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Família constrói casa dos sonhos em Oklahoma em 2021, quatro anos depois líquido preto começa a atravessar o piso, testes encontram sal compatível com salmoura de campo petrolífero e 16 visitas ainda não sabem dizer a origem

Família constrói casa dos sonhos em Oklahoma em 2021, quatro anos depois líquido preto começa a atravessar o piso, testes encontram sal compatível com salmoura de campo petrolífero e 16 visitas ainda não sabem dizer a origem

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Família constrói casa dos sonhos em Oklahoma em 2021, quatro anos depois líquido preto começa a atravessar o piso, testes encontram sal compatível com salmoura de campo petrolífero e 16 visitas ainda não sabem dizer a origem

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 11/09/2026 às 21:54

Atualizado em 11/09/2026 às 21:55

Petróleo e Gás

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A família Meredith precisou abandonar a casa construída em Fort Gibson depois que um líquido escuro começou a surgir pelo piso em agosto de 2025, análises encontraram sinais compatíveis com resíduos ligados à exploração de petróleo e gás, mas a investigação ainda não conseguiu determinar de onde a substância vem.

A casa que Kara e Mitch Meredith levaram anos para conseguir construir começou a ser invadida por um líquido escuro que atravessava o piso. O problema apareceu em agosto de 2025, apenas quatro anos depois de o imóvel ter sido construído em Fort Gibson, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos.

A informação foi publicada pela KGOU, emissora pública de rádio de Oklahoma. A família percebeu inicialmente a substância no banheiro principal e acabou deixando a residência diante da preocupação com o que poderia estar subindo do solo.

O caso chama atenção porque testes encontraram sal compatível com salmoura de campo petrolífero, mas isso não prova que exista um antigo poço exatamente sob a casa. A origem do líquido continua sem uma resposta definitiva.

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Líquido escuro começou a atravessar o piso cinco semanas depois do nascimento do terceiro filho

Kara e Mitch economizaram durante anos para comprar uma casa feita para a família na cidade natal de Kara. A residência de estilo rural ficou pronta em 2021, e eles se mudaram pouco depois.

A situação mudou em agosto de 2025, cinco semanas depois do nascimento do terceiro filho do casal. Uma substância de tom escuro começou a aparecer pelo piso do banheiro principal e depois se tornou um problema grande o suficiente para afastar a família da propriedade.

Líquido escuro começou a atravessar o piso cinco semanas depois do nascimento do terceiro filho. (Imagem: Mitch Meredith)

Registros da investigação mostram que o líquido chegou a fluir a aproximadamente dois galões por minuto em 27 de agosto. O volume e a forma como a substância surgia através da estrutura fizeram a família temer que não estivesse diante de um simples vazamento doméstico.

Para evitar o contato com o material, os Meredith deixaram a residência e passaram a morar temporariamente em outro imóvel pertencente a familiares.

Testes encontraram sal compatível com salmoura gerada em campos de petróleo e gás

Uma das descobertas mais importantes veio das amostras recolhidas durante a investigação. Os testes identificaram no líquido sal compatível com salmoura de campo petrolífero.

Salmoura, nesse contexto, é uma água com grande concentração de sais que pode aparecer como subproduto da produção de petróleo e gás. A presença desse tipo de característica levantou dúvidas sobre a possível relação do problema com antigas atividades petrolíferas da região.

A investigação também considerou outras possibilidades. Entre elas está a existência de condições naturais de água subterrânea na área, inclusive uma possível fonte artesiana.

Estado fez 16 visitas, analisou imagens antigas e procurou registros de perfuração

A Oklahoma Corporation Commission, agência estadual que fiscaliza atividades de petróleo e gás, passou a investigar o imóvel. Técnicos coletaram amostras, examinaram imagens do subsolo, fotografias aéreas antigas e registros históricos de perfuração.

Foram realizadas 16 visitas à propriedade entre agosto e fevereiro. Mesmo com esse trabalho, nenhuma fonte definitiva havia sido oficialmente identificada até 1º de abril de 2026.

A KGOU, emissora pública de rádio de Oklahoma, registrou que não existem poços documentados diretamente sob a casa dos Meredith. Também foram analisadas informações sobre estruturas antigas existentes nas proximidades.

Estado fez 16 visitas, analisou imagens antigas e procurou registros de perfuração. (Imagem: Mitch Meredith)

Uma fotografia aérea de 1952 mostra uma alteração no terreno perto do local onde hoje está a residência. A imagem aumentou as dúvidas sobre o passado daquela área, mas também não comprova a existência de um poço sob a construção.

Poço registrado nas proximidades foi considerado seco nos anos 1940

Os registros conhecidos indicam a existência de um antigo poço a pelo menos 400 pés da casa, distância superior a 120 metros. Esse poço havia sido considerado seco ainda nos anos 1940.

O dado é importante porque impede uma conclusão simples sobre o que aconteceu. Existe um histórico de exploração petrolífera na região, mas não há registro conhecido de um poço exatamente sob a residência.

A dificuldade aumenta porque Oklahoma acumulou uma longa história de perfuração. O estado tem uma estimativa de mais de 61 mil poços de petróleo e gás não documentados, resultado de quase 130 anos de atividade.

Na prática, isso significa que nem toda estrutura antiga existente no subsolo aparece necessariamente nos registros disponíveis hoje. Essa falta de documentação ajuda a explicar por que determinar a origem de um problema desse tipo pode ser tão complicado.

Crescimento das cidades pode aproximar casas de antigos poços esquecidos

O caso da família Meredith também expõe uma dificuldade ligada ao crescimento urbano em regiões com histórico de exploração de petróleo e gás.

Terrenos que décadas atrás estavam ligados a atividades de perfuração podem, com o avanço das cidades, receber bairros, ruas e casas. O problema aparece quando poços antigos não foram registrados ou quando os registros existentes são incompletos.

Piso da casa com marcas do líquido escuro (Imagem: Mitch Meredith)

O episódio mostra como estruturas enterradas há muitas décadas podem voltar a despertar preocupação quando a ocupação urbana alcança áreas que tiveram outro uso no passado.

Família permanece fora da casa enquanto origem do líquido segue sem resposta

Mesmo depois das visitas técnicas, dos testes e da análise de registros históricos, a pergunta central continua aberta. A origem da substância que atravessou o piso da casa ainda não foi oficialmente determinada.

Kara e Mitch continuam afastados da residência que levaram anos para conseguir construir. A família também entrou na Justiça contra a seguradora da casa após a negativa de uma reclamação e contra a construtora.

O caso conta com dois fatos que precisam permanecer separados. Os testes encontraram sinais compatíveis com resíduos associados aos campos de petróleo, enquanto os investigadores ainda não localizaram uma fonte capaz de explicar definitivamente o vazamento.

Para os moradores, uma casa construída em 2021 acabou se tornando o centro de uma investigação ligada a décadas de exploração do subsolo de Oklahoma. Até que a origem seja identificada, permanece sem resposta a questão mais importante: o que existe debaixo daquela propriedade e de onde vem o líquido que conseguiu atravessar sua fundação?

Você moraria novamente em uma casa depois de ver um líquido desconhecido subir pelo piso dessa maneira? Conte nos comentários o que faria nessa situação e compartilhe esta história com quem se interessa por casas, petróleo e mistérios escondidos no subsolo.

Fonte

KGOU


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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