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Fazendeiro brasileiro solta 50 galinhas d’angola no pasto por conselho de amigos, as aves passam o dia caçando carrapatos, cigarrinhas e formigas no meio do gado, o plantel cresce para 500 e o pasto limpo vira vitrine, com criadores da região disputando as aves
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 08/09/2026 às 16:39
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Jairdes Rodrigues, pequeno pecuarista da linha 152, a 18 km de Novo Horizonte do Oeste, começou com cerca de 50 galinhas d’angola e chegou a 500 adultas com chocadeira própria. As aves limparam o pasto de cigarrinhas, formigas e carrapatos, o gado engordou e criadores encomendaram 600 pintinhos em 2011
O pecuarista Jairdes Rodrigues transformou a pastagem da sua propriedade, a 18 quilômetros de Novo Horizonte do Oeste, em uma das mais limpas e livres de pragas da região com um método simples: criar galinhas d’angola soltas no meio do gado. As aves combatem cigarrinhas, formigas cabeçudas, carrapatos e outras pragas, o plantel saltou de cerca de 50 para em torno de 500 cabeças adultas, e criadores de gado vizinhos passaram a procurá-lo para comprar as aves.
As informações foram publicadas pelo portal Agrolink em 29 de junho de 2011, a partir de reportagem do Diário da Amazônia, de Porto Velho, com declarações do próprio pecuarista.
Propriedade na linha 152, a 18 km de Novo Horizonte do Oeste, cria 250 cabeças
Jairdes Rodrigues e a família moram em uma propriedade na linha 152, lado sul, a 18 quilômetros da pequena cidade de Novo Horizonte do Oeste, em um dos pontos mais altos da zona da mata.
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Paulo Nogueira
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Ele é considerado um pequeno pecuarista. A propriedade tem capacidade para criar 250 cabeças de gado leiteiro e de corte, sendo a maioria de corte.
450 litros de leite por dia para laticínios da região
A pequena parte leiteira do rebanho responde por uma produção diária de 450 litros, enviados para laticínios da região.
O leite e a carne saem do mesmo pasto, e é a qualidade dessa pastagem que, segundo a reportagem, explica os resultados nas duas frentes.
Amigos indicaram as galinhas d’angola para um pasto cheio de pragas
Jairdes começou a criar as angolas por orientação de alguns amigos. Até então, o pasto era cheio de pragas.
Assim que passou a utilizar as aves, a situação começou a mudar, conforme o pecuarista relatou ao Diário da Amazônia.
Cigarrinhas, formigas cabeçudas e carrapatos: o cardápio das aves
As galinhas d’angola são as responsáveis pela limpeza da pastagem, combatendo cigarrinhas, formigas cabeçudas, carrapatos e outras pragas.
Por isso, a pastagem da propriedade é considerada uma das melhores da região, a mais limpa e livre de pragas, de acordo com a reportagem.
Gado de corte ganhou peso e a produção de leite cresceu
O resultado já é visível, segundo o Diário da Amazônia: além da grande produção de leite, o gado de corte ganhou mais peso.
A ligação entre pasto limpo e animal mais pesado é o argumento central do pecuarista, que atribui às aves a qualidade da carne e do leite que produz.
De 50 aves a 500 adultas com uma chocadeira artificial
A forma de criar as galinhas d’angola é simples, segundo Jairdes. Ele começou com cerca de 50 cabeças e logo fez uma chocadeira artificial.
Em 2011, o plantel já estava em torno de 500 cabeças adultas, dez vezes o tamanho inicial.
Criadores da região procuram as aves e o pecuarista vira empreendedor
Devido ao sucesso da pastagem limpa, muitos criadores de gado da região passaram a procurar Jairdes para adquirir as aves.
A procura levou o pecuarista a virar um empreendedor do ramo, conforme a reportagem. As galinhas d’angola deixaram de ser só ferramenta de limpeza e viraram produto.
Duas chocadeiras a mais, cada uma com 100 ovos por vez
Para atender à demanda, Jairdes teve de fabricar mais duas chocadeiras. Cada uma tem capacidade de chocar 100 ovos por vez.
Somadas à primeira, as chocadeiras sustentam a produção de pintinhos para venda, além da reposição do próprio plantel.
“Se hoje estou ganhando um bom dinheiro é graças a elas”
“Se hoje estou ganhando um bom dinheiro é graças a elas, pois ganhei qualidade na produção de carne e de leite”, disse Jairdes ao Diário da Amazônia.
A frase resume o ganho duplo descrito pelo pecuarista: renda com a venda das aves e melhora no rebanho.
Postura de setembro a março e 600 pintinhos encomendados fora de época
O período de postura das galinhas d’angola vai de setembro a março. Mesmo fora dessa época, já havia encomendas para cerca de 600 pintinhos, segundo a reportagem.
A fila de pedidos mostra que a demanda superava a capacidade de produção no momento da publicação.
Casal por até R$ 20 e carne e ovos “mais saborosos”
Os compradores mais apressados adquiriam casais de galinhas d’angola, que chegavam a custar R$ 20.
“As aves também servem para o consumo. A carne e ovos são mais saborosos que as das galinhas comuns, os ovos são excelentes para confecção de bolos, pois não deixam cheiros, a carne um pouco escura é considerada mais consistente”, salientou Jairdes.
Em junho de 2011, pasto limpo, 500 aves e fila de encomendas
Quando a reportagem foi publicada, em 29 de junho de 2011, Jairdes Rodrigues mantinha cerca de 500 galinhas d’angola adultas, três chocadeiras em operação e encomendas de aproximadamente 600 pintinhos aguardando o período de postura.
O pasto da propriedade seguia como referência de limpeza na região de Novo Horizonte do Oeste, com o rebanho de corte mais pesado e a produção de 450 litros de leite por dia.
Na sua opinião, soltar galinhas d’angola no pasto para combater carrapatos e cigarrinhas é uma solução que pode substituir produtos químicos em pequenas propriedades, ou funciona só em casos como o de Jairdes Rodrigues? Deixe sua opinião nos comentários.
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galinhas d’angola limpam pasto de carrapatos e cigarrinhas
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

