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Família mora 11 anos ao lado do vizinho aposentado e só se aproxima quando pede a caminhonete dele para buscar três jardas de terra para tapar um buraco no quintal, percebe que o solteiro passaria os feriados sozinho e o adota como avô dos três filhos, com lugar garantido no Natal e na rotina da casa

Família mora 11 anos ao lado do vizinho aposentado e só se aproxima quando pede a caminhonete dele para buscar três jardas de terra para tapar um buraco no quintal, percebe que o solteiro passaria os feriados sozinho e o adota como avô dos três filhos, com lugar garantido no Natal e na rotina da casa

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Família mora 11 anos ao lado do vizinho aposentado e só se aproxima quando pede a caminhonete dele para buscar três jardas de terra para tapar um buraco no quintal, percebe que o solteiro passaria os feriados sozinho e o adota como avô dos três filhos, com lugar garantido no Natal e na rotina da casa

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 09/09/2026 às 11:58

Atualizado em 09/09/2026 às 11:59

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Kris Ann Valdez e o marido conheciam pouco Gary além do primeiro nome, apesar de viverem na casa ao lado havia mais de uma década. Um pedido de ajuda para transportar terra aproximou os vizinhos e deu início a refeições, festas de fim de ano e encontros frequentes com as crianças.

Durante 11 anos, Kris Ann e o marido dividiram a vizinhança com Gary sem que a convivência avançasse muito além de acenos e conversas rápidas. Eles sabiam que o homem era aposentado e solteiro, mas não haviam construído uma amizade com quem morava a poucos metros de distância.

A mudança começou quando o casal encontrou um buraco no quintal e recebeu um orçamento que considerou alto para o reparo. Com orientações detalhadas de um amigo que trabalhava como empreiteiro, decidiu fazer o serviço por conta própria e precisou buscar uma quantidade de terra que o Subaru Forester da família não conseguiria transportar.

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A caminhonete estacionada na casa ao lado oferecia uma alternativa. O marido de Kris Ann se aproximou de Gary, que estava do lado de fora regando as plantas, e perguntou se o aposentado poderia ajudá-lo com o transporte do material.

Gary concordou e decidiu acompanhar o vizinho no trajeto, de cerca de 20 minutos, em vez de apenas emprestar o veículo. Três jardas de terra foram colocadas na caçamba, quantidade que havia levado o casal a procurar uma solução diferente do carro da família.

Kris Ann relatou a história ao Business Insider, onde descreveu como aquele favor alterou uma relação que, até então, permanecia limitada à cordialidade entre vizinhos. Depois da viagem, o marido abasteceu a caminhonete, conferiu a pressão dos pneus e lavou a caçamba.

Ela decidiu agradecer de outra forma e convidou Gary para jantar. O encontro colocou o aposentado, pela primeira vez, dentro da rotina de uma casa com três crianças e um cachorro, depois de mais de uma década em que os moradores das duas casas quase não tinham convivido.

Do primeiro jantar aos feriados em família

Kris Ann tinha receio de que o movimento da casa pudesse incomodar alguém acostumado a morar sozinho. Durante o jantar, porém, as crianças fizeram perguntas ao novo convidado, enquanto Maple, a cadela da família, também buscava a atenção dele.

Depois da visita, Gary comentou com o marido de Kris Ann que estava vivendo uma nova fase e queria estar mais aberto às oportunidades que aparecessem. O pedido envolvendo a caminhonete havia sido uma dessas ocasiões e passou a ser seguido por novos convites.

Em uma das conversas seguintes, o casal descobriu que os parentes de Gary moravam em Boston e que ele passaria sozinho algumas das principais celebrações do fim de ano. A família então o chamou para o Thanksgiving, o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, e para o jantar de Natal.

O convite também incluiu a manhã de Natal, período que a família normalmente reservava ao núcleo da casa. Para Gary, foi preparada uma meia natalina recheada com chocolates, café, balas de menta e outros presentes.

Pouco depois, os vizinhos descobriram que o aniversário dele ocorre três dias após o Natal. Kris Ann e uma das filhas, então com 6 anos, fizeram um bolo para comemorar a data e lhe deram mais chocolates.

As festas deixaram de ser o único ponto de encontro. Com o tempo, Gary passou a participar dos dias comuns da família, aproximando-se dos três filhos de maneiras diferentes e ocupando o espaço que Kris Ann descreveu como o de uma figura de avô.

A convivência passa a fazer parte dos dias comuns

Com o filho mais novo, Gary costuma brincar de jogar bola. A filha de 7 anos pede que ele a jogue para o alto ou observe os movimentos de ginástica que aprendeu, enquanto o filho de 12 anos ajuda a garantir que o vizinho seja incluído nas caminhadas noturnas da família.

Maple também passou a demonstrar entusiasmo quando encontra o aposentado. A sequência de brincadeiras, caminhadas, refeições e visitas colocou Gary em uma rotina familiar que não existia durante os primeiros 11 anos em que todos viveram lado a lado.

A aproximação começou sem intimidade anterior. O que existia entre as duas casas era uma convivência cordial até que o reparo do quintal criou uma situação concreta em que o casal precisou pedir ajuda ao vizinho para transportar a terra.

O favor terminou quando a carga chegou à casa e a caminhonete foi devolvida, mas os encontros continuaram. Gary passou a ser convidado para refeições, comemorações e atividades cotidianas, enquanto cada uma das crianças desenvolveu uma forma própria de convivência com ele.

A relação construída com os vizinhos não substituiu os vínculos de Gary com os próprios parentes, que vivem em outra região dos Estados Unidos. Em uma visita a Boston, ele pediu uma fotografia de Kris Ann, do marido e das crianças para mostrar à própria família.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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