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Esqueça BYD no Brasil: ‘primo no Onix’, novo carro da Chevrolet promete autonomia para quase ir de São Paulo a Curitiba com motor de 88 cv, até 403 km por carga e produção brasileira em estudo

Esqueça BYD no Brasil: ‘primo no Onix’, novo carro da Chevrolet promete autonomia para quase ir de São Paulo a Curitiba com motor de 88 cv, até 403 km por carga e produção brasileira em estudo

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Esqueça BYD no Brasil: ‘primo no Onix’, novo carro da Chevrolet promete autonomia para quase ir de São Paulo a Curitiba com motor de 88 cv, até 403 km por carga e produção brasileira em estudo

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 01/09/2026 às 06:43

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Chevrolet estuda hatch elétrico para o Brasil, com até 403 km de autonomia e produção nacional em análise para enfrentar BYD e Geely.

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General Motors confirmou que avalia um hatch compacto elétrico inédito para a América do Sul e considera fabricá-lo no Brasil. O projeto é associado ao Wuling Bingo Pro, vendido na China com motor de 88 cv e versões que chegam a 403 km de autonomia pelo ciclo CLTC.

A General Motors avançou nos planos para ampliar a linha de elétricos da Chevrolet na América do Sul ao confirmar que estuda um novo hatch compacto para a região. A possibilidade de produção no Brasil também entrou oficialmente na avaliação da fabricante.

Thomas Owsianski, presidente e diretor-geral da GM América do Sul, informou que a companhia assinou na China um protocolo de intenções com a SAIC-GM-Wuling (SGMW), joint venture formada pela SAIC Motor, General Motors e Guangxi Automobile Group.

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“Entre os projetos em avaliação está um hatch compacto inédito da Chevrolet, que pode ampliar nossa linha de veículos elétricos na América do Sul. A produção no Brasil também está entre as possibilidades em análise”, escreveu Owsianski em publicação no LinkedIn.

A declaração muda o estágio do projeto porque, até então, a possibilidade de um compacto elétrico derivado de um modelo da SGMW vinha sendo tratada apenas como informação de bastidores. A GM, contudo, ainda não confirmou oficialmente qual produto chinês servirá de base para o futuro Chevrolet.

O modelo associado ao projeto é o Wuling Bingo Pro, hatch desenvolvido para o mercado chinês e apontado anteriormente como candidato a uma adaptação voltada a países emergentes, entre eles Brasil e México.

Bingo Pro tem motor de 88 cv e autonomia de até 403 km

Chevrolet estuda hatch elétrico para o Brasil, com até 403 km de autonomia e produção nacional em análise para enfrentar BYD e Geely.

O Bingo Pro mede cerca de 4,05 metros de comprimento, 1,75 m de largura e 1,58 m de altura, com 2,56 m de entre-eixos. As dimensões colocam o hatch acima dos elétricos urbanos menores e em uma faixa próxima à de concorrentes como Geely EX2 e GAC Aion UT.

Na China, o modelo utiliza motor elétrico dianteiro de 65 kW, equivalentes a aproximadamente 88 cv, com tração dianteira. As versões disponíveis diferem principalmente pela capacidade da bateria e pela autonomia homologada.

A ficha do Wuling Bingo Pro no mercado chinês registra configurações com alcance declarado de 330 km e até 403 km por carga no ciclo CLTC, padrão de testes utilizado na China.

Esse alcance permite comparar a distância homologada com trajetos rodoviários longos, como o percurso entre São Paulo e Curitiba, mas não significa que o veículo necessariamente completaria a viagem nas mesmas condições. Velocidade, temperatura, uso do ar-condicionado, relevo e padrão de homologação interferem no consumo real.

Também não é possível transportar automaticamente esses números para uma eventual versão brasileira. Caso o projeto seja aprovado, a configuração destinada ao país ainda poderá receber mudanças de bateria, equipamentos ou calibração e precisará passar pelos procedimentos de homologação aplicáveis ao mercado nacional.

Nome Joy aparece entre as possibilidades

Outro ponto ainda sem definição é o nome do futuro Chevrolet. Informações publicadas anteriormente no Brasil chegaram a relacionar o projeto ao possível retorno da denominação Celta, enquanto o GM Authority apontou Joy como outra possibilidade considerada para o hatch elétrico.

Chevrolet estuda hatch elétrico para o Brasil, com até 403 km de autonomia e produção nacional em análise para enfrentar BYD e Geely.

O nome Joy já fez parte da gama brasileira da Chevrolet. A fabricante utilizou a denominação nas versões mais acessíveis da primeira geração do Onix depois que a segunda geração assumiu o nome principal da linha.

Se a escolha for confirmada, o Joy retornará com proposta completamente diferente daquela conhecida no mercado brasileiro: deixaria de identificar um compacto de entrada a combustão para passar a nomear um modelo 100% elétrico derivado de um projeto chinês.

Por enquanto, nenhuma das duas denominações foi oficializada. A General Motors também não confirmou que o Bingo Pro será efetivamente o produto escolhido dentro da parceria com a SGMW, mantendo tanto o nome quanto a configuração final entre os pontos ainda em estudo.

Estratégia chinesa já aparece em outros Chevrolet

A utilização de projetos desenvolvidos na China já faz parte da estratégia recente da Chevrolet para ampliar sua oferta de veículos eletrificados na América do Sul. A parceria permite à GM adaptar produtos existentes para outros mercados em vez de desenvolver cada modelo regional desde o início.

No Brasil, o Spark EUV deriva do Baojun Yep Plus, enquanto o Captiva EV tem origem no Wuling Starlight S. Os modelos estão ligados à expansão da produção de eletrificados na Planta Automotiva do Ceará (PACE), instalada em Horizonte.

Chevrolet estuda hatch elétrico para o Brasil, com até 403 km de autonomia e produção nacional em análise para enfrentar BYD e Geely.

A GM também confirmou que o Captiva PHEV será montado no país ainda em 2026. O modelo deverá se tornar o primeiro híbrido plug-in da Chevrolet produzido no Brasil e ampliar a utilização da fábrica cearense para veículos derivados de projetos chineses.

Esse histórico coloca a unidade do Ceará entre as possibilidades para o novo hatch compacto, mas Owsianski não indicou qual fábrica receberia o projeto caso a produção nacional seja aprovada. Até agora, a informação oficial é apenas que fabricar o modelo no Brasil está entre as alternativas analisadas.

A escolha de um hatch elétrico compacto também colocaria a Chevrolet em uma faixa disputada por modelos como BYD Dolphin Mini e Geely EX2, além de outros produtos chineses em processo de chegada ou expansão no mercado nacional.

O próximo passo dependerá da conclusão dos estudos da GM com a SGMW. A fabricante ainda precisa definir qual produto dará origem ao Chevrolet, qual será seu nome comercial e se a montagem brasileira fará parte do projeto definitivo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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