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Estradas sobre as barragens de duas hidrelétricas têm interdição a partir de segunda (28): Aimorés, de 330 MW, fica em meia pista das 7h às 17h até sexta (2), e Funil, de 180 MW, fecha por 9 horas em 28/09 e 02/10
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 27/09/2026 às 20:51
Atualizado em 27/09/2026 às 20:52
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A Aliança Energia avisou que a travessia pela barragem da UHE Aimorés, entre Baixo Guandu (ES) e cidades de Minas, terá meia pista por cinco dias, e que a via sobre a UHE Funil, entre Lavras e Perdões (MG), fecha em dois; veja horários, desvios e as contas.
A passagem pela barragem da usina de Aimorés, que liga Baixo Guandu (ES) a Minas, fica em meia pista das 7h às 17h de segunda (28) a sexta (2), e a via de Funil fecha em dois desses dias.
Os dois avisos saíram em 25 de setembro no site da Aliança Energia, a empresa que opera as duas hidrelétricas: a nota sobre Aimorés e o aviso sobre Funil.
Segundo as duas notas, os bloqueios servem para serviços programados nas usinas: modernização de equipamentos em Aimorés, manutenção e testes de rotina em Funil.
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Para quem mora perto, a mudança é concreta. Nas duas usinas, a própria barragem funciona como estrada, e o motorista que atravessa por ali vai encontrar pista reduzida, espera ou desvio, conforme os avisos.
O que muda na segunda-feira (28) nas duas barragens
Em Aimorés, segundo a empresa, a passagem de veículos pela barragem opera em meia pista das 7h às 17h, de segunda (28) até sexta-feira (2). A pista não fecha: o trânsito segue por uma faixa só.
Em Funil, a regra é mais dura. Conforme a nota, a via sobre a barragem fica interditada das 8h às 17h, só nos dias 28 de setembro e 2 de outubro, com o tráfego de veículos suspenso nesses horários.
Ambos os bloqueios começam na mesma segunda e terminam na mesma sexta. No meio da semana, de terça (29) a quinta (1º), só Aimorés tem restrição anunciada, segundo os avisos.
Por que uma estrada passa por cima de uma hidrelétrica
A barragem é o paredão que segura o rio e forma o reservatório. Em várias usinas, o alto dessa estrutura recebe uma pista, e a travessia vira caminho de quem vive dos dois lados do rio.
É o caso das duas usinas. Em Aimorés, a Aliança Energia descreve o trecho como ligação entre Baixo Guandu, no Espírito Santo, e os municípios mineiros de Aimorés, Itueta e Resplendor.
Sobre Funil, a nota informa que a usina está numa região de circulação entre municípios e que a via é “utilizada como rota por moradores e demais condutores” da área.
Aimorés: meia pista das 7h às 17h até sexta (2)
A restrição em Aimorés dura cinco dias úteis seguidos, de segunda a sexta, segundo a nota. Em cada dia, a janela vai das 7h às 17h, ou seja, 10 horas de pista reduzida por dia.
A conta da semana é simples: 5 dias vezes 10 horas dá 50 horas de meia pista, no máximo, pelo horário anunciado pela empresa.
O número pode ser menor. A Aliança Energia afirma que pode haver “liberação antecipada da passagem, caso as atividades sejam concluídas antes das 17h”.
Como funciona o PARE e SIGA na barragem de Aimorés
Conforme o andamento dos trabalhos, informa a empresa, o tráfego pode ser organizado pelo sistema PARE e SIGA. É o método em que um sentido anda enquanto o outro espera, e depois a ordem se inverte.
Na prática, o motorista pode chegar à barragem e ter de aguardar a vez. Por isso a Aliança Energia recomenda que os motoristas programem os trajetos com antecedência e considerem um tempo adicional de viagem.
A orientação da nota vale “especialmente nos horários de maior movimento”. Quem tem horário fixo de trabalho ou escola sente mais a espera.
O serviço no vertedouro de Aimorés
A meia pista é necessária, diz a operadora, para a continuidade das atividades de modernização dos equipamentos do vertedouro. A palavra “continuidade” mostra que o trabalho já estava em curso.
O vertedouro é a estrutura por onde passa a água que o reservatório não usa para gerar energia. É a mesma peça que aparece nas notícias de abertura de vertedouro em grandes usinas brasileiras.
A empresa diz que a intervenção integra o cronograma de modernização da usina. Ou seja, segundo a própria operadora, é etapa prevista da modernização de usinas hidrelétricas que ela conduz em Aimorés.
O texto também afirma que os serviços serão feitos de forma a garantir a segurança das equipes envolvidas e dos usuários da via. Durante os serviços, uma faixa segue liberada para os veículos.
Quem usa a travessia de Aimorés
Segundo a Aliança Energia, a barragem serve de ligação entre Baixo Guandu (ES) e três municípios de Minas Gerais: Aimorés, Itueta e Resplendor. São quatro cidades de dois estados no mesmo trecho.
A usina de Aimorés está na Bacia do Rio Doce e abrange exatamente esses quatro municípios, informa a empresa. Quem cruza a barragem atravessa a própria área da usina.
A empresa afirma que a intervenção afetará temporariamente o fluxo de veículos que usam o trecho. Para quem faz esse caminho para trabalhar ou estudar, a semana pede planejamento.
Os desvios de Aimorés: estrada do Baixio e estrada vicinal de Resplendor
A Aliança Energia indica duas opções de desvio: a estrada do Baixio e a estrada vicinal de Resplendor. São as rotas citadas na nota.
O aviso traz dois mapas de rota. Num deles, o trajeto passa por Santo Antônio do Rio Doce e aparece com 29,3 km e cerca de 48 minutos, segundo a estimativa de tempo impressa no mapa publicado pela empresa.
No outro mapa, conforme a imagem publicada pela empresa, o caminho liga a Pedra Lorena a Resplendor pela margem do Rio Doce, no município de Itueta, com 30 km e cerca de 48 minutos.
Como a travessia de Aimorés segue aberta em meia pista, conforme o aviso, o desvio é uma escolha, e não uma obrigação. Quem não quiser esperar no PARE e SIGA pode usar uma das duas estradas.
Funil: via fechada das 8h às 17h em 28/09 e 02/10
Na usina de Funil, a via que passa sobre a barragem será interditada temporariamente nos dias 28 de setembro e 2 de outubro, segundo a Aliança Energia. Em cada dia, o bloqueio vai das 8h às 17h.
A conta dá 9 horas por dia e 18 horas no total. Diferente de Aimorés, aqui não há meia pista: a nota diz que o tráfego de veículos pelo trecho “ficará suspenso”.
As duas datas caem numa segunda e numa sexta. A nota de Funil marca só essas duas datas, conforme o aviso publicado pela empresa.
Por que a usina de Funil para o trânsito
A medida é necessária, explica a Aliança Energia, para a realização de serviços de manutenção e testes de rotina operacional. A nota diz que eles foram programados “para o período que antecede as chuvas”.
O bloqueio total, explica a empresa, serve para garantir a segurança das equipes e permitir os procedimentos operacionais previstos.
A palavra que pesa é rotina. A nota fala em manutenção e testes programados, como parte da operação da usina, e não em reparo de emergência.
O desvio de Funil por Ribeirão Vermelho e Lavras
Nos horários de bloqueio, informa a empresa, quem precisar passar pelo trecho deve usar a rota via Ribeirão Vermelho e Lavras, conforme o sentido da viagem. É o desvio indicado pela Aliança Energia.
O mapa publicado com a nota mostra a Estrada Usina do Funil entre Perdões e Lavras, com o caminho alternativo contornando por Ribeirão Vermelho até Lavras.
A orientação da empresa é programar o deslocamento com essa rota até a liberação do tráfego no local. Pelo horário anunciado, quem passa antes das 8h ainda encontra a via aberta.
Quando o trânsito volta a passar em Funil
A previsão da Aliança Energia é que o tráfego seja restabelecido ao término dos trabalhos de cada dia. Não é uma interdição de dias corridos: segundo a nota, a via reabre no fim de cada jornada.
A liberação tem duas condições, segundo a nota: a conclusão dos serviços e a verificação das condições de segurança para a liberação da via. O horário de referência anunciado é 17h.
No caso de Aimorés, a nota prevê liberação antecipada se o serviço acabar antes. Em Funil, o aviso fala em reabrir depois da conferência de segurança, e o mais seguro é não contar com a via livre antes das 17h.
Aimorés e Funil lado a lado
A tabela, montada com os dados das duas notas, mostra a diferença principal. Aimorés restringe mais dias, mas deixa passar; Funil restringe menos dias, mas fecha durante o horário de trabalho.
Os desvios também são diferentes, segundo a empresa. Aimorés tem duas estradas indicadas; Funil tem uma rota, por Ribeirão Vermelho e Lavras.
510 MW com estrada interditada na mesma segunda
Somadas, as duas usinas têm 510 MW de capacidade instalada, segundo as notas: 330 MW em Aimorés e 180 MW em Funil. Aimorés responde por 64,7% desse total.
As próprias notas traduzem a potência em gente. Segundo a empresa, Aimorés é capaz de gerar energia suficiente para abastecer uma cidade com um milhão de habitantes; Funil tem potencial para atender uma cidade com cerca de 500 mil.
As duas comparações usam réguas parecidas: 330 MW para 1 milhão dá 0,33 kW por habitante, e 180 MW para 500 mil dá 0,36 kW. Somadas, as duas comparações da empresa chegam a cerca de 1,5 milhão de pessoas.
A nota de Aimorés afirma ainda que a usina tem “papel importante no Sistema Interligado Nacional (SIN)”, a rede que conecta as usinas do país.
Duas usinas inauguradas em 2002 e 2006
A UHE Funil foi inaugurada em 10 de dezembro de 2002, de acordo com a operadora.
A UHE Aimorés foi inaugurada em 5 de maio de 2006, informa a nota. Funil é a mais antiga, com cerca de três anos e cinco meses de vantagem.
Os serviços desta semana também são diferentes. Em Aimorés, a nota fala em modernizar equipamentos do vertedouro; em Funil, em manutenção e testes de rotina.
A agenda dia a dia, de segunda (28) a sexta (2)
Segunda (28): Aimorés em meia pista das 7h às 17h; Funil fechada das 8h às 17h, segundo as notas. É o dia de maior restrição, junto com a sexta.
Terça (29), quarta (30) e quinta (1º): só Aimorés tem restrição anunciada, em meia pista das 7h às 17h, conforme o aviso da empresa.
Sexta (2): repete a segunda. Aimorés em meia pista das 7h às 17h e Funil fechada das 8h às 17h. Nos dois dias de bloqueio duplo, a janela em comum vai das 8h às 17h.
Checklist para quem cruza as barragens nesta semana
Em Aimorés, saia mais cedo ou conte com espera no PARE e SIGA entre 7h e 17h. Se preferir não esperar, use a estrada do Baixio ou a estrada vicinal de Resplendor, as rotas indicadas na nota.
Na barragem de Funil, na segunda e na sexta, não conte com a travessia entre 8h e 17h. Planeje a viagem pela rota via Ribeirão Vermelho e Lavras, conforme o sentido, como orienta a empresa.
Nos dois lugares, some tempo à viagem nos horários de maior movimento, como pede a Aliança Energia. E acompanhe os avisos da empresa, que publicou as duas notas no próprio site.
O que muda para quem depende das duas travessias
A semana tem 50 horas de meia pista em Aimorés e 18 horas de via fechada em Funil, no máximo, pelos horários anunciados. Em Aimorés, esse número pode cair se o serviço terminar antes das 17h.
Depois das 17h, as duas travessias devem voltar a passar em cada dia, segundo as notas. Em Funil, a reabertura depende da conferência de segurança no fim de cada jornada.
Na sexta (2), termina o prazo das duas interdições anunciadas pela Aliança Energia para esta semana.
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UHE Aimorés
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

