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Estados Unidos soltam mais de 10 mil rãs em áreas montanhosas da Califórnia para tentar recuperar espécie ameaçada de extinção

Estados Unidos soltam mais de 10 mil rãs em áreas montanhosas da Califórnia para tentar recuperar espécie ameaçada de extinção

4 min de leitura

Estados Unidos soltam mais de 10 mil rãs em áreas montanhosas da Califórnia para tentar recuperar espécie ameaçada de extinção

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 02/09/2026 às 00:21

Atualizado em 02/09/2026 às 00:22

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Mais de 10 mil rãs foram reintroduzidas em áreas montanhosas da Califórnia, nos Estados Unidos, em um esforço para recuperar uma espécie ameaçada de extinção. Imagem meramente ilustrativa gerada por IA.

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Mais de 10 mil rãs foram reintroduzidas em áreas montanhosas da Califórnia, nos Estados Unidos, em um esforço para recuperar uma espécie ameaçada de extinção.

Mais de 10 mil rãs criadas em um programa de conservação foram devolvidas a regiões montanhosas da Califórnia, nos Estados Unidos, em uma tentativa de reconstruir populações que praticamente desapareceram de parte de seu território original. Somente em 2026, mais de 3 mil animais, entre exemplares desenvolvidos e girinos, foram levados às montanhas de San Bernardino e San Jacinto.

A iniciativa é conduzida pela San Diego Zoo Wildlife Alliance e concentra esforços na Rana muscosa, conhecida como rã-de-pernas-amarelas-do-sul. O trabalho realizado nos Estados Unidos não termina no momento da soltura: as equipes continuam acompanhando os animais para descobrir se conseguem sobreviver, manter-se saudáveis e formar novas populações.

Rãs desapareceram de 92% da área onde viviam

O contraste com o passado ajuda a dimensionar a redução sofrida por esses anfíbios. As rãs de pernas amarelas chegaram a ser extremamente comuns em ambientes montanhosos da região, mas atualmente estão ausentes de 92% de sua distribuição histórica.

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Tali Hammond, pesquisadora de ecologia da recuperação da San Diego Zoo Wildlife Alliance, contou à Popular Science que existem relatos de épocas em que havia tantos animais próximos aos lagos que podia ser difícil caminhar pelas margens sem pisar em um deles.

A mudança não é recente. As populações vêm diminuindo desde o fim da década de 1960 e o início dos anos 1970, segundo Hammond, em um processo de perda que os projetos atuais tentam interromper nos Estados Unidos.

Menos de 200 adultos podem permanecer na natureza

O nome rã-de-pernas-amarelas-das-montanhas é aplicado a duas espécies. Uma delas é a Rana muscosa, alvo das solturas citadas; a outra é a Rana sierrae, conhecida como rã-de-pernas-amarelas-da-Sierra Nevada.

As duas aparecem como ameaçadas de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Para a Rana muscosa, a situação é especialmente delicada: especialistas estimam que restem menos de 200 indivíduos adultos em habitats naturais.

Entre os fatores associados ao declínio das rãs estão doenças, incêndios florestais, períodos de seca e a presença de predadores introduzidos. A combinação dessas pressões ajuda a explicar por que apenas aumentar o número de animais não é suficiente para garantir a recuperação da espécie.

Mais de 10 mil rãs foram reintroduzidas em áreas montanhosas da Califórnia, nos Estados Unidos, em um esforço para recuperar uma espécie ameaçada de extinção. Imagem meramente ilustrativa gerada por IA.

Soltura no Bluff Lake foi acompanhada por conservacionistas

Um dos pontos escolhidos em 2026 foi o Bluff Lake, localizado na região de Big Bear. Ali, integrantes das equipes entraram na água e transportaram os animais em recipientes transparentes até o momento de devolvê-los ao ambiente.

Durante a liberação, os profissionais estimularam delicadamente as rãs a sair dos recipientes. O procedimento faz parte de uma estratégia que busca recolocar indivíduos em áreas pertencentes à distribuição histórica da espécie nos Estados Unidos.

Depois disso, começa outra etapa. A San Diego Zoo Wildlife Alliance informou à Popular Science que os exemplares continuam sendo monitorados para avaliar a sobrevivência, as condições de saúde e a capacidade de se estabelecer no novo habitat.

Programa começou como resgate e passou a cuidar também da genética

A recuperação das rãs não depende apenas das solturas realizadas a cada temporada. As equipes trabalham há cerca de duas décadas em diferentes frentes para evitar que populações extremamente pequenas percam ainda mais a capacidade de se recuperar.

O programa inclui reprodução sob cuidados humanos, acompanhamento da diversidade genética, controle de doenças e pesquisas voltadas tanto à reprodução quanto às técnicas de reintrodução. A proposta é aumentar o número de animais sem deixar de considerar a qualidade das populações formadas.

Essa mudança ampliou um trabalho que inicialmente funcionava como uma operação de resgate. Nos Estados Unidos, o esforço passou a buscar condições para que as rãs não apenas retornem às montanhas, mas também consigam permanecer nelas ao longo do tempo.

Mais de 10 mil rãs foram reintroduzidas em áreas montanhosas da Califórnia, nos Estados Unidos, em um esforço para recuperar uma espécie ameaçada de extinção. Imagem meramente ilustrativa gerada por IA.

Mais de 10 mil animais já voltaram para áreas montanhosas

O número acumulado de reintroduções ultrapassou 10 mil indivíduos, enquanto 2026 acrescentou mais de 3 mil rãs e girinos ao esforço desenvolvido nas montanhas de San Bernardino e San Jacinto.

Por isso, cada soltura funciona também como um teste para avaliar quais condições favorecem a recuperação das rãs e em quais locais os animais conseguem formar populações mais estáveis.

O trabalho desenvolvido nos Estados Unidos tenta transformar essas liberações sucessivas em algo maior do que reposições temporárias. A meta é reconstruir populações capazes de sobreviver na natureza e, gradualmente, devolver esses anfíbios aos ambientes onde um dia foram abundantes.

Fonte

Revista Galileu


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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