivo não se limita a dificultar a retirada dos materiais, mas também permitir que cabos e equipamentos sejam identificados posteriormente quando recuperados durante operações.
Mais de 1,4 tonelada de cabos foi apreendida enquanto ocorrências de furto recuaram aproximadamente 55%
Desde a entrada em operação da tecnologia, mais de 3 quilômetros de cabos da rede elétrica e aterramentos de subestações foram marcados no Rio Grande do Sul. No mesmo período, as ações contra o furto de materiais avançaram com operações realizadas em conjunto com as forças de segurança pública.
Ao todo, foram contabilizadas 38 operações, responsáveis por 43 autuações policiais e pela apreensão de aproximadamente 1.480 quilos de cabos. Paralelamente, a companhia registrou redução aproximada de 55% nas ocorrências de furto em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
A própria Equatorial relaciona essa queda ao conjunto de medidas adotadas pela companhia, e não exclusivamente à nanotecnologia. As ações envolvem inteligência, segurança, recursos tecnológicos e integração com as forças de segurança pública, enquanto a identificação microscópica acrescenta capacidade de rastreamento aos materiais recuperados.
Tecnologia implantada no Rio Grande do Sul começa a avançar para o Maranhão e deve chegar às demais distribuidoras até 2028
Depois da implantação inicial no Rio Grande do Sul, a solução entrou em processo de expansão para o Maranhão. O planejamento do Grupo Equatorial prevê ampliar gradualmente a aplicação até alcançar todas as distribuidoras da companhia em 2028.
A próxima etapa também deverá mudar o momento em que os ativos recebem a identificação. A empresa pretende aplicar as micropartículas nos cabos e equipamentos ainda nos Centros de Distribuição, antes que esses materiais sejam encaminhados aos almoxarifados e posteriormente utilizados em campo.
Essa estratégia permitirá que os equipamentos deixem os centros logísticos já identificados com a marcação exclusiva. Dessa forma, a rastreabilidade poderá acompanhar o material antes mesmo de sua instalação definitiva na infraestrutura elétrica.
Grupo Equatorial atende mais de 14 milhões de clientes e mantém distribuidoras de energia em sete estados brasileiros
A expansão prevista para os próximos anos envolve uma estrutura que ultrapassa o mercado gaúcho. Atualmente, o Grupo Equatorial atua com sete concessionárias de distribuição de energia elétrica, localizadas no Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul, Amapá e Goiás.
Segundo os dados apresentados pela própria companhia, essas distribuidoras atendem mais de 14 milhões de clientes. O grupo está presente em 28% do território nacional, atende 15% dos consumidores brasileiros e responde por 13% do mercado nacional de distribuição de energia elétrica.
A atuação também alcança os setores de serviços, telecomunicações, comercialização, geração distribuída e saneamento. O Grupo Equatorial adquiriu ainda 100% das ações da Echoenergia S.A., ampliando sua presença no segmento de energias renováveis.
Com a expansão planejada até 2028, a identificação microscópica utilizada inicialmente nos ativos do Rio Grande do Sul deverá alcançar as demais distribuidoras do grupo. A proposta é ampliar a rastreabilidade de cabos e equipamentos enquanto a companhia reforça as ações destinadas ao combate ao furto e à receptação desses materiais.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

