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Estudante brasileira transforma quase 800 sacolas plásticas em um vestido de festa digno de passarela, cola cada peça à mão com ajuda da tia, desfila na escola no Pará e viraliza ao encerrar o ensino médio com uma criação que parece saída de um baile de gala

Estudante brasileira transforma quase 800 sacolas plásticas em um vestido de festa digno de passarela, cola cada peça à mão com ajuda da tia, desfila na escola no Pará e viraliza ao encerrar o ensino médio com uma criação que parece saída de um baile de gala

7 min de leitura

Estudante brasileira transforma quase 800 sacolas plásticas em um vestido de festa digno de passarela, cola cada peça à mão com ajuda da tia, desfila na escola no Pará e viraliza ao encerrar o ensino médio com uma criação que parece saída de um baile de gala

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 07/09/2026 às 07:42

Atualizado em 07/09/2026 às 07:43

Curiosidades

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vestido feito de sacolas plásticas durante um projeto de moda sustentável da escola, no Pará. – Foto: Reprodução/Instagram/@carolineyx__

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Evelyn Caroline transformou quase 800 sacolas plásticas em um vestido de festa para um projeto escolar no Pará e viralizou nas redes sociais.

O que deveria ser apenas mais um trabalho escolar de encerramento do ensino médio acabou transformando Evelyn Caroline, estudante do Pará, em protagonista de uma das criações estudantis mais chamativas que circularam pelas redes sociais em setembro de 2026. Desafiada a produzir uma roupa a partir de materiais que normalmente seriam descartados, ela escolheu sacolas plásticas e, com a ajuda da tia Nanda Santos, construiu um volumoso vestido de festa utilizando quase 800 unidades coladas manualmente, uma a uma, com cola quente. Segundo O Liberal, o registro do resultado acumulou milhares de visualizações depois de ser publicado nas redes sociais.

A peça nasceu para o projeto escolar “Do Lixo ao Luxo”, cuja proposta era justamente mostrar que materiais comuns poderiam ganhar uma nova utilidade antes do descarte. Mas Caroline e a tia foram muito além de uma montagem improvisada: criaram uma saia longa com múltiplas camadas, estruturaram a parte superior e trabalharam os detalhes para produzir uma silhueta semelhante à de um vestido de debutante. Quando a estudante apareceu diante dos colegas e começou a desfilar, o resultado chamou atenção dentro da escola e depois ultrapassou seus muros pelas redes sociais.

Um trabalho escolar virou um vestido de festa feito com quase 800 sacolas

A ideia começou com uma atividade aparentemente simples: transformar algo descartável em uma peça de vestuário.

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Caroline escolheu justamente as sacolas plásticas, material cotidiano normalmente associado a compras, transporte de produtos e descarte doméstico. A partir daí surgiu um desafio muito maior do que simplesmente prender algumas embalagens sobre uma roupa existente.

Segundo o Só Notícia Boa, foram utilizadas quase 800 sacolinhas para construir o figurino. Nanda explicou que as unidades foram fixadas individualmente e que todo o processo exigiu grande quantidade de cola quente e trabalho manual.

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O volume produzido pelas sucessivas camadas transformou um material extremamente leve em uma estrutura visual muito maior.

Vista à distância, a peça poderia facilmente ser confundida com um vestido de festa produzido com tecido convencional.

Nenhuma das quase 800 sacolas foi costurada

Um dos detalhes que mais impressiona está na técnica usada. Não houve costura.

De acordo com Nanda Santos, a montagem foi realizada com cola quente. As sacolas foram colocadas sucessivamente, camada após camada, até que a estrutura começasse a adquirir volume suficiente para criar a saia.

Esse processo exigia cuidado porque o material plástico é muito diferente de tecidos utilizados tradicionalmente em vestidos.

A disposição das peças precisava produzir volume sem transformar o figurino numa massa desorganizada de embalagens. Ao mesmo tempo, era necessário construir algo que Caroline pudesse vestir e utilizar durante o desfile.

O resultado foi uma saia longa, ampla e cheia de camadas, combinada a uma parte superior trabalhada para manter a identidade visual do modelo.

Tia e sobrinha já produziam artesanato juntas antes do desafio

A habilidade manual não apareceu repentinamente quando a escola anunciou a atividade. Caroline e Nanda já tinham experiência produzindo peças artesanais juntas.

Segundo o Só Notícia Boa, entre os trabalhos feitos pelas duas estavam buquês de cetim e buquês decorados com borboletas. A atividade escolar abriu a oportunidade para aplicar essa experiência a um material completamente diferente.

O conhecimento artesanal ajuda a explicar por que o vestido terminou com um acabamento muito mais elaborado do que normalmente se esperaria de um projeto escolar.

Nanda participou diretamente da construção e descreveu o processo como marcado por muito trabalho, cola quente e esforço até chegar ao resultado final.

A colaboração também tornou o trabalho uma memória compartilhada entre tia e sobrinha justamente no encerramento de uma etapa importante da vida escolar de Caroline.

“Era só um trabalho”, mas Caroline decidiu levar a tarefa muito a sério

Quando mostrou o resultado nas redes sociais, Caroline resumiu com humor o contraste entre a proposta inicial e o que havia produzido.

A estudante escreveu que era apenas um trabalho, mas que havia levado a atividade a sério.

A frase ajuda a entender por que o vídeo ganhou tanta repercussão.

Não era apenas a reutilização de sacolas. Era o grau de dedicação empregado em algo que poderia ter sido resolvido de maneira muito mais simples.

Em vez de apresentar uma pequena peça feita de material reciclável, Caroline apareceu usando um vestido longo, volumoso e estruturado, pensado para produzir impacto quando colocado em movimento.

A atividade escolar acabou ganhando visual de desfile.

Projeto “Do Lixo ao Luxo” levou materiais descartáveis para a passarela

A proposta pedagógica por trás do figurino também foi fundamental. O projeto recebeu o nome de “Do Lixo ao Luxo” e propôs aos estudantes criar roupas utilizando materiais que poderiam acabar descartados.

A ideia desloca o resíduo de seu contexto habitual.

Uma sacola que normalmente seria utilizada durante alguns minutos ou algumas horas apareceu diante dos alunos convertida em parte de uma peça de vestuário.

vestido feito de sacolas plásticas durante um projeto de moda sustentável da escola, no Pará. – Foto: Reprodução/Instagram/@carolineyx__

No caso de Caroline, a quantidade tornou a transformação ainda mais visível.

Quase 800 sacolas reunidas no mesmo vestido permitem visualizar de forma concreta o volume que embalagens aparentemente pequenas podem alcançar quando acumuladas.

Quando Caroline entrou na passarela, o plástico ganhou aparência de vestido de debutante

A etapa decisiva aconteceu no desfile da escola. Caroline surgiu usando o figurino completo diante dos colegas e percorreu o espaço preparado para a apresentação.

A saia ampla reagia aos movimentos da estudante, reforçando ainda mais a aparência de vestido de festa.

O Só Notícia Boa comparou o resultado a um modelo de debutante, enquanto O Liberal descreveu a peça como um figurino de 15 anos, destacando o volume e o nível de detalhes.

Nanda comemorou o resultado nas redes sociais e relacionou o trabalho ao encerramento do ensino médio da sobrinha.

Assim, a peça acabou assumindo um significado duplo.

Era simultaneamente uma atividade sobre sustentabilidade e um dos últimos trabalhos daquela etapa da formação escolar de Caroline.

Vídeo ultrapassou os muros da escola e começou a viralizar

O desfile poderia ter terminado quando os estudantes deixassem o local.

Mas alguém registrou a apresentação. As imagens chegaram às redes sociais e começaram a circular.

O Liberal informou em 5 de setembro de 2026 que o vídeo publicado dois dias antes já acumulava milhares de visualizações, enquanto o Só Notícia Boa registrou no dia seguinte que a estudante havia chamado atenção pela criatividade e pelo resultado da peça.

Quase 800 sacolas mostram de maneira concreta o tamanho do consumo descartável

Uma única sacola parece insignificante. Dez ainda ocupam pouco espaço.

Mas quando quase 800 unidades são reunidas para construir uma peça, a percepção muda.

O vestido de Caroline torna visível aquilo que muitas vezes desaparece quando resíduos são colocados individualmente em lixeiras.

O PNUMA defende justamente a ampliação do uso de produtos reutilizáveis como uma das estratégias para enfrentar impactos associados a itens descartáveis. A instituição ressalta que simplesmente substituir um produto de uso único por outro material descartável não necessariamente elimina o impacto ambiental.

Por isso, a mensagem transmitida pelo projeto “Do Lixo ao Luxo” vai além da estética.

O vestido funciona como um objeto de conversa. Quem vê a peça inevitavelmente pergunta de que ela foi feita e quantas sacolas foram necessárias.

A partir dessa pergunta, começa a discussão ambiental que a atividade buscava provocar.

Trabalho escolar acabou marcando a despedida do ensino médio

Para Caroline e Nanda, existe ainda outro elemento que torna o projeto especial. O vestido foi produzido justamente quando a estudante estava encerrando o ensino médio.

Nanda comemorou nas redes sociais que as duas estavam terminando essa etapa “com chave de ouro”, enquanto a própria Caroline brincou sobre quanto havia levado a sério uma tarefa escolar.

A frase ganhou ainda mais sentido depois da repercussão. Em vez de desaparecer numa caixa depois da entrega da nota, o trabalho foi fotografado, filmado, publicado e compartilhado por milhares de pessoas.

Uma tarefa que provavelmente deveria durar apenas o período de uma atividade escolar terminou registrada como um dos momentos mais marcantes do fim da formação básica da estudante.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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