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Ex-funcionário recebeu o salário final de US$ 915 em cerca de 91.500 moedas cobertas de óleo, levou quase sete horas para tirar a pilha de dinheiro da entrada de casa e caso terminou na Justiça
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 04/09/2026 às 20:36
Atualizado em 04/09/2026 às 20:37
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O salário final de US$ 915 virou uma pilha com cerca de 91.500 moedas de um centavo cobertas de óleo na entrada da casa de um antigo funcionário de uma oficina automotiva da Geórgia, o pagamento exigiu quase sete horas de trabalho para ser removido e acabou no centro de uma ação trabalhista federal.
Um antigo funcionário de uma oficina automotiva de Peachtree City, no estado americano da Geórgia, esperava receber US$ 915 de salário final depois de deixar o emprego. O dinheiro chegou de uma forma incomum: cerca de 91.500 moedas de um centavo cobertas de óleo foram levadas até a residência dele.
As moedas bloquearam e mancharam a entrada da casa. O trabalhador precisou de quase sete horas para retirar a pilha, enquanto o episódio deixou de ser apenas uma discussão envolvendo pagamento de salário e chegou à Justiça federal americana.
Em 5 de janeiro de 2022, o U.S. Department of Labor, órgão federal dos Estados Unidos responsável por questões trabalhistas, divulgou a ação apresentada contra a oficina e seu proprietário, envolvendo possível retaliação, problemas com horas extras e registros trabalhistas.
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US$ 915 de salário foram transformados em cerca de 91.500 moedas de um centavo
O caso começou depois que o trabalhador deixou a oficina e ainda tinha US$ 915 para receber. Ele procurou o órgão trabalhista americano diante da falta do pagamento final.
Depois desse contato, o valor acabou entregue em moedas de um centavo. Como cada moeda representa apenas um centavo de dólar, foram necessárias cerca de 91.500 moedas para formar a quantia relacionada ao salário.
Assista o vídeo
O problema não estava apenas no volume. As moedas estavam cobertas de óleo e foram deixadas na residência do antigo funcionário, criando uma situação que exigiu esforço físico para retirar todo o dinheiro do local.
Pilha bloqueou a entrada da casa e levou quase sete horas para ser retirada
A entrega das moedas provocou um impacto imediato na residência. A pilha bloqueou e manchou a entrada da casa, dificultando o uso do espaço até que o dinheiro fosse removido.
O antigo funcionário gastou quase sete horas para retirar as moedas. Um pagamento de US$ 915, que poderia ser feito sem ocupar espaço relevante, acabou convertido em dezenas de milhares de pequenas peças metálicas sujas de óleo.
Além das moedas, havia um contracheque marcado com um palavrão. Esse conjunto de circunstâncias passou a fazer parte da discussão sobre a forma como o trabalhador foi tratado depois de buscar ajuda para receber o valor devido.
A reclamação sobre o salário abriu caminho para uma ação federal contra a oficina
O episódio ganhou dimensão jurídica porque o trabalhador havia procurado a divisão responsável por salários e jornada de trabalho depois de não receber o pagamento final. A investigação não ficou restrita às moedas deixadas na casa.
O U.S. Department of Labor, órgão federal dos Estados Unidos responsável por questões trabalhistas, informou na ação de 2022 que também foram identificados problemas envolvendo pagamento de horas extras e manutenção de registros de trabalho na empresa.
A legislação trabalhista federal americana protege trabalhadores que procuram as autoridades para obter informações sobre seus direitos ou cobrar valores relacionados ao emprego. A acusação apresentada pelo governo tratou a entrega das moedas como parte de uma possível retaliação contra o antigo funcionário.
Caso chegou a 2023 com determinação de US$39.934 para nove trabalhadores
O processo teve um novo desdobramento em 2023. Uma decisão por consentimento, expressão usada para um acordo aprovado pela Justiça, determinou o pagamento de US$39.934 em salários atrasados e danos a nove trabalhadores.
O resultado ampliou o alcance do episódio. A discussão já não envolvia apenas os US$ 915 transformados em milhares de moedas, mas também valores ligados a outros trabalhadores e problemas trabalhistas identificados na operação da oficina.
A determinação judicial ainda estabeleceu restrições contra novas violações trabalhistas. Assim, um conflito que começou com um pagamento final relativamente pequeno terminou relacionado a uma obrigação financeira muito maior.
De uma pilha de moedas cobertas de óleo a um processo sobre direitos trabalhistas
A quantidade de dinheiro envolvida no início ajuda a explicar por que a história ganhou tanta repercussão. US$ 915 foram transformados em aproximadamente 91.500 moedas, criando uma pilha que não apenas ocupou a entrada da residência, mas também precisou ser retirada manualmente.
A situação mostra como uma disputa sobre remuneração pode ultrapassar o valor do próprio salário quando surgem acusações relacionadas a retaliação e outras irregularidades trabalhistas. No caso da oficina da Geórgia, a intervenção federal levou a discussão para a Justiça.
O trabalhador conseguiu receber o valor que tinha a cobrar, mas precisou lidar com milhares de moedas cobertas de óleo e quase sete horas de trabalho para removê las. Depois, o episódio passou a integrar uma ação que alcançou outros empregados e resultou em uma determinação financeira de US$39.934 em 2023.
O que você faria se recebesse seu último salário dessa maneira? Compartilhe esta história e deixe sua opinião sobre um pagamento feito com cerca de 91.500 moedas cobertas de óleo.
Fonte
U.S. Department of Labor
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

