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Famílias da Vila Bela transformam um enorme cano sobre córrego em passarela improvisada para chegar ao outro lado do bairro, atravessam sem corrimão carregando crianças, relatam que moradores já caíram e precisam até esperar quem está no meio terminar, enquanto prefeitura prepara obra de uma passagem segura

Famílias da Vila Bela transformam um enorme cano sobre córrego em passarela improvisada para chegar ao outro lado do bairro, atravessam sem corrimão carregando crianças, relatam que moradores já caíram e precisam até esperar quem está no meio terminar, enquanto prefeitura prepara obra de uma passagem segura

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Famílias da Vila Bela transformam um enorme cano sobre córrego em passarela improvisada para chegar ao outro lado do bairro, atravessam sem corrimão carregando crianças, relatam que moradores já caíram e precisam até esperar quem está no meio terminar, enquanto prefeitura prepara obra de uma passagem segura

Escrito por Carla Teles

Publicado em 12/09/2026 às 20:48

Atualizado em 12/09/2026 às 20:49

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Passarela improvisada na Vila Bela, em São Paulo, usa cano de aço sobre córrego enquanto moradores aguardam obra segura. Imagem: Reprodução/SBT Jornalismo/YouTube.

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Na Vila Bela, na zona leste de São Paulo, moradores usam uma passarela improvisada sobre um córrego para chegar ao outro lado do bairro; o cano de aço é escorregadio, não tem corrimão, recebe adultos com crianças no colo e seguirá sendo usado enquanto uma licitação prevê nova travessia segura.

Moradores da Vila Bela, na zona leste de São Paulo, transformaram uma grande tubulação sobre um córrego em passarela improvisada para conseguir circular entre dois lados do bairro. Sem ponte disponível naquele ponto, adultos e crianças atravessam diariamente sobre o cano de aço, sem corrimão ou qualquer outra proteção lateral.

Segundo reportagem publicada pelo canal SBT Jornalismo, no YouTube, em 11 de setembro de 2026, uma licitação foi aberta para construir uma passarela no local. A gravação mostra moradores atravessando a tubulação e relatando os riscos enfrentados diariamente. Enquanto a obra não é realizada, a passagem continua sendo feita sem qualquer proteção.

Cano de aço virou caminho para atravessar o córrego

Imagem: Reprodução/SBT Jornalismo/YouTube.

A estrutura usada pelos moradores não foi construída para funcionar como passagem de pedestres. Segundo a reportagem, trata-se de um grande cano de aço que transporta água da Sabesp e cruza o córrego da Vila Bela, ligando visualmente os dois lados daquela parte da comunidade.

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Com a falta de uma ponte no ponto utilizado pelos moradores, a tubulação acabou assumindo outra função na rotina local. O cano passou a servir como uma espécie de passarela improvisada, apesar de sua superfície arredondada e da ausência de estruturas próprias para uma travessia segura.

Moradores dizem que aquela é a única passagem disponível

Uma das moradoras entrevistadas afirmou que aquela seria a única passagem usada por eles para alcançar o outro lado. Na prática, isso significa que evitar o cano não aparece no relato como uma alternativa simples para quem precisa cumprir os deslocamentos cotidianos.

A situação faz com que pessoas de diferentes idades precisem se equilibrar sobre a estrutura. A travessia é estreita, não possui corrimão e ocorre diretamente acima do córrego, combinação que aumenta a insegurança descrita pelos próprios moradores.

Crianças atravessam no colo e segurando a mão de adultos

Imagem: Reprodução/SBT Jornalismo/YouTube.

A dificuldade aumenta para famílias com crianças pequenas. Uma moradora explicou que, em determinadas situações, precisa atravessar com uma criança no colo e outra segurada pela mão, enquanto tenta manter o próprio equilíbrio sobre o cano.

A reportagem mostra que esse deslocamento não ocorre de forma eventual. Segundo os depoimentos, crianças também precisam passar diariamente pela estrutura, tornando a ausência de uma passagem adequada um problema que afeta diretamente a rotina das famílias da Vila Bela.

Superfície do cano fica escorregadia durante a passagem

Os entrevistados destacaram outro fator de risco: o material da tubulação. O grande cano de aço é descrito como escorregadio, o que exige atenção constante de quem atravessa a passarela improvisada.

Até o repórter que realizou a travessia comentou sobre a sensação de insegurança durante o percurso. Sem uma superfície plana e sem apoio lateral para as mãos, qualquer perda de equilíbrio pode deixar o pedestre muito próximo de cair no córrego.

Moradores relatam que pessoas já caíram no córrego

Imagem: Reprodução/SBT Jornalismo/YouTube.

A preocupação não é apenas hipotética. Um dos moradores afirmou durante a reportagem que pessoas já caíram da tubulação para dentro do córrego e contou que ele próprio quase sofreu uma queda recentemente.

A fonte não informa quantos acidentes ocorreram, quando aconteceram ou se provocaram ferimentos. Por isso, não é possível dimensionar essas ocorrências além dos relatos apresentados. Ainda assim, os depoimentos ajudam a explicar por que os moradores cobram uma passagem com estrutura própria para pedestres.

Quem está no meio precisa terminar antes que outro atravesse

O formato estreito da passarela improvisada também cria uma espécie de regra informal entre quem utiliza o local. Quando alguém já começou a travessia e outra pessoa chega pelo lado oposto, um dos pedestres precisa aguardar.

Os moradores explicaram que quem já está no meio do cano termina primeiro, evitando que duas pessoas tentem se cruzar simultaneamente sobre a estrutura. A precaução ganha ainda mais importância quando há adultos carregando crianças ou acompanhando menores pela mão.

Prefeitura já fez intervenções perto do córrego

Imagem: Reprodução/SBT Jornalismo/YouTube.

Segundo os relatos exibidos na reportagem, a prefeitura já realizou intervenções na área, incluindo o alargamento do córrego e a instalação de grades em determinados pontos próximos à margem.

Apesar dessas mudanças, o cano continuou sendo usado pelos moradores como ligação entre os dois lados. A ausência de uma estrutura específica para pedestres manteve a tubulação como parte da rotina de deslocamento no bairro.

Licitação prevê construção de uma passarela no local

A reportagem informa que uma licitação foi aberta para construir uma passarela, criando a perspectiva de substituir a travessia improvisada por uma estrutura destinada aos pedestres.

O material fornecido, porém, não detalha prazo para início ou conclusão da obra, valor previsto ou características técnicas da futura passagem. Até que a nova estrutura seja efetivamente construída, os moradores continuam dependendo do cano para atravessar o córrego.

Até um cachorro recuou ao tentar atravessar o cano

Imagem: Reprodução/SBT Jornalismo/YouTube.

Um momento da reportagem ajuda a dimensionar visualmente a dificuldade da travessia. Um cachorro chega a tentar caminhar pela tubulação, avança por parte do percurso e depois desiste e retorna pelo mesmo caminho.

A cena reforça o contraste com a rotina das famílias que não tratam o local como uma curiosidade. Para quem vive na Vila Bela e utiliza aquele caminho diariamente, a passarela improvisada funciona como ligação necessária entre dois pontos do próprio bairro.

Rotina segue enquanto moradores esperam passagem segura

Assista o vídeo

A travessia da Vila Bela reúne uma série de obstáculos no mesmo ponto: superfície escorregadia, ausência de corrimão, crianças sendo carregadas, necessidade de esperar quem já está sobre o cano e relatos de moradores que dizem ter presenciado quedas.

Enquanto a passarela prevista na licitação não é construída, famílias continuam atravessando o córrego sobre uma tubulação originalmente destinada ao transporte de água. Na sua opinião, você atravessaria esse cano todos os dias com uma criança no colo? Conte nos comentários o que mais chama sua atenção nessa situação.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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