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Essa plantação de eucalipto é tão colossal que supera nove cidades de São Paulo juntas: Suzano mantém cerca de 1,47 milhão de hectares destinados às árvores e planta centenas de milhões de mudas por ano

Essa plantação de eucalipto é tão colossal que supera nove cidades de São Paulo juntas: Suzano mantém cerca de 1,47 milhão de hectares destinados às árvores e planta centenas de milhões de mudas por ano

8 min de leitura

Essa plantação de eucalipto é tão colossal que supera nove cidades de São Paulo juntas: Suzano mantém cerca de 1,47 milhão de hectares destinados às árvores e planta centenas de milhões de mudas por ano

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 02/09/2026 às 11:24

Atualizado em 02/09/2026 às 11:25

Indústria

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Base de eucalipto da Suzano chega a 1,47 milhão de hectares, supera nove cidades de São Paulo e exige mais de 300 milhões de mudas por ano.

Uma área destinada ao plantio de eucalipto de aproximadamente 1,47 milhão de hectares, ou 14,7 mil km², é grande o bastante para comportar mais de nove territórios do município de São Paulo, cuja extensão oficial é de 1.522,683 km². Essa é a dimensão de base florestal apresentada pela Suzano em sua Central de Sustentabilidade para áreas destinadas ao eucalipto. Não se trata de uma única plantação contínua cercada por uma mesma divisa, mas de um gigantesco conjunto de áreas florestais distribuídas pelas regiões onde a companhia mantém suas operações.

A escala fica ainda mais difícil de imaginar quando a operação é medida não apenas em hectares, mas em árvores. Em setembro de 2025, a própria Suzano informou que trabalha com 30 viveiros espalhados por dez estados, responsáveis pelo fornecimento de mais de 300 milhões de mudas de eucalipto por ano, dentro de uma operação que enfrenta o desafio de colocar aproximadamente 1,2 milhão de mudas no campo por dia.

A companhia também informou naquele momento possuir 1,7 milhão de hectares de áreas destinadas a fins industriais e conservar cerca de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, mostrando que sua base territorial total vai muito além do número utilizado exclusivamente para visualizar a escala do eucalipto.

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Os 1,47 milhão de hectares equivalem a 14,7 mil quilômetros quadrados

O hectare é uma medida muito utilizada no campo, mas pouco intuitiva para quem vive nas cidades.

Um hectare possui 10 mil metros quadrados. Assim, 1,47 milhão de hectares correspondem a aproximadamente 14.700 km².

Para efeito de comparação, o IBGE informa que o município de São Paulo possui atualmente 1.522,683 km² de área territorial.

plantação de eucalipto

Dividindo os dois números, a base de 1,47 milhão de hectares destinada ao plantio de eucalipto equivale a aproximadamente 9,65 vezes o território inteiro da capital paulista.

Ou seja, seria possível colocar nove municípios de São Paulo inteiros dentro dessa área e ainda sobraria território.

É justamente essa comparação que permite visualizar algo que o número de hectares sozinho dificilmente transmite.

São Paulo caberia nove vezes e ainda sobraria espaço

A capital paulista reúne bairros, avenidas, rios, parques, aeroportos, indústrias e uma população estimada pelo IBGE em quase 11,9 milhões de pessoas em 2025.

Todo esse território ocupa pouco mais de 1,5 mil km². Agora imagine repetir a extensão geográfica da cidade nove vezes.

Mesmo assim, o resultado ainda ficaria abaixo dos 14,7 mil km² associados aos 1,47 milhão de hectares de áreas destinadas ao eucalipto informados pela Suzano.

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A comparação não significa que a empresa tenha transformado uma área equivalente a nove metrópoles em um único campo homogêneo.

As plantações são espalhadas por diferentes estados e intercaladas com estradas, estruturas operacionais e áreas de vegetação preservada. Mas, em escala territorial, o tamanho continua colossal.

Mais de 300 milhões de mudas precisam ser produzidas todos os anos

Manter uma base florestal dessa magnitude exige uma cadeia que começa muito antes da árvore adulta. Antes de existir uma floresta de eucalipto, é preciso produzir as mudas.

Em setembro de 2025, a Suzano informou trabalhar em parceria com 30 viveiros distribuídos por dez estados brasileiros.

Essas estruturas fornecem mais de 300 milhões de mudas por ano para atender às operações da companhia. É um número tão grande que deixa de parecer uma atividade de plantio convencional.

Se fossem distribuídas uniformemente pelos 365 dias de um ano, 300 milhões de mudas representariam uma média superior a 820 mil unidades por dia.

A própria Suzano, porém, apresenta um desafio operacional ainda maior em determinados períodos: plantar cerca de 1,2 milhão de mudas de eucalipto por dia.

Plantar 1,2 milhão de árvores por dia exige uma operação quase industrial

Colocar mais de um milhão de mudas no campo diariamente não depende apenas de trabalhadores carregando pequenas árvores.

A Suzano descreve uma silvicultura altamente mecanizada. Antes do plantio, podem ocorrer atividades como limpeza da área, preparação mecanizada do solo e fertilização. Depois vêm o plantio, irrigação e eventual replantio.

plantação de eucalipto

A manutenção continua durante os anos seguintes. São realizadas atividades de controle de vegetação concorrente, fertilização, combate a formigas cortadeiras, prevenção de incêndios e manejo de pragas e doenças.

Portanto, o número de mudas plantadas representa apenas o começo de um ciclo que continua por vários anos.

Eucalipto pode permanecer entre cinco e sete anos antes da colheita

Ao contrário das culturas agrícolas anuais, uma floresta comercial não é plantada e colhida poucos meses depois.

Segundo a própria Suzano, o período de manutenção do eucalipto se estende até a colheita, que normalmente ocorre entre cinco e sete anos.

Durante todo esse tempo, árvores em diferentes idades coexistem dentro da base florestal. Enquanto uma área está sendo preparada para receber novas mudas, outra possui árvores jovens.

Mais adiante, existem talhões em desenvolvimento e outros já próximos do ponto de corte. Isso ajuda a entender por que a operação precisa funcionar continuamente.

Não existe apenas uma grande safra anual na qual todas as árvores são derrubadas e depois replantadas ao mesmo tempo.

A base funciona como um mosaico gigantesco de diferentes fases produtivas.

Plantações não formam uma única floresta contínua de 14,7 mil km²

Os 1,47 milhão de hectares não correspondem a uma única propriedade ou a um único bloco contínuo de eucalipto.

A Suzano possui operações florestais em diferentes regiões brasileiras. A própria companhia descreve suas unidades como inseridas em mosaicos que combinam florestas plantadas e áreas de vegetação nativa.

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Portanto, quando se diz que a plantação supera nove cidades de São Paulo, a comparação é da soma das áreas destinadas ao cultivo, não de uma fazenda individual.

Isso não reduz a escala.

Pelo contrário, revela outro desafio: administrar uma operação gigantesca dividida por diferentes estados, climas, solos e distâncias até as unidades industriais.

Suzano informou 1,7 milhão de hectares destinados a fins industriais em 2025

Os números da base territorial também mudam conforme o ano e o critério utilizado. A Central de Sustentabilidade da empresa apresenta 1,47 milhão de hectares de áreas destinadas ao plantio de eucalipto.

Já em comunicação publicada em setembro de 2025, a companhia informou possuir 1,7 milhão de hectares de áreas destinadas para fins industriais.

Os conceitos não devem ser tratados automaticamente como sinônimos.

O número de 1,47 milhão de hectares é específico para a base apresentada como destinada ao plantio de eucalipto, enquanto os 1,7 milhão correspondem à classificação mais recente divulgada como áreas destinadas a fins industriais.

Por isso, o valor de 1,47 milhão de hectares é o apropriado para a comparação específica feita no título.

Além das plantações, empresa conserva cerca de 1,1 milhão de hectares

A escala territorial não termina nos eucaliptos. Em setembro de 2025, a Suzano informou conservar aproximadamente 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, área que representava cerca de 40% de sua base total naquele levantamento.

São aproximadamente 11 mil km².

Esse território preservado, isoladamente, equivale a mais de sete vezes a área do município de São Paulo. A empresa afirma que suas áreas produtivas são organizadas em mosaicos com áreas naturais e declara compromisso de desmatamento zero em suas operações.

A Central de Sustentabilidade informa ainda que a implantação de novas florestas comerciais ocorre somente em áreas sem cobertura florestal nativa.

Eucalipto não vira apenas papel

Para o público urbano, eucalipto costuma ser imediatamente associado a papel.

A madeira é matéria-prima para produção de celulose, que posteriormente pode ser transformada em diferentes tipos de papel, embalagens, produtos de higiene e outros materiais derivados de fibras.

A própria Suzano se apresenta como a maior produtora mundial de celulose e como uma companhia que desenvolve bioprodutos a partir do eucalipto.

Isso ajuda a explicar a dimensão da base florestal.

Grandes fábricas de celulose consomem enormes volumes de madeira de maneira contínua, o que exige planejamento de longo prazo para garantir que existam árvores prontas para corte ano após ano.

Só Mato Grosso do Sul já mostra o tamanho regional da operação

A dimensão nacional pode parecer abstrata, mas alguns estados ajudam a materializá-la. A Suzano informou possuir, em Mato Grosso do Sul, 599,9 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto em comunicação sobre prevenção de incêndios.

São aproximadamente 5.999 km² apenas nesse recorte divulgado pela empresa. Isso equivale a quase quatro municípios de São Paulo em extensão territorial.

Em outra região, envolvendo Maranhão, Pará e Tocantins, a companhia informa 247 mil hectares de áreas de plantação de eucalipto, além de áreas de preservação e terrenos destinados a expansões futuras.

A escala nacional surge justamente da soma de operações regionais gigantes.

30 viveiros funcionam como a porta de entrada dessa floresta colossal

Por trás de milhões de árvores adultas estão instalações muito menores fisicamente, mas fundamentais para o sistema. Os viveiros são responsáveis por fornecer as mudas.

Em 2025, eram 30 unidades parceiras espalhadas por dez estados, segundo a companhia. É nelas que começa o ciclo de centenas de milhões de árvores que depois irão para o campo.

A produção precisa acompanhar a velocidade do plantio e entregar mudas com características adequadas às condições específicas de cada região.

Se o fluxo de mudas parar, todo o restante da cadeia futura também é afetado. Em uma operação florestal, aquilo que falta hoje pode virar ausência de madeira industrial daqui a vários anos.

Uma área maior que nove São Paulos começa com uma muda pequena

O aspecto mais surpreendente da operação talvez seja justamente o contraste de escala. Tudo começa com uma muda que pode ser carregada com uma mão. Depois ela é transportada ao campo, plantada, irrigada e acompanhada durante anos.

Esse processo é repetido centenas de milhões de vezes. O resultado, quando todas as áreas são somadas, chega aos 1,47 milhão de hectares destinados ao plantio de eucalipto apresentados pela Suzano.

São aproximadamente 14,7 mil km². O município de São Paulo tem 1.522,683 km².

Por isso, a comparação parece exagerada até que os números sejam colocados lado a lado: a área destinada ao eucalipto supera nove cidades de São Paulo inteiras somadas.

E manter essa gigantesca máquina florestal funcionando exige algo igualmente fora da escala cotidiana: mais de 300 milhões de novas mudas fornecidas por ano e operações capazes de colocar cerca de 1,2 milhão delas no campo em um único dia.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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