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Fábrica de combustível nuclear em Resende simula exposição à radiação e invasão por quatro invasores armados ao mesmo tempo para testar resposta de emergência no RESEX 2026

Fábrica de combustível nuclear em Resende simula exposição à radiação e invasão por quatro invasores armados ao mesmo tempo para testar resposta de emergência no RESEX 2026

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Fábrica de combustível nuclear em Resende simula exposição à radiação e invasão por quatro invasores armados ao mesmo tempo para testar resposta de emergência no RESEX 2026

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 27/09/2026 às 10:03

Atualizado em 27/09/2026 às 10:30

Energia Nuclear

Canal

A Fábrica de Combustível Nuclear da INB em Resende testou dois cenários simultâneos no RESEX 2026: exposição radiológica simulada e invasão armada, com mobilização de equipes médicas, segurança pública e órgãos nucleares.

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A Fábrica de Combustível Nuclear da INB em Resende testou dois cenários simultâneos no RESEX 2026: exposição radiológica simulada e invasão armada, com mobilização de equipes médicas, segurança pública e órgãos nucleares.

Uma ocorrência radiológica simulada e a entrada de quatro invasores armados fictícios obrigaram equipes da Fábrica de Combustível Nuclear de Resende a responder a duas ameaças ao mesmo tempo. O RESEX 2026 mobilizou estruturas de saúde, segurança, defesa civil e regulação nuclear para testar se protocolos diferentes conseguem funcionar de forma coordenada quando a pressão se concentra sobre a mesma instalação.

O simulado foi realizado nos dias 15 e 16 de setembro na unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende, no Sul Fluminense. No segundo dia, o plano de emergência da fábrica foi acionado diante de dois problemas construídos para ocorrer em paralelo: uma situação radiológica e uma invasão da instalação. Segundo a INB, um trabalhador do cenário apresentou sintomas associados à exposição à radiação e precisou ser encaminhado para atendimento médico, enquanto quatro invasores armados fictícios entraram na área e um vigilante ficou ferido na simulação.

Quatro invasores armados fictícios e uma ocorrência radiológica exigiram respostas paralelas

A combinação dos dois cenários aumentou a complexidade do treinamento porque obrigou as equipes a dividir atenção entre atendimento médico, proteção radiológica, segurança física e coordenação com forças externas. A proposta foi observar se procedimentos diferentes poderiam ser executados ao mesmo tempo sem perder comando, comunicação e integração entre os órgãos mobilizados.

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O exercício foi planejado pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência no Município de Resende, o Copren/RES, e supervisionado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Na preparação divulgada pela INB, o comitê reunia 15 instituições e previa avaliar a coordenação entre a fábrica e os órgãos de apoio externo, além de procedimentos de comando, controle, comunicação, monitoração radiológica, segurança pública, atendimento médico e relação com a imprensa.

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou que o Centro Estadual de Gerenciamento de Emergência Nuclear, o CESTGEN, foi ativado na sede da Diretoria Geral de Defesa Civil durante o treinamento. A estrutura estadual participou do gerenciamento das ações e integrou órgãos como INB, Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, Exército Brasileiro, Polícia Rodoviária Federal, Ibama, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Inea e Polícia Militar.

Participantes acompanham atividades do RESEX 2026 em sala de controle, com documentos, computadores e telas de monitoramento. Crédito: ANSN/Gov.br.

ANSN participou da resposta, da direção e da avaliação do RESEX 2026

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) também atuou diretamente no exercício. O órgão informou que enviou representantes das áreas de criticalidade, proteção radiológica e comunicação institucional e participou tanto da resposta quanto da direção e da avaliação das atividades. O objetivo foi testar os mecanismos institucionais da própria Autoridade e sua articulação com as demais organizações envolvidas.

Depois do exercício, a ANSN informou que começou a elaborar um relatório específico sobre sua atuação no RESEX 2026. O documento deverá consolidar as avaliações realizadas e subsidiar um plano de ação voltado ao aperfeiçoamento de processos, procedimentos e mecanismos de resposta da Autoridade.

O treinamento também permitiu observar a integração entre estruturas locais e estaduais. Em Resende, agentes da Defesa Civil foram mobilizados para o Centro de Controle de Emergência instalado na própria Fábrica de Combustível Nuclear, enquanto o CESTGEN atuou no gerenciamento das ações em âmbito estadual. A divisão reproduziu a necessidade de decisões coordenadas em diferentes níveis diante de um cenário que combinava ameaça radiológica e segurança física.

Treinamento reuniu órgãos públicos em uma instalação estratégica do ciclo do combustível nuclear

A Fábrica de Combustível Nuclear de Resende pertence à INB e integra etapas do ciclo do combustível nuclear brasileiro. A instalação também está sujeita a exigências de proteção radiológica e segurança física, o que faz com que exercícios de emergência precisem articular atendimento médico, monitoração, forças de segurança, comunicação e coordenação institucional.

O RESEX 2026 chegou à 14ª edição e foi preparado ao longo do ano. Em maio, o Copren/RES reuniu representantes de diferentes órgãos para detalhar diretrizes de mitigação de riscos, protocolos de segurança física nuclear e procedimentos de comunicação. Em setembro, essa preparação foi levada ao campo com os dois cenários simultâneos dentro da fábrica.

Imagem institucional reúne vista aérea da unidade da INB em Resende e registros de atividades e equipamentos de monitoramento ambiental. Crédito: INB.

Para a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, exercícios integrados permitem que cada instituição execute, em ambiente controlado, tarefas previstas para uma emergência e teste a articulação com outras agências. O diretor do CESTGEN, tenente-coronel Giovanni Mouta, afirmou que a integração ajuda a aprimorar protocolos e fortalecer a tomada de decisão coordenada com foco na proteção da população e dos trabalhadores.

Relatório da ANSN deve transformar as avaliações do exercício em plano de ação

A fase posterior ao RESEX 2026 já começou. A ANSN informou que está consolidando suas avaliações em um relatório próprio e que esse material servirá de base para um plano de ação. O processo deverá registrar os pontos observados durante o exercício e orientar ajustes nos mecanismos de resposta da Autoridade.

Ao reunir, no mesmo roteiro, uma ocorrência radiológica simulada e uma invasão armada fictícia, o exercício colocou lado a lado funções que normalmente exigem equipes, protocolos e cadeias de decisão diferentes. Atendimento médico, monitoração radiológica, segurança física, comunicação e coordenação institucional precisaram operar de forma simultânea e integrada.

O próximo passo será verificar quais ajustes concretos serão incorporados aos procedimentos depois da análise dos resultados. Você considera que exercícios com cenários combinados como esse ajudam a aumentar a preparação das instituições responsáveis por instalações nucleares? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a matéria.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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