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Família deixa cidade pela segurança dos filhos e troca o medo de tiroteios nas escolas por uma vida mais acessível em Medellín, passando a viver sem carro, enquanto filhos de 4 e 5 anos estudam em casa e circulam de patinete pela cidade

Família deixa cidade pela segurança dos filhos e troca o medo de tiroteios nas escolas por uma vida mais acessível em Medellín, passando a viver sem carro, enquanto filhos de 4 e 5 anos estudam em casa e circulam de patinete pela cidade

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Família deixa cidade pela segurança dos filhos e troca o medo de tiroteios nas escolas por uma vida mais acessível em Medellín, passando a viver sem carro, enquanto filhos de 4 e 5 anos estudam em casa e circulam de patinete pela cidade

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 16/09/2026 às 15:43

Atualizado em 16/09/2026 às 15:44

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Relatos posteriores de Alyssa Bolaños mostram que a mudança também reorganizou educação, trabalho e mobilidade: os meninos permaneceram em ensino domiciliar durante a adaptação escolar, enquanto os pais passaram a dividir a rotina familiar de forma diferente na Colômbia.

Meses depois da mudança, Alyssa Bolaños descreveu uma rotina já reorganizada em Medellín, com o marido mais presente em casa e os filhos ainda fora da escola local enquanto a família aguardava a possibilidade de matrícula.

Em relato publicado pelo Business Insider, Alyssa, então com 35 anos, afirmou que a preocupação com tiroteios em escolas teve peso central na decisão de deixar a Flórida. O marido é colombiano, mas voltar ao país não havia sido um plano automático do casal antes de as prioridades familiares mudarem.

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A família deixou os Estados Unidos em agosto de 2025, quando os meninos tinham 4 e 5 anos. Antes de se estabelecer em Medellín, os quatro passaram três meses no Uruguai em uma experiência educacional que combinava atividades para as crianças e estrutura de trabalho para os pais.

Em entrevista posterior ao podcast Passport to Wealth, Alyssa explicou que a etapa fazia parte de uma proposta de educação durante viagens. O casal também buscava viver em um país de língua espanhola, aproximando os filhos do idioma e das raízes colombianas do pai.

Educação dos filhos passou por uma transição

Os meninos já haviam deixado a escola nos Estados Unidos antes da mudança internacional. Alyssa relatou que os pais começaram a educá-los em casa depois de um problema de segurança na escola e mantiveram o ensino domiciliar porque a saída do país já estava planejada.

A intenção, porém, não era transformar esse formato em solução permanente. Na entrevista publicada em julho deste ano, ela disse que a família pretendia matricular os filhos em uma escola na Colômbia, mas encontrou dificuldade para fazer a entrada durante o calendário letivo.

Enquanto isso, a organização profissional da casa mudou. Alyssa continuou trabalhando como freelancer em áreas ligadas a estratégia de mídia social e marketing, enquanto o marido passou a ficar mais presente na rotina doméstica e no acompanhamento diário das crianças.

Essa divisão permitiu que os pais mantivessem os meninos próximos durante a adaptação. Alyssa contou que passou a ter mais tempo para almoçar com os filhos, brincar com eles e participar de atividades que antes eram mais difíceis de encaixar na rotina de Orlando.

A mudança também aproximou as crianças de referências familiares já presentes em casa. Alyssa é filha de imigrantes cubanos, o marido cresceu na Colômbia e os dois meninos já conviviam com inglês e espanhol antes da transferência para a América Latina.

Vida sem carro mudou os deslocamentos

A mobilidade foi outra diferença destacada por Alyssa. Em Orlando, ela descreveu o automóvel como praticamente indispensável para as atividades cotidianas e afirmou que considerava difícil caminhar ou usar bicicleta com segurança em boa parte dos trajetos feitos pela família.

Em Medellín, os quatro passaram a combinar caminhadas, transporte público e viagens por aplicativo quando necessário, sem manter carro próprio. Os filhos também incorporaram patinetes aos deslocamentos, uma rotina que os pais associaram à possibilidade de circular mais pela cidade sem depender de um veículo.

Alyssa afirmou que a existência do metrô e a possibilidade de realizar tarefas a pé pesaram na escolha de Medellín. A comparação feita por ela foi com a experiência na Flórida, onde sentia necessidade de dirigir para praticamente todas as atividades familiares.

O custo de vida também entrou na avaliação. Ao Business Insider, Alyssa disse que as compras de supermercado para quatro pessoas ficaram mais baratas e citou uma conta pessoal de celular de US$ 30 por mês como exemplo de despesa inferior à que tinha nos Estados Unidos.

Ela também fez uma ressalva sobre a diferença de poder de compra entre estrangeiros com renda vinculada ao exterior e moradores locais. Por isso, defendeu consumir em negócios da região e buscar integração à comunidade, em vez de tratar Medellín apenas como um destino de baixo custo.

A adaptação não eliminou dificuldades. Alyssa relatou que a menor sensação de urgência em alguns serviços e relações profissionais pode gerar frustração para quem estava acostumado ao ritmo norte-americano, além da distância de parentes e amigos deixados nos Estados Unidos.

A avaliação sobre segurança também tem um recorte específico. Alyssa não apresentou Medellín como uma cidade sem violência e reconheceu a necessidade de atenção a furtos e outros crimes patrimoniais; a diferença destacada por ela está no temor relacionado a ataques armados em escolas.

A entrevista mais recente mostrou que a família permanecia estabelecida na Colômbia, ainda organizando a transição escolar dos meninos e mantendo a rotina sem carro. No relato ao Business Insider, Alyssa afirmou que não tinha planos de voltar a morar nos Estados Unidos.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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