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Exoesqueleto permite que usuário fique em pé com as mãos livres, recebe liberação da FDA e chega aos EUA
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 21/09/2026 às 20:31
Atualizado em 21/09/2026 às 20:35
Ciência e Tecnologia
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O exoesqueleto Eve, da Wandercraft, recebeu aprovação da FDA e começa a ser comercializado nos EUA para adultos elegíveis com lesão na medula espinhal.
A francesa Wandercraft iniciou nos Estados Unidos a comercialização do exoesqueleto Eve, desenvolvido para permitir que adultos elegíveis com lesão na medula espinhal fiquem em pé e se desloquem sem depender de muletas ou andador. A autorização da FDA (Food and Drug Administration) abrange lesões em qualquer nível neurológico, desde que o usuário consiga operar o controlador manualmente com segurança e atenda aos demais critérios médicos do dispositivo.
O equipamento mantém o próprio equilíbrio e deixa os braços livres durante o uso. Com isso, atividades como abrir uma porta, alcançar objetos ou preparar alimentos podem ser realizadas enquanto a pessoa permanece na posição vertical. Cada unidade é prescrita por um médico, ajustada às características do usuário e produzida individualmente.
Exoesqueleto passa por adaptação antes de chegar ao usuário
A compra envolve uma etapa de avaliação e personalização. A Wandercraft montou uma equipe específica para acompanhar documentação, financiamento, relacionamento com planos de saúde e pedidos de reembolso, além de coordenar o processo com profissionais responsáveis pelo atendimento.
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Nos casos que atendem aos requisitos de necessidade médica e cobertura, o Medicare pode enquadrar exoesqueletos pessoais qualificados como órteses personalizadas. O comunicado da empresa cita o código HCPCS K1007, com análise das condições aplicáveis a cada beneficiário.
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Treinamento e assistência depois da entrega também fazem parte da estrutura criada para a chegada comercial do Eve.
Equilíbrio automático dispensa apoio de muletas
O funcionamento é baseado em um sistema de autoequilíbrio associado ao que a empresa chama de inteligência artificial física. O mecanismo realiza ajustes para manter o corpo na posição vertical enquanto o usuário controla o deslocamento.
A liberação das mãos está entre as características centrais do projeto. Exoesqueletos que dependem de apoios externos ocupam os braços durante a movimentação, enquanto o Eve foi desenvolvido para sustentar o equilíbrio por conta própria.
A cadeira de rodas continua fazendo parte da rotina prevista para essas pessoas. O exoesqueleto oferece uma alternativa para situações nas quais o usuário decide permanecer em pé e se movimentar dessa forma.
Aprovação alcança diferentes níveis de lesão medular
A elegibilidade definida para o Eve não estabelece um nível neurológico específico de lesão como condição de acesso. Adultos com diferentes quadros podem ser avaliados, desde que tenham capacidade para utilizar o controle e não apresentem as contraindicações descritas no manual.
Segundo a Wandercraft, essa abrangência foi sustentada por dados de segurança, testes de usabilidade e evidências clínicas apresentados à FDA.
A definição amplia o grupo que poderá passar por avaliação em relação a dispositivos anteriormente autorizados com limitações ligadas ao nível da lesão medular.
Usuária relata mudança em atividades dentro de casa
Caroline Laubach, que participou dos testes da Wandercraft, relatou que a possibilidade de permanecer em pé com os braços disponíveis alterou a forma como realiza atividades domésticas e interage com outras pessoas.
Para ela, a importância prática está em conseguir circular pela casa e utilizar as mãos ao mesmo tempo. A experiência dos testes também serviu para avaliar o dispositivo fora de movimentos isolados, aproximando seu desenvolvimento de tarefas encontradas na rotina.
A entrada comercial nos Estados Unidos marca uma nova etapa para a empresa sediada em Paris. Matthieu Masselin, cofundador e CEO da Wandercraft, afirmou que o trabalho realizado nos últimos anos envolveu tanto o desenvolvimento da robótica quanto a criação de uma estrutura capaz de acompanhar o usuário desde a avaliação inicial.
Com a autorização regulatória e o início das vendas, o exoesqueleto deixa a fase restrita aos testes e passa a depender também de prescrição, adaptação individual, treinamento e acesso financeiro para chegar às pessoas que atendem aos critérios definidos para seu uso.
Fonte
interesting engineering
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

