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Ex-jornalista percebe que veterano de 90 anos ainda empurrava carrinhos de supermercado sob calor extremo porque a aposentadoria não fechava as contas, descobre que ele recebia apenas US$ 1,1 mil para despesas de US$ 2,5 mil, cria uma vaquinha e desconhecidos arrecadam mais de R$ 1,2 milhão em apenas 24 horas
Escrito por Carla Teles
Publicado em 09/09/2026 às 12:23
Atualizado em 09/09/2026 às 12:24
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O veterano Dillon McCormick tinha 90 anos quando Karen Swensen o encontrou empurrando carrinhos de supermercado sob forte calor em Metairie, na Louisiana, em 27 de maio de 2024, feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. A ex-âncora da WWL-TV estava chegando ao supermercado Winn-Dixie quando viu o idoso trabalhando do lado de fora e decidiu retornar para conversar com ele.
A conversa revelou por que McCormick ainda enfrentava horas de trabalho físico naquela idade. Segundo ele, recebia cerca de US$ 1.100 mensais da Previdência Social, enquanto suas despesas chegavam a US$ 2.500. A diferença precisava ser coberta com o salário do supermercado. Swensen gravou a história, publicou nas redes sociais e criou uma campanha que recebeu mais de US$ 244 mil de desconhecidos em apenas 24 horas.
Ex-jornalista viu Dillon trabalhando no estacionamento sob calor intenso
Karen Swensen havia ido ao Winn-Dixie fazer compras quando percebeu McCormick movimentando carrinhos entre os carros. A cena chamou sua atenção porque a idade aparente do trabalhador contrastava com o esforço físico exigido pela função e com as condições daquele dia.
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Ela chegou a ir embora para guardar as compras, mas decidiu voltar. Swensen disse que não conseguia deixar de pensar em como alguém que havia trabalhado durante tantos anos ainda precisava permanecer no estacionamento realizando aquele serviço aos 90 anos.
Fontes registraram diferentes índices de calor naquele dia
A descrição publicada por Swensen no próprio GoFundMe informa temperatura de aproximadamente 90 °F, ou 32 °C, com índice de calor de 103 °F, perto de 39 °C, por causa da umidade. Na campanha, ela relatou que o veterano chegava a empurrar mais de 20 carrinhos de uma vez.
Já a reportagem da CBS, publicada em 3 de junho de 2024, apontou que a sensação naquele dia chegou a 111 °F, aproximadamente 44 °C. As duas fontes divergem sobre o índice exato, mas ambas registram que McCormick trabalhava sob calor intenso no estacionamento.
Veterano contou que trabalhava para conseguir fechar as contas
Assista o vídeo
Quando Swensen se aproximou, descobriu que McCormick não estava trabalhando apenas para se manter ocupado. O veterano afirmou que precisava do emprego para complementar a renda e pagar suas despesas mensais.
A conta apresentada por ele era direta: cerca de US$ 1.100 provenientes da Previdência Social para aproximadamente US$ 2.500 em gastos por mês. Questionado sobre a necessidade de continuar trabalhando, respondeu que todos precisam comer.
Diferença mensal chegava a aproximadamente US$ 1.400
Os valores relatados por McCormick deixavam uma diferença de cerca de US$ 1.400 entre a renda previdenciária e o total necessário para suas despesas. Era esse espaço que o emprego no Winn-Dixie ajudava a preencher.
Na campanha, Swensen escreveu que o veterano estava trabalhando para poder comer e fazer as contas fecharem. O problema não era ausência total de renda, mas a distância entre o benefício mensal disponível e o custo declarado por ele para viver.
Trabalho com carrinhos já fazia parte da rotina havia 23 anos
Aos 90 anos, McCormick não era um funcionário recém-chegado ao supermercado. Segundo a CBS, ele trabalhava empurrando carrinhos havia 23 anos.
A função envolvia passar horas do lado de fora, circulando entre veículos e levando conjuntos de carrinhos de volta ao estabelecimento. O veterano havia transformado o serviço em uma fonte permanente de complemento de renda durante mais de duas décadas.
Clientes disseram que o viam trabalhando com frequência
No texto criado para apresentar a vaquinha, Swensen contou que conversou com clientes habituais do supermercado. Eles afirmaram que viam Dillon realizando aquele trabalho constantemente.
Ela mencionou inclusive um homem de 73 anos, que mancava, mas às vezes saía do carro para ajudá-lo. A cena observada no Memorial Day não era, portanto, uma jornada excepcional criada especificamente pelo feriado; fazia parte da rotina de trabalho do veterano.
Karen Swensen transformou a conversa em uma campanha
Depois de ouvir McCormick, Swensen decidiu registrar sua história e divulgá-la nas redes sociais. A ex-jornalista também abriu uma campanha no GoFundMe em nome dele em 27 de maio de 2024.
O objetivo inicial era relativamente simples: reunir dinheiro suficiente para reduzir a necessidade de Dillon continuar trabalhando apenas para cobrir alimentação e despesas. Swensen chegou a propor que as doações permitissem ao menos um período de aposentadoria sem essa pressão financeira.
Desconhecidos levaram vaquinha a US$ 244 mil em 24 horas
A reação superou rapidamente a expectativa inicial. Segundo a CBS, a campanha passou de US$ 244 mil em apenas 24 horas, com doações feitas por pessoas de diferentes partes dos Estados Unidos.
A página do GoFundMe posteriormente registrou US$ 244.471 arrecadados por aproximadamente 5,6 mil doadores, superando a meta indicada de US$ 200 mil. Em conversão aproximada, o montante ultrapassa R$ 1,2 milhão, embora o valor em reais varie conforme a cotação utilizada.
Dillon chegou a desligar o telefone por desconfiar da notícia
A velocidade da arrecadação foi tão inesperada que McCormick inicialmente não acreditou quando Swensen tentou explicar o que havia acontecido. Segundo a CBS, ele chegou a desligar o telefone por suspeitar que a história sobre tanto dinheiro pudesse não ser verdadeira.
Para convencê-lo, Karen pediu ajuda ao xerife de Jefferson Parish, Joseph Lopinto. A participação do policial ajudou o veterano a compreender que a arrecadação era real e que Swensen pretendia transferir os recursos para sua conta.
Ex-âncora havia deixado a televisão dois anos antes
Swensen tinha uma longa trajetória no jornalismo local. Segundo a CBS, ela havia deixado a WWL-TV dois anos antes do encontro com McCormick, depois de passar cerca de 20 anos como uma das principais âncoras da emissora.
A experiência profissional ajudou a transformar uma conversa ocorrida em um estacionamento em uma história capaz de circular rapidamente. Nesse caso, porém, a arrecadação foi criada por Swensen como iniciativa pessoal, e não como uma campanha institucional da emissora.
Veterano queria agradecer pessoalmente aos milhares de doadores
Diante da dimensão alcançada pela campanha, McCormick declarou gratidão e disse que gostaria de poder agradecer individualmente às pessoas que haviam contribuído.
O número tornava isso praticamente impossível. A página registrou milhares de doações e permaneceu como um registro da repercussão nacional da história. O que começou com uma única pessoa observando um trabalhador no estacionamento acabou envolvendo mais de 5 mil contribuintes.
Parte do dinheiro seria destinada a uma igreja
Depois da arrecadação, McCormick também revelou uma decisão sobre parte dos recursos. Segundo a CBS, ele pretendia doar um quarto do dinheiro para uma igreja católica próxima de sua casa.
Mesmo com a nova segurança financeira, o veterano afirmou naquele momento que não pretendia simplesmente abandonar toda atividade profissional. Para Dillon, permanecer trabalhando também estava relacionado a continuar ativo, e não apenas à necessidade de pagar as contas.
Atualização mostrou que ele já não precisava trabalhar para comer
Em 3 de julho de 2024, pouco mais de um mês depois da criação da campanha, Swensen publicou uma atualização no GoFundMe. Segundo ela, McCormick estava vivendo de maneira mais confortável graças às doações.
Karen explicou que o veterano já não precisava trabalhar para conseguir pagar a própria alimentação. Ele ainda demonstrava vontade de trabalhar um dia por semana para permanecer ativo, mas a função deixara de ser uma obrigação financeira diária.
De 23 anos empurrando carrinhos a uma nova realidade financeira
A história de Dillon McCormick ganhou repercussão porque os números tornaram visível uma situação que Swensen encontrou por acaso: um veterano de 90 anos, depois de décadas de trabalho, ainda precisava complementar US$ 1.100 mensais de Previdência Social para chegar aos aproximadamente US$ 2.500 que dizia necessitar para viver.
Em apenas 24 horas, desconhecidos mudaram essa equação com mais de US$ 244 mil em doações. O caso levanta uma questão que vai além da própria vaquinha: até que ponto pessoas idosas deveriam precisar continuar trabalhando para cobrir despesas básicas depois de décadas no mercado de trabalho? Conte sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

