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Família acolhe a vizinha idosa quando ela perde o marido após 58 anos de casamento e a casa no mesmo dia, percebe que a viúva não tinha filhos nem parentes a quem recorrer e a adota como avó dos oito filhos, com cama garantida na casa de três quartos e lugar na rotina da família

Família acolhe a vizinha idosa quando ela perde o marido após 58 anos de casamento e a casa no mesmo dia, percebe que a viúva não tinha filhos nem parentes a quem recorrer e a adota como avó dos oito filhos, com cama garantida na casa de três quartos e lugar na rotina da família

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Família acolhe a vizinha idosa quando ela perde o marido após 58 anos de casamento e a casa no mesmo dia, percebe que a viúva não tinha filhos nem parentes a quem recorrer e a adota como avó dos oito filhos, com cama garantida na casa de três quartos e lugar na rotina da família

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 07/09/2026 às 18:54

Atualizado em 07/09/2026 às 18:55

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Gean LeVar não tinha filhos nem parentes próximos a quem recorrer após a morte do marido e a interdição de sua residência em Glendale, no Arizona. Enquanto ela vivia com os vizinhos, uma organização ligada a veteranos trabalhou na recuperação do imóvel.

A convivência entre Gean LeVar e uma família que até então ela conhecia apenas como vizinha ultrapassou a hospedagem de emergência. Carmen Silva e o marido reorganizaram uma casa ocupada por dez pessoas para recebê-la, e os oito filhos do casal passaram a tratá-la como avó.

A história foi apresentada pela CBS News em reportagem de Steve Hartman. Gean não tinha filhos nem parentes próximos a quem recorrer quando Carmen soube da situação e decidiu levá-la para sua residência, em Glendale, no Arizona.

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O episódio que levou à mudança ocorreu em janeiro de 2021. Depois de 58 anos de casamento, o marido de Gean morreu dentro da casa do casal e, segundo a reportagem, policiais que entraram no imóvel encontraram condições que resultaram na interdição da residência.

Em poucas horas, a viúva perdeu o companheiro e também a possibilidade de continuar vivendo em sua casa. Carmen e Gean moravam perto uma da outra, mas não mantinham uma relação próxima antes da situação que acabou colocando as duas sob o mesmo teto.

Espaço para mais uma pessoa em uma casa de três quartos

A residência dos Silva tinha três quartos e já abrigava o casal e seus oito filhos, o que exigiu uma mudança concreta na organização doméstica para receber Gean. Os meninos cederam a cama e passaram a dormir no sofá para que a nova moradora tivesse onde descansar.

A solução atendia à necessidade imediata da vizinha depois da interdição. Com a convivência diária, as crianças deixaram de enxergá-la apenas como uma hóspede e passaram a reconhecê-la como uma avó adotiva, incorporando sua presença à rotina de uma casa que já era numerosa.

Carmen relacionou a decisão à forma como dizia educar os filhos, especialmente ao cuidado com pessoas mais velhas. O princípio que fazia parte das orientações dentro de casa passou a exigir mudanças práticas, desde a redistribuição dos lugares para dormir até a convivência diária com Gean.

O acolhimento também colocou a viúva em um ambiente familiar logo depois da morte do marido. À CBS News, Carmen relatou perceber Gean feliz por ter uma família ao redor, enquanto a própria idosa descreveu a importância que aqueles novos vínculos haviam adquirido para ela.

A relação não ficou limitada ao período em que Gean precisava de uma cama. Enquanto ela continuava na casa dos Silva, outra frente de ajuda começou a ser organizada para recuperar a residência que havia sido interditada e permitir que voltasse a ser utilizada.

Voluntários trabalharam na recuperação da residência

A situação chegou à Operation Enduring Gratitude, organização sem fins lucrativos do Arizona que atua em projetos de apoio a veteranos e suas famílias. O marido de Gean havia servido na Marinha dos Estados Unidos, ligação que levou a entidade a participar da recuperação do imóvel.

Na página do Project: Gean, a organização informa que integrantes das forças de segurança, socorristas, veteranos, voluntários, empresas locais e profissionais da construção participaram dos trabalhos na residência durante um período de 18 meses.

A atuação dos voluntários ocorreu enquanto os Silva garantiam moradia a Gean. A recuperação do imóvel tratava de um problema diferente daquele resolvido pelos vizinhos: devolver à viúva a possibilidade de ocupar novamente a casa onde havia vivido com o marido.

Depois dos trabalhos, a residência deixou de estar interditada. A CBS News registrou que Gean passou a considerar o retorno ao imóvel recuperado, depois do período em que dependeu do espaço oferecido pela família Silva para ter onde morar.

A possibilidade de voltar para casa não encerrou o vínculo estabelecido durante o acolhimento. Nesse intervalo, Gean já havia sido incorporada à rotina dos Silva e tratada pelas crianças como avó, embora antes da emergência ela e Carmen fossem apenas vizinhas sem convivência próxima.

A relação também modificou o destino que Gean imaginava para a própria residência depois da reforma. A reportagem registrou que ela planejava compartilhar a casa recuperada com os Silva, invertendo a situação inicial em que a família de dez pessoas abriu espaço em seus três quartos para acolhê-la.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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