14 min de leitura
EUA e Nova Zelândia colocam cerca de US$ 60 milhões em porto remoto das Ilhas Cook, modernizam estrutura da Segunda Guerra e reforçam presença no Pacífico em área cobiçada por pesca e minerais do fundo do mar
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 02/09/2026 às 20:54
Atualizado em 02/09/2026 às 20:55
Portos e Estaleiros
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Projeto vai transformar o porto de Omoka, no atol de Penrhyn, com US$ 50 milhões dos Estados Unidos e NZ$ 17,5 milhões da Nova Zelândia; obra promete melhorar desembarque de navios, acesso a serviços e atividades econômicas enquanto disputa de influência com a China cresce no Pacífico
Estados Unidos e Nova Zelândia decidiram investir juntos cerca de US$ 60 milhões para modernizar um porto construído na época da Segunda Guerra Mundial em uma das áreas mais remotas das Ilhas Cook. O projeto terá como alvo o porto de Omoka, no atol de Penrhyn, também chamado Tongareva, e pretende melhorar segurança, acesso marítimo e capacidade econômica da região. O anúncio ocorreu durante o Pacific Islands Forum, em Palau, conforme informações publicadas pela Reuters em 1º de setembro de 2026.
Os Estados Unidos contribuirão com US$ 50 milhões. Enquanto isso, a Nova Zelândia colocará NZ$ 17,5 milhões, equivalentes a aproximadamente US$ 10 milhões. Portanto, o pacote total ficará próximo de US$ 60 milhões, ou cerca de NZ$ 101 milhões. A Nova Zelândia ficará responsável pela implementação do projeto em coordenação com Washington e com o governo das Ilhas Cook.
Entretanto, o projeto não chama atenção apenas pelo tamanho do investimento. Penrhyn fica no norte do arquipélago, em uma região ligada à pesca e ao potencial desenvolvimento de minerais no fundo do mar. Além disso, o anúncio ocorre enquanto Estados Unidos, Nova Zelândia e China intensificam relações políticas, econômicas e estratégicas com pequenos países do Pacífico.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Economia
Demissão em massa: Uber anuncia corte de 3,3 mil funcionários no maior enxugamento desde a pandemia
Maior demissão da empresa desde a pandemia elimina 3,3 mil vagas, enxuga a estrutura corporativa e revela a ameaça que pode transformar o aplicativo em algo muito diferente
A Uber anunciou…
Paulo Nogueira
0
Porto da Segunda Guerra Mundial virou peça central de um investimento de US$ 60 milhões
O porto de Omoka carrega décadas de história.
A estrutura surgiu no contexto da Segunda Guerra Mundial. Porém, as necessidades atuais são muito diferentes daquelas para as quais a infraestrutura original foi concebida.
Agora, navios precisam entrar e operar com mais segurança, previsibilidade e capacidade logística.
Por isso, o projeto pretende modernizar o porto e melhorar as condições para desembarque de embarcações.
Além disso, a obra deverá ampliar o acesso da população a serviços e apoiar atividades econômicas.
Essa modernização ganha peso especial porque Penrhyn está distante dos grandes centros urbanos e depende fortemente de ligações marítimas.
Assim, qualquer melhoria portuária pode produzir efeitos muito maiores do que produziria em uma cidade conectada por rodovias, aeroportos e diferentes modais.
Estados Unidos entram com US$ 50 milhões e assumem maior parte da conta
O maior aporte virá de Washington.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos, trabalhando com o Congresso, pretende fornecer US$ 50 milhões para a modernização.
Já a Nova Zelândia investirá NZ$ 17,5 milhões.
Isso significa que os EUA responderão por aproximadamente cinco sextos do valor total em dólares americanos.
Ao mesmo tempo, Wellington assumirá uma função operacional importante.
A Nova Zelândia ficará responsável pela implementação do projeto em coordenação com as Ilhas Cook e os Estados Unidos.
Portanto, a parceria combina capital americano, execução neozelandesa e participação do governo local.
NZ$ 101 milhões chegam a uma ilha com população pequena, mas posição estratégica enorme
No padrão de uma grande obra portuária internacional, US$ 60 milhões podem parecer um valor intermediário.
Em Penrhyn, porém, a escala muda completamente.
A Cook Islands News descreveu o pacote como um investimento de aproximadamente NZ$ 101 milhões e registrou a reação positiva de representantes locais, que classificaram o projeto como um marco para a ilha.
A razão está na diferença entre população e posição geográfica.
Penrhyn é remota.
Entretanto, está inserida em uma região marítima de grande interesse econômico.
Além da pesca, existe potencial relacionado a minerais no fundo oceânico.
Assim, uma infraestrutura pequena em tamanho absoluto pode assumir peso estratégico muito maior.
Projeto pode melhorar desembarque de navios e reduzir isolamento
O primeiro benefício esperado é operacional.
O porto precisa oferecer melhores condições para chegada e saída de embarcações.
Em ilhas remotas, isso influencia praticamente tudo.
Alimentos chegam por navio.
Materiais de construção também.
Combustível, equipamentos e diversos bens dependem de logística marítima.
Além disso, uma infraestrutura portuária mais segura pode facilitar serviços públicos e atividades comerciais.
Portanto, a obra não deve ser vista apenas como investimento em cais.
Ela funciona como uma melhoria em uma porta de entrada econômica.
Pesca aparece entre atividades que podem ganhar com o porto modernizado
A pesca possui grande importância econômica no Pacífico.
No caso de Penrhyn, um porto melhor pode facilitar desembarque, abastecimento e apoio logístico.
Além disso, uma estrutura modernizada pode reduzir riscos para embarcações que operam na região.
Por isso, o projeto também aparece associado ao fortalecimento da economia local.
Entretanto, existe outro setor que chama ainda mais atenção internacional.
Minerais no fundo do mar colocam as Ilhas Cook no radar estratégico
As Ilhas Cook possuem interesse conhecido no potencial de mineração do fundo oceânico.
A região possui depósitos de nódulos polimetálicos, que podem conter minerais utilizados em diferentes cadeias industriais.
Assim, melhorar infraestrutura marítima em uma ilha do norte do arquipélago pode ter consequências econômicas futuras.
A Reuters destacou justamente essa relação ao mencionar que o projeto pode apoiar atividades ligadas à pesca e à eventual mineração submarina.
Contudo, isso não significa que o porto esteja sendo construído exclusivamente para mineração.
A modernização possui objetivos mais amplos de segurança, acesso e desenvolvimento econômico.
Acordo chega depois de aproximação das Ilhas Cook com a China
O contexto político ajuda a explicar por que o anúncio ganhou tanta repercussão.
Em 2025, as Ilhas Cook assinaram uma parceria estratégica com a China. Segundo a Reuters, o movimento provocou tensão temporária com a Nova Zelândia.
As Ilhas Cook mantêm uma relação de livre associação com a Nova Zelândia.
Por isso, Wellington acompanha de perto mudanças relevantes na política externa e de segurança do arquipélago.
A aproximação com Pequim, portanto, aumentou a atenção sobre a região.
Posteriormente, Nova Zelândia e Ilhas Cook trabalharam para reduzir o atrito.
Além disso, firmaram uma nova declaração de defesa e segurança.
Wellington diz que relação com as Ilhas Cook está mais forte
O chanceler neozelandês Winston Peters apresentou o novo projeto como prova de fortalecimento das relações.
Segundo ele, a iniciativa mostra a força das parcerias entre Nova Zelândia, Ilhas Cook e Estados Unidos.
Além disso, Peters afirmou que o relacionamento com as Ilhas Cook está mais forte após o período de tensão.
Essa mensagem possui peso político.
A modernização do porto funciona como investimento de infraestrutura.
Porém, também atua como demonstração concreta de presença.
Em outras palavras, países não disputam influência no Pacífico apenas por discursos diplomáticos.
Eles também financiam portos, aeroportos, energia, telecomunicações e transporte.
China amplia presença e provoca reação de parceiros tradicionais
A China aumentou sua atuação econômica e diplomática em vários países insulares do Pacífico.
Nos últimos anos, Pequim assinou acordos de infraestrutura, segurança e cooperação com diferentes governos da região.
Por isso, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia passaram a reforçar investimentos e presença diplomática.
A Reuters registrou esse movimento ao relacionar o projeto de Penrhyn à disputa mais ampla por influência no Pacífico.
Ainda assim, é importante manter a nuance.
Pequenos países insulares não atuam apenas como peças passivas em uma disputa entre grandes potências.
Eles também negociam investimentos de acordo com suas próprias prioridades de infraestrutura e desenvolvimento.
O local escolhido para revelar o investimento também foi simbólico.
O primeiro-ministro das Ilhas Cook, Mark Brown, o chanceler neozelandês Winston Peters e o vice-secretário de Estado americano Christopher Landau anunciaram o projeto em Palau, às margens da reunião de líderes do Pacific Islands Forum.
O encontro reúne países e territórios de uma das regiões mais disputadas geopoliticamente do mundo.
Além disso, o fórum de 2026 já vinha marcado por tensões relacionadas à participação de Taiwan e às objeções da China.
Nesse cenário, anunciar um investimento de US$ 60 milhões em infraestrutura portuária envia uma mensagem que ultrapassa a engenharia.
Estados Unidos voltam a colocar dinheiro em projetos físicos no Pacífico
Washington também tenta reforçar sua presença regional.
O projeto de Penrhyn aparece dentro de um movimento mais amplo.
Em 2 de setembro, Estados Unidos e Austrália anunciaram US$ 580 milhões em novos compromissos para países do Pacífico, incluindo energia, segurança e outras áreas.
Assim, o porto não surge isoladamente.
Ele faz parte de uma tentativa mais ampla de ampliar investimentos concretos.
Além disso, os Estados Unidos procuram aprofundar relações em áreas ligadas a minerais críticos, energia e infraestrutura estratégica.
A localização de Penrhyn aumenta esse interesse.
Projeto também se conecta a acordo sobre minerais críticos
Segundo a Reuters, o anúncio ocorre depois de avanços em uma estrutura de cooperação relacionada a minerais críticos.
Essa conexão chama atenção porque minerais críticos se tornaram uma das principais disputas econômicas entre grandes potências.
Eles aparecem em baterias.
Também entram em componentes eletrônicos, equipamentos de defesa e tecnologias de energia.
Por isso, países tentam diversificar fornecedores.
As Ilhas Cook possuem potencial mineral no fundo do mar.
Assim, infraestrutura capaz de apoiar futuras atividades marítimas ganha valor adicional.
Porto pode ter função econômica hoje e importância mineral no futuro
Essa distinção é essencial.
Atualmente, o objetivo declarado da modernização inclui melhorar segurança, acesso e atividades econômicas.
Já a exploração mineral representa uma possibilidade futura.
Portanto, não seria correto apresentar o porto como uma instalação criada exclusivamente para retirar minerais do oceano.
Ao mesmo tempo, ignorar esse potencial esconderia uma parte relevante da história.
É justamente a combinação de infraestrutura local + posição geográfica + recursos potenciais que transforma Penrhyn em ponto de interesse regional.
Estrutura antiga precisa lidar com exigências de uma economia muito diferente
O porto nasceu em outro século e sob outro contexto.
Hoje, embarcações utilizam tecnologias diferentes.
Além disso, padrões de segurança evoluíram.
As necessidades logísticas também cresceram.
Por isso, uma infraestrutura construída no período da Segunda Guerra pode exigir intervenções significativas antes de atender de forma eficiente operações modernas.
Essa estrutura também precisa resistir às condições particulares de uma ilha remota do Pacífico.
Corrosão marítima, ondas, disponibilidade limitada de materiais e distância dos grandes centros tornam obras nesse tipo de região mais complexas.
Nova Zelândia ficará responsável por tirar o projeto do papel
Embora os Estados Unidos forneçam a maior parte do dinheiro, a execução ficará sob liderança neozelandesa.
Isso possui uma lógica histórica.
A Nova Zelândia mantém relação política, econômica e institucional profunda com as Ilhas Cook.
Além disso, possui experiência regional e proximidade operacional maior do que Washington.
Portanto, Wellington coordenará a implementação com os governos americano e cookiano.
Esse arranjo também reduz a necessidade de criar uma estrutura administrativa completamente nova para a obra.
Autoridades ainda não detalharam cronograma completo de construção
O anúncio confirmou financiamento e intenção de executar a modernização.
Entretanto, as fontes divulgadas até agora não apresentam todos os detalhes técnicos da obra.
Ainda faltam informações públicas completas sobre cronograma final, desenho definitivo, dimensões exatas das novas estruturas e data de conclusão.
Por isso, seria precipitado afirmar quando o porto modernizado estará totalmente operacional.
O que já está confirmado é o compromisso financeiro.
Além disso, Nova Zelândia, Estados Unidos e Ilhas Cook formalizaram a intenção de avançar em conjunto.
Investimento pode melhorar acesso a serviços básicos
Em lugares muito distantes, transporte marítimo funciona como infraestrutura essencial.
Assim, melhorar um porto pode produzir efeitos indiretos.
Equipamentos médicos podem chegar com mais segurança.
Materiais escolares também.
Além disso, obras e manutenção ficam menos vulneráveis a dificuldades de desembarque.
O próprio comunicado do governo neozelandês cita acesso a serviços como uma das justificativas para o investimento.
Portanto, o benefício não ficará necessariamente restrito ao comércio.
Região remota ganha importância enquanto Pacífico vira prioridade geopolítica
O Pacífico passou anos recebendo menos atenção das grandes potências do que outras regiões.
Isso mudou.
A ascensão econômica e militar da China ampliou a importância das ilhas.
Ao mesmo tempo, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia intensificaram programas de cooperação.
Portos aparecem frequentemente no centro dessa disputa.
Eles possuem uso civil evidente.
Entretanto, também influenciam logística, abastecimento e capacidade de presença marítima.
Por isso, qualquer grande investimento portuário em uma ilha estratégica recebe atenção política.
Nova Zelândia rejeita ideia de participação chinesa em outro projeto de Penrhyn
Winston Peters também respondeu a especulações relacionadas à China.
Segundo a Reuters, ele rejeitou a ideia de participação chinesa na modernização do aeródromo de Penrhyn.
A declaração mostra como diferentes infraestruturas da ilha passaram a ser observadas sob uma lente geopolítica.
Porto e aeroporto possuem funções civis.
Ainda assim, em áreas isoladas, eles formam a base logística de praticamente qualquer operação maior.
Por isso, governos estrangeiros acompanham quem financia, constrói e administra essas estruturas.
Porto aproxima três governos depois de período de tensão diplomática
Outro efeito do projeto aparece na diplomacia.
Em 2025, a parceria estratégica entre Ilhas Cook e China provocou um atrito com Wellington.
Agora, aproximadamente um ano depois, Nova Zelândia aparece lado a lado com o governo das Ilhas Cook e os Estados Unidos anunciando um investimento relevante.
Portanto, o porto funciona também como símbolo de recomposição política.
A mensagem apresentada por Peters foi justamente de fortalecimento da relação.
Ao mesmo tempo, Washington consegue ampliar presença física e econômica em uma área onde Pequim também busca parceiros.
Pequeno porto entra em uma disputa que envolve bilhões de dólares
O contraste é marcante.
Omoka fica em um atol remoto.
Porém, o investimento chega em um momento em que potências anunciam centenas de milhões de dólares em apoio ao Pacífico.
Além disso, a região ganhou relevância em debates sobre segurança, energia, pesca, minerais críticos e rotas marítimas.
Assim, uma obra de aproximadamente US$ 60 milhões pode representar muito mais do que seu valor financeiro isolado.
Ela cria presença.
Melhora logística.
Aumenta capacidade econômica.
E fortalece relações políticas de longo prazo.
Infraestrutura pode definir quais parceiros ganham espaço nas próximas décadas
Portos possuem uma característica estratégica.
Depois de construídos, podem operar por décadas.
Além disso, exigem manutenção, treinamento, peças e relações institucionais contínuas.
Portanto, quem financia uma infraestrutura hoje pode manter ligação com o país beneficiado durante muito tempo.
Essa lógica ajuda a explicar por que grandes potências investem em ativos físicos.
Um projeto portuário gera algo concreto.
A população vê a obra.
Empresas utilizam a estrutura.
E governos passam anos trabalhando juntos para operar e manter o investimento.
Ilhas Cook tentam equilibrar relações com diferentes parceiros
A situação das Ilhas Cook também exige equilíbrio diplomático.
O arquipélago mantém uma relação especial com a Nova Zelândia.
Porém, também busca relações econômicas com China, Estados Unidos e outros parceiros.
Esse comportamento não é incomum entre países pequenos.
Diversificar relações pode ampliar acesso a capital e reduzir dependência de um único parceiro.
Entretanto, essa estratégia também cria tensões quando grandes potências enxergam determinados acordos como ameaças aos próprios interesses.
Por isso, a política externa das ilhas ganhou visibilidade muito além de sua população.
Investimento chega enquanto minerais críticos viram prioridade mundial
Nos últimos anos, governos passaram a tratar certos minerais como questão de segurança econômica.
Baterias, redes elétricas, eletrônicos e equipamentos militares dependem deles.
Além disso, a produção global de muitos desses materiais está concentrada em poucos países.
Consequentemente, Estados Unidos e aliados buscam novas fontes.
A possibilidade de nódulos minerais no fundo oceânico das Ilhas Cook entra justamente nesse debate.
Por isso, melhorar a capacidade econômica de ilhas próximas a essas áreas pode ganhar relevância no futuro.
Ainda assim, qualquer exploração dependerá de decisões regulatórias, ambientais e comerciais específicas.
Mineração submarina continua cercada por debate ambiental
O potencial econômico não elimina as controvérsias.
A mineração em águas profundas enfrenta forte debate científico e ambiental.
Pesquisadores alertam para riscos a ecossistemas pouco conhecidos.
Por outro lado, defensores argumentam que os minerais poderiam ajudar a diversificar cadeias de abastecimento.
Portanto, o futuro dessa atividade permanece incerto.
O projeto portuário, porém, possui utilidade independentemente de uma decisão final sobre mineração.
Pesca, transporte, abastecimento e serviços já podem se beneficiar da modernização.
De porto da Segunda Guerra a infraestrutura do século XXI
A transformação proposta é fácil de visualizar.
Primeiro, existe uma estrutura construída em outro contexto histórico.
Depois, chegam US$ 50 milhões dos Estados Unidos.
A Nova Zelândia acrescenta NZ$ 17,5 milhões.
Então, os três governos começam a planejar uma modernização capaz de melhorar desembarques, serviços e atividade econômica.
Ao mesmo tempo, a região ganha importância por causa da competição geopolítica e do potencial mineral.
Assim, um porto que nasceu durante a Segunda Guerra entra em uma nova etapa quase um século depois.
US$ 60 milhões transformam pequena ilha em ponto de atenção internacional
Os números resumem a dimensão política e econômica.
Os Estados Unidos colocam US$ 50 milhões.
A Nova Zelândia acrescenta cerca de US$ 10 milhões.
O total chega a aproximadamente US$ 60 milhões, ou perto de NZ$ 101 milhões.
O dinheiro modernizará um porto remoto nas Ilhas Cook.
Porém, o investimento acontece em uma região onde China, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália intensificam sua presença.
Além disso, Penrhyn está próxima de áreas ligadas a pesca e potencial exploração de minerais submarinos.
Portanto, a obra possui duas dimensões simultâneas.
Para quem vive na ilha, significa infraestrutura, segurança e acesso.
Para as grandes potências, significa também presença em um Pacífico que se tornou cada vez mais estratégico.
Fonte
Reuters
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

