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Esbanjando 415 litros de porta-malas, Mitsubishi ASX O’Neill custa cerca de R$ 71 mil, oferece motor 2.0 de 160 cv, câmbio CVT e autonomia acima de 670 km sem recorrer a turbo
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 12/09/2026 às 23:48
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Mitsubishi ASX O’Neill 2016 custa R$ 71,4 mil na Fipe, tem 160 cv, CVT, porta-malas de 415 litros e autonomia teórica de 674 km.
A Mitsubishi ASX O’Neill 2016 custa R$ 71.464 na Tabela Fipe de setembro de 2026 e virou uma alternativa pouco lembrada entre os SUVs usados nessa faixa de preço. Por esse valor, entrega motor 2.0 aspirado de 160 cv, câmbio automático CVT, 20,1 kgfm, porta-malas de 415 litros, tanque de 63 litros e uma autonomia rodoviária teórica de aproximadamente 674 km quando considerado o consumo de 10,7 km/l.
Segundo o AUTOO, a ASX O’Neill nasceu em 2015 como uma série especial limitada a somente 300 unidades, trazendo rodas exclusivas de 17 polegadas, faróis com máscara negra, detalhes em grafite, rack preparado para transporte de pranchas e identificação numerada. Custava R$ 96.990 quando foi lançada e utilizava exatamente a combinação de motor 2.0 MIVEC aspirado, transmissão CVT e tração dianteira que hoje aparece por cerca de R$ 71 mil na Fipe.
Mitsubishi ASX O’Neill 2016 custa R$ 71.464 na Fipe
O primeiro número que chama atenção é justamente o preço. A ASX O’Neill 2.0 4×2 automática 2016 está avaliada em R$ 71.464 na Fipe de setembro de 2026, segundo a Webmotors. A referência havia sido de R$ 70.936 em agosto, R$ 73.087 em julho e R$ 70.616 em junho.
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No mercado anunciado, entretanto, a média nacional calculada pela plataforma está em aproximadamente R$ 75.600, com exemplares encontrados entre cerca de R$ 71 mil e R$ 79.900. A diferença reforça que Fipe funciona como referência, não como preço obrigatório de negociação.
Isso também coloca a O’Neill em uma região curiosa da própria gama ASX usada. Em setembro de 2026, a ASX 4×2 automática convencional aparece em R$ 73.339, enquanto a versão S 4×4 chega a R$ 74.141 e a 4×4 AWD automática fica em R$ 75.856. Ou seja, a série limitada O’Neill pode custar menos que configurações comuns do mesmo ano.
Série O’Neill teve apenas 300 unidades no Brasil
A versão não era apenas um pacote criado pelo mercado de acessórios. A Mitsubishi lançou oficialmente a ASX O’Neill em uma tiragem limitada a 300 exemplares, dando continuidade à parceria que anteriormente havia resultado em uma edição especial do Pajero TR4.
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Cada unidade recebeu uma plaqueta no porta-luvas com numeração de 1 a 300. Os bancos ganharam tecido específico com a identidade O’Neill, enquanto externamente apareceram faixas laterais, logotipo na tampa traseira, detalhes em cinza grafite, faróis escurecidos e rodas de 17 polegadas com desenho próprio.
Havia até uma solução diretamente ligada ao universo do surfe: barras transversais no teto acompanhadas por proteção acolchoada, concebida para facilitar o transporte de pranchas. Branco, preto e vermelho eram as três cores oferecidas originalmente.
Motor 2.0 entrega 160 cv sem usar turbo
Em uma época na qual motores pequenos sobrealimentados dominam cada vez mais os SUVs, a ASX preserva uma receita mais tradicional. O propulsor 4B11 de 1.998 cm³ tem quatro cilindros, 16 válvulas, aspiração natural e injeção multiponto.
São 160 cv a 6.000 rpm e 20,1 kgfm de torque a 4.200 rpm, sempre com gasolina. O comando é variável e utiliza corrente, dispensando a correia dentada convencional do comando de válvulas.
Isso significa que os 160 cv não dependem de turbocompressor. A entrega tende a ser mais progressiva e exige rotação maior para alcançar potência e torque máximos, comportamento diferente de propulsores turbo modernos que concentram força em rotações muito mais baixas.
É justamente essa simplicidade conceitual que pode chamar atenção no mercado de usados: motor aspirado, quatro cilindros, injeção multiponto e uma arquitetura mecânica conhecida da família ASX, embora simplicidade de projeto jamais elimine a necessidade de verificar manutenção e procedência.
Câmbio CVT simula seis marchas e traz paddle shifts
A transmissão é automática CVT, mas permite simular seis relações quando o motorista deseja maior participação. A O’Neill ainda saiu de fábrica com aletas atrás do volante, permitindo comandar essas relações sem retirar as mãos da direção.
No uso urbano, a principal característica do CVT é manter o motor na faixa considerada mais adequada pela eletrônica, alterando continuamente a relação em vez de trocar engrenagens fixas como uma transmissão automática convencional.
Quando o motorista exige aceleração máxima, contudo, o comportamento típico do sistema pode manter o motor em rotações elevadas por períodos mais longos. A ASX O’Neill não foi criada como SUV esportivo, apesar dos 160 cv.
Os números de desempenho refletem essa proposta. A ficha técnica registra 0 a 100 km/h em aproximadamente 11,5 segundos e velocidade máxima de 190 km/h.
Consumo rodoviário de 10,7 km/l leva autonomia teórica a 674 km
A combinação entre motor 2.0 aspirado e CVT registra 9,4 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada, segundo a ficha técnica consultada para a O’Neill 2016.
O tanque comporta 63 litros. Multiplicando os 10,7 km/l rodoviários pela capacidade nominal, chega-se a aproximadamente 674 quilômetros de autonomia teórica.
É daí que vem um dos números mais interessantes desse usado. Mesmo sem motor turbo, sistema híbrido ou qualquer eletrificação, a capacidade generosa do reservatório permite projetar mais de 670 km entre abastecimentos em condições compatíveis com o consumo rodoviário de referência.
Na cidade, os 9,4 km/l resultariam em cerca de 592 km matemáticos com todo o tanque. Evidentemente, autonomia real varia conforme velocidade, trânsito, pneus, peso, relevo, manutenção, uso do ar-condicionado e estilo de condução, e não se recomenda planejar viagens até o tanque ficar completamente vazio.
Porta-malas de 415 litros coloca a ASX em terreno familiar
Outro número importante está atrás do banco traseiro. A ficha técnica da ASX O’Neill registra 415 litros de porta-malas, volume que permite transportar bagagem familiar sem recorrer imediatamente ao rebatimento dos assentos.
Alguns catálogos utilizam metodologias diferentes e registram aproximadamente 409 litros para versões da ASX desse período, mas bases técnicas específicas da O’Neill apresentam os 415 litros usados como referência nesta configuração.
O banco traseiro bipartido pode ser rebatido quando é preciso transportar volumes maiores. A carroceria acomoda cinco ocupantes e combina dimensões externas relativamente compactas com entre-eixos de 2,67 metros.
A ASX mede 4,295 metros de comprimento, 1,78 metro de largura e aproximadamente 1,63 metro de altura, dimensões que hoje a colocariam próxima de diversos SUVs compactos, embora seu projeto seja normalmente associado a uma categoria superior em porte e construção.
São 215 mm de vão livre para encarar ruas ruins
A distância livre do solo chega a 215 mm, número importante para quem utiliza o carro em cidades repletas de valetas, lombadas e pavimentação irregular.
A suspensão também foge de soluções excessivamente simplificadas. Na dianteira há conjunto independente McPherson, enquanto atrás aparece uma arquitetura multibraço independente, auxiliando estabilidade e conforto.
Os freios utilizam discos ventilados na dianteira e discos sólidos atrás. A direção tem assistência elétrica e o diâmetro de giro informado é de aproximadamente 10,6 metros.
A combinação cria um SUV com aparência robusta e altura elevada sem recorrer, no caso específico da O’Neill, ao sistema de tração integral.
O’Neill tem visual aventureiro, mas tração é apenas dianteira
Esse é um ponto importante para evitar confusão. Embora a edição tenha sido associada ao surfe, aventura e atividades ao ar livre, a ASX O’Neill utiliza tração 4×2 dianteira. Não é a versão AWD da família.
Quem busca especificamente o sistema de tração integral da Mitsubishi precisa observar outras versões 4×4 do ASX. A própria tabela de setembro de 2026 mostra que existem configurações AWD do mesmo ano avaliadas pouco acima dos R$ 74 mil ou R$ 75 mil.
A O’Neill, portanto, deve ser entendida principalmente como uma edição visual e de equipamentos baseada na ASX 4×2 automática, e não como uma preparação mecânica extrema para uso fora de estrada.
Essa característica também ajuda a reduzir peso. A ficha registra aproximadamente 1.385 kg, enquanto a carga útil chega a cerca de 585 kg.
Multimídia, piloto automático e rodas de 17 polegadas já vinham de fábrica
A edição especial também buscou justificar seu preço original com equipamentos. O modelo saiu com central multimídia de tela sensível ao toque, volante multifuncional com comandos de áudio e controle de velocidade de cruzeiro.
As rodas exclusivas são de 17 polegadas, calçadas originalmente com pneus 225/60 R17. Os faróis têm máscara escurecida e existem faróis de neblina, enquanto a cabine recebeu detalhes específicos ligados à edição O’Neill.
Na segurança, a configuração conta com airbags dianteiros e freios ABS. Há ainda distribuição eletrônica de frenagem, além dos discos nas quatro rodas.
O pacote não compete em tecnologia com SUVs zero-quilômetro equipados com frenagem autônoma, controle de faixa ou piloto automático adaptativo moderno, mas ainda reúne itens relevantes para um veículo fabricado há aproximadamente dez anos.
De R$ 96.990 quando nova para R$ 71.464 na Fipe atual
Quando foi lançada em 2015 como modelo 2016, a ASX O’Neill tinha preço sugerido de R$ 96.990. A produção restrita a 300 exemplares reforçava a intenção de transformá-la em uma versão diferenciada dentro da gama.
Em setembro de 2026, a referência Fipe é de R$ 71.464. Comparar os dois valores nominalmente não significa calcular a desvalorização econômica real, já que houve mais de uma década de inflação, mudanças tributárias e transformação profunda no mercado brasileiro.
O contraste, porém, mostra a situação atual do carro: um SUV que custava quase R$ 100 mil ainda em meados da década passada agora ocupa uma faixa próxima à de compactos usados bem mais simples.
Além disso, os anúncios mostram que a edição continua aparecendo no mercado. A média Webmotors de R$ 75.600 indica que exemplares conservados podem ser negociados alguns milhares de reais acima da referência Fipe.
ASX O’Neill virou um SUV japonês fora do radar por cerca de R$ 71 mil
A Mitsubishi ASX O’Neill 2016 combina uma configuração difícil de encontrar entre os SUVs usados mais lembrados dessa faixa de preço. São 160 cv produzidos por um 2.0 aspirado, transmissão CVT, suspensão independente nas quatro rodas, 215 mm de vão livre e porta-malas de 415 litros.
O tanque de 63 litros adiciona outro diferencial. Com consumo rodoviário de referência de 10,7 km/l, a conta chega a aproximadamente 674 km de autonomia teórica, enquanto o desempenho de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos deixa clara sua vocação mais familiar do que esportiva.
A série especial ainda adiciona raridade ao pacote. Foram apenas 300 unidades, todas identificadas, com visual inspirado na parceria entre Mitsubishi e O’Neill e equipamentos próprios.
Por R$ 71.464 na Fipe de setembro de 2026, a ASX O’Neill se transforma em uma opção diferente para quem procura um SUV usado sem motor turbo, mas não quer abrir mão de 160 cv, câmbio automático, espaço familiar e tanque grande.
É justamente esse conjunto que faz a edição limitada sair do esquecimento: por preço próximo ao de muitos compactos usados, ela entrega uma receita japonesa aspirada que praticamente desapareceu dos SUVs modernos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.
