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Esbanjando porta-malas de 363 litros, custando menos de R$ 80 mil, Honda WR-V 1.5 CVT faz até 12,4 km/L, combina mecânica aspirada com câmbio automático e aparece como opção econômica entre os SUVs usados
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 05/09/2026 às 23:06
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Honda WR-V EX 1.5 CVT 2018 custa R$ 78,1 mil na Fipe, faz até 12,4 km/l, tem 116 cv e porta-malas de 363 litros.
O Honda WR-V EX 1.5 CVT 2018 custa R$ 78.156 na Tabela Fipe de setembro de 2026, valor que recoloca o utilitário compacto japonês em uma faixa disputada por quem procura um SUV usado automático sem ultrapassar os R$ 80 mil. Segundo a Webmotors, a média nacional anunciada para a mesma versão está em R$ 80.968,53, embora existam unidades ofertadas abaixo da referência oficial conforme quilometragem, região e estado de conservação.
O outro número que sustenta o apelo do modelo aparece no consumo. O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro registrou até 12,4 km/l com gasolina na estrada, além de 11,7 km/l no ciclo urbano. O WR-V 2018 combina esses números com motor 1.5 aspirado de até 116 cv, transmissão automática CVT, 363 litros de porta-malas e uma carroceria de apenas 4 metros, formando um pacote voltado principalmente para uso urbano e familiar.
Honda WR-V 2018 custa R$ 78.156 na Fipe em setembro de 2026
O WR-V usado chama atenção porque sua versão EX 2018 passou a ocupar exatamente a região imediatamente abaixo dos R$ 80 mil. A referência de setembro de 2026 é de R$ 78.156, queda de 0,67% em relação aos R$ 78.682 registrados no mês anterior. Em julho, a mesma configuração marcava R$ 78.205.
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Os anúncios, entretanto, mostram uma faixa muito mais ampla. A Webmotors registra unidades entre aproximadamente R$ 66,5 mil e R$ 95,9 mil, enquanto a média nacional calculada pelo portal está em R$ 80.968,53.
Isso significa que um exemplar abaixo da Fipe pode existir, mas preço isolado não deve ser tratado automaticamente como oportunidade sem verificar quilometragem, histórico e conservação.
A versão EXL 2018 permanece ligeiramente acima. Em setembro de 2026, sua Fipe é de R$ 80.064. Para quem estabelece R$ 80 mil como limite rígido, portanto, a EX é a configuração que encaixa com maior precisão nessa faixa de compra.
Motor 1.5 aspirado entrega 116 cv e dispensa turbocompressor
Debaixo do capô está o conhecido 1.5 16V FlexOne de quatro cilindros, utilizado pela Honda também em produtos como Fit e City daquela geração. O motor é aspirado, sem turbocompressor, e desenvolve 115 cv com gasolina ou 116 cv com etanol a 6.000 rpm.
O torque chega a 15,2 kgfm com gasolina e 15,3 kgfm abastecido com etanol, ambos a 4.800 rpm. São números modestos diante dos pequenos motores turbo atuais, mas representam uma proposta mecânica diferente, baseada em cilindrada de 1.497 cm³, aspiração natural e tecnologia i-VTEC.
Essa característica torna o WR-V interessante para o comprador que não coloca desempenho esportivo entre as prioridades.
A potência máxima aparece em regime relativamente alto e a resposta não tem o pico de torque em baixa rotação típico dos motores sobrealimentados modernos. Em compensação, o conjunto nasceu de uma família mecânica amplamente utilizada pela Honda no Brasil durante anos.
Câmbio CVT foi a única opção automática oferecida ao WR-V
Todas as versões do primeiro WR-V brasileiro foram lançadas com transmissão automática do tipo CVT, sem opção manual na estreia. O sistema trabalha com relações continuamente variáveis em vez de utilizar uma sequência convencional de cinco ou seis marchas fixas.
A Honda recalibrou o conjunto para o WR-V, que utilizava a mesma base mecânica de Fit e City. A tração é dianteira, coerente com a proposta urbana do automóvel e bem diferente de utilitários desenvolvidos para fora de estrada pesado.
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Para quem enfrenta trânsito diariamente, a combinação entre direção elétrica e CVT elimina pedal de embreagem e trocas manuais.
O comprador de um exemplar usado, porém, deve conferir se as revisões e substituições de fluido da transmissão seguiram os intervalos determinados pela fabricante para a unidade específica.
Consumo chega a 12,4 km/l com gasolina na estrada
O consumo oficial é um dos argumentos mais sólidos do WR-V 1.5. Nos números do Inmetro, as versões EX e EXL com transmissão CVT fazem 8,1 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os resultados sobem para 11,7 km/l no uso urbano e 12,4 km/l no rodoviário.
O desempenho energético coloca o modelo em posição favorável para sua época, especialmente considerando a proposta de carroceria elevada.
A etiqueta do programa oficial classificava o WR-V dentro da categoria de utilitários esportivos compactos e registrava consumo energético de 1,79 MJ/km.
Com tanque próximo de 45 litros, a autonomia teórica rodoviária supera 550 km ao multiplicar a capacidade pelo consumo homologado. Na prática, autonomia real varia conforme velocidade, trânsito, relevo, pneus, carga, climatização, combustível utilizado e estilo de condução, portanto não deve ser interpretada como distância garantida por tanque.
Carroceria de 4 metros facilita o uso urbano
O WR-V mede aproximadamente 4 metros de comprimento, 1,73 metro de largura e 1,60 metro de altura, com distância entre-eixos de 2,555 metros. São dimensões compactas para um veículo comercialmente posicionado como utilitário esportivo, facilitando estacionamento e circulação em espaços apertados.
A origem explica essas proporções. O projeto foi desenvolvido a partir da arquitetura do Honda Fit, mas recebeu carroceria específica e alterações destinadas a entregar aparência mais robusta e maior aptidão para ruas irregulares. Na apresentação de 2017, a própria imprensa especializada destacava que o WR-V era cerca de 5 centímetros mais alto na suspensão do que o Fit.
O vão livre do solo chega a aproximadamente 207 mm, número importante para quem enfrenta lombadas, entradas de garagem e pavimento degradado.
A suspensão dianteira utiliza arquitetura independente McPherson, enquanto a traseira trabalha com eixo de torção.
Porta-malas de 363 litros encontra aliado no banco traseiro modular
Mesmo com apenas 4 metros de comprimento, o WR-V oferece 363 litros de capacidade no porta-malas. O número o coloca em uma faixa suficiente para compras, malas e utilização familiar cotidiana, embora existam SUVs compactos modernos significativamente maiores nesse quesito.
Um dos recursos mais interessantes herdados da arquitetura do Fit é a modularidade do banco traseiro. O sistema permite rebater os encostos para criar uma área maior longitudinalmente e também levantar os assentos, abrindo um espaço vertical dentro da cabine para objetos altos.
Esse arranjo amplia a versatilidade sem aumentar as dimensões externas. Para quem transporta eventualmente bicicletas, caixas, plantas, bagagens maiores ou outros volumes que não se acomodam facilmente em um porta-malas convencional, essa flexibilidade pode ser tão relevante quanto o número de litros informado na ficha técnica.
WR-V EX já traz quatro airbags, câmera de ré e piloto automático
A configuração EX 2018, justamente a que aparece com Fipe de R$ 78.156, saiu de fábrica com quatro airbags, sendo dois frontais e dois laterais. Também traz freios ABS, distribuição eletrônica de frenagem, sistema ISOFIX para cadeirinhas infantis e cintos de três pontos para os cinco ocupantes.
Na parte de conforto, a lista inclui direção elétrica, ar-condicionado, piloto automático, computador de bordo, vidros e retrovisores elétricos, volante multifuncional, regulagem de altura do banco do motorista e ajustes de altura e profundidade da coluna de direção.
O modelo também recebeu câmera de ré, faróis de neblina, luzes diurnas de LED e rodas de liga leve de 16 polegadas. A versão EXL adicionava airbags de cortina, elevando o total para seis, além de central multimídia de 7 polegadas com navegador integrado na configuração original.
WR-V nasceu no Brasil para ocupar espaço entre Fit e HR-V
O primeiro WR-V teve forte ligação com o mercado brasileiro. Apresentado inicialmente no Salão do Automóvel de São Paulo de 2016 e lançado comercialmente em março de 2017 como modelo 2018, ele foi desenvolvido para ocupar uma posição entre o Fit e o HR-V dentro da gama Honda.
Quando chegou às concessionárias, a versão EX custava R$ 79.400, enquanto a EXL saía por R$ 83.400. Curiosamente, nove anos depois, a Fipe do EX 2018 está novamente próxima do preço nominal de lançamento, em R$ 78.156, embora essa comparação não considere inflação nem o poder de compra do dinheiro ao longo do período.
Naquele momento, a Honda apostava em um automóvel menor do que o HR-V, mas com posição elevada de dirigir, carroceria mais robusta que a do Fit e somente transmissão CVT. Essa combinação explica parte do público que ainda procura o WR-V usado.
Mercado de usados já oferece unidades abaixo da própria Fipe
Embora a referência oficial esteja em R$ 78.156, anúncios nacionais mostram que há exemplares por valores inferiores. Em levantamento recente da Webmotors, aparecia, por exemplo, uma unidade 2018/2019 EX CVT anunciada por R$ 75.999, enquanto outro exemplar 2017/2018 estava em R$ 79.990.
A própria plataforma informa uma faixa geral de aproximadamente R$ 66,5 mil a R$ 95,9 mil para o EX 2018. Essa amplitude mostra como o preço de um usado depende muito mais do exemplar individual do que apenas do ano e da versão.
Antes da compra, a avaliação precisa incluir histórico de manutenção, quilometragem, documentação, pneus, suspensão, freios, ar-condicionado, parte elétrica e funcionamento da transmissão CVT. Uma inspeção independente também pode identificar reparos estruturais ou sinais de colisões que não aparecem em fotografias.
WR-V de R$ 78 mil reúne economia, tamanho compacto e mecânica conhecida
O Honda WR-V EX 1.5 CVT 2018 ocupa hoje uma posição peculiar no mercado. Por R$ 78.156 na Fipe, entrega um conjunto formado por motor aspirado de até 116 cv, câmbio CVT, direção elétrica, câmera de ré, piloto automático, quatro airbags, rodas de 16 polegadas e banco traseiro modular.
Seu maior argumento racional aparece na combinação entre dimensões e consumo. São apenas 4 metros de comprimento, porta-malas de 363 litros e consumo oficial de 11,7 km/l na cidade e 12,4 km/l na estrada com gasolina.
Para utilização majoritariamente urbana, trata-se de um conjunto que continua competitivo mesmo vários anos depois de sair das concessionárias.
Existem contrapartidas importantes, sobretudo a ausência de controles de tração e estabilidade na linha 2018 e o nível de tecnologia inferior ao encontrado em SUVs atuais. Por outro lado, o comprador também encontra uma configuração mecânica tradicional, sem turbocompressor, com motor 1.5 e transmissão CVT.
É justamente esse equilíbrio que mantém o WR-V relevante entre os usados. Por cerca de R$ 78 mil, ele entrega consumo rodoviário de até 12,4 km/l, cabine versátil, tamanho amigável para a cidade e mecânica aspirada, posicionando-se como alternativa para quem procura um SUV compacto automático sem entrar na faixa de preços dos modelos novos atuais.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

