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Esqueça a Fiat Toro: nova picape da BYD produzida no Brasil terá autonomia para viajar de São Paulo a Brasília, motor híbrido plug-in flex, +219 cv, 100 km elétricos, tração 4×2, 5,08 m produção em antiga casa da Ford e preço sub-R$ 200 mil

Esqueça a Fiat Toro: nova picape da BYD produzida no Brasil terá autonomia para viajar de São Paulo a Brasília, motor híbrido plug-in flex, +219 cv, 100 km elétricos, tração 4×2, 5,08 m produção em antiga casa da Ford e preço sub-R$ 200 mil

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Esqueça a Fiat Toro: nova picape da BYD produzida no Brasil terá autonomia para viajar de São Paulo a Brasília, motor híbrido plug-in flex, +219 cv, 100 km elétricos, tração 4×2, 5,08 m produção em antiga casa da Ford e preço sub-R$ 200 mil

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 16/09/2026 às 23:03

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Projeto desenvolvido pela engenharia brasileira terá versões GL e GS com a mesma motorização e bateria, produção inicial de 3 mil unidades mensais em Camaçari e estreia prevista até novembro; potência final, capacidade da bateria e preços oficiais ainda não foram divulgados.

A BYD prepara para o mercado brasileiro uma picape intermediária híbrida plug-in flex com potência combinada superior a 219 cv e autonomia estimada acima de 1.000 km. Batizada de Mako, ela terá produção em Camaçari, na Bahia, e lançamento previsto até novembro.

As principais especificações foram reveladas pelo Jornal do Carro, do Estadão, que teve acesso a um protótipo no circuito Raceville, em Brotas, no interior de São Paulo. A publicação informa que a Mako é o primeiro projeto da fabricante desenvolvido pela engenharia brasileira.

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A caminhonete também será o primeiro automóvel ou comercial leve da BYD desenvolvido fora da China. O modelo foi projetado para o mercado brasileiro e entrará no segmento em que a Fiat Toro concentra há anos parte relevante das vendas de picapes intermediárias.

Mais de 219 cv e cerca de 100 km no modo elétrico

O conjunto mecânico será híbrido plug-in flex, com motor a combustão e propulsão elétrica. A BYD ainda não revelou a potência definitiva, mas confirmou ao Estadão que a entrega combinada ficará acima dos 219 cv do Song Pro flex.

BYD prepara picape híbrida plug-in flex no Brasil, com até 100 km elétricos, mais de 219 cv e produção na antiga fábrica da Ford do país.

As versões GL e GS compartilharão motorização e bateria, cuja capacidade permanece sob sigilo. A diferença estará principalmente no pacote de equipamentos e no público atendido: a GL será destinada às vendas diretas, enquanto a GS ficará voltada ao consumidor final.

A fabricante estima autonomia combinada superior a 1.000 km e aproximadamente 100 km de rodagem apenas com eletricidade em condições reais de uso. O alcance elétrico ainda não passou pela homologação do Inmetro e, portanto, não deve ser tratado como número oficial.

A estimativa combinada corresponde à ordem de distância de uma viagem rodoviária entre São Paulo e Brasília, mas não representa garantia de completar qualquer trajeto entre as capitais sem parada. Velocidade, relevo, carga, climatização e condições de condução interferem diretamente no consumo.

Como referência, o Song Pro GS flex equipado com bateria de 18,3 kWh entrega 72 km de alcance elétrico homologado pelo Inmetro, conforme a comparação publicada pelo Jornal do Carro. A Mako terá configuração própria e precisará passar pelo mesmo processo antes de ter seu número oficial definido.

A BYD informa que seu sistema híbrido plug-in flex foi desenvolvido para o Brasil em trabalho conjunto de engenheiros brasileiros e chineses. A tecnologia combina motor 1.5 flex com a arquitetura híbrida DM-i utilizada pela fabricante.

Tração 4×2 e dimensões superiores às da Toro

BYD prepara picape híbrida plug-in flex no Brasil, com até 100 km elétricos, mais de 219 cv e produção na antiga fábrica da Ford do país.

Na estreia, as versões GL e GS terão tração 4×2. Um conjunto com tração integral poderá aparecer em uma etapa posterior, enquanto a primeira gama ficará sem alternativa equivalente às configurações 4×4 disponíveis entre as versões da Fiat Toro.

A Mako mede 5,08 metros de comprimento, 2,94 m de entre-eixos, 1,91 m de largura e 1,79 m de altura sem o rack. O comprimento ainda poderá sofrer pequenas alterações decorrentes dos ajustes finais de carroceria.

Na comparação apresentada pelo Estadão, a Toro tem 4,94 m de comprimento, 2,99 m de entre-eixos, 1,84 m de largura e 1,67 m de altura. As duas adotam construção monobloco, solução diferente da estrutura sobre chassi tradicional de muitas picapes médias.

A suspensão da Mako será independente nas quatro rodas, com McPherson na dianteira e multilink na traseira. Durante o teste do protótipo, o Jornal do Carro relatou comportamento voltado ao conforto tanto no circuito pavimentado quanto no trecho de terra disponível para avaliação.

A publicação ressaltou, porém, que ainda falta observar a suspensão com carga na caçamba, condição importante para avaliar o uso da caminhonete no trabalho. Com o compartimento vazio, a traseira apresentou algumas movimentações sobre irregularidades.

Os freios tiveram resposta considerada mais consistente no teste realizado em Brotas do que em contatos anteriores com o protótipo. O relato também registrou bom isolamento acústico e contenção de vibrações para um veículo que ainda estava em fase de desenvolvimento.

Produção de 3 mil unidades e preço ainda sem tabela oficial

BYD prepara picape híbrida plug-in flex no Brasil, com até 100 km elétricos, mais de 219 cv e produção na antiga fábrica da Ford do país.

A BYD planeja iniciar a fabricação com 3 mil unidades da Mako por mês em Camaçari. Nem toda a produção ficará no mercado brasileiro, porque a picape também está prevista para México e Argentina dentro dos planos de exportação do complexo baiano.

No Brasil, a intenção informada ao Jornal do Carro é disputar a faixa de preços ocupada pela Fiat Toro. A referência citada pela publicação vai de R$ 167.490 na Endurance Turbo 270 Flex a R$ 238.490 na Ranch Turbodiesel 4×4.

Esse posicionamento sustenta a expectativa de uma Mako de entrada abaixo de R$ 200 mil, mas a fabricante ainda não confirmou os valores das versões GL e GS. O preço sub-R$ 200 mil permanece, portanto, como sinalização para a gama inicial, e não como tabela oficial já divulgada.

A produção está prevista para começar em outubro, antes do lançamento comercial programado até novembro. A apresentação definitiva deverá esclarecer os dados que permanecem em aberto, entre eles potência final, capacidade da bateria, autonomia homologada e preços das duas versões.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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