O candidato ao Senado Júnior Feitoza (DC) afirmou na noite desta quinta-feira, 03, durante a sabatina do ac24horas que a escola deve priorizar a transmissão de conhecimento e defendeu que temas relacionados a pautas de costumes, como educação sexual, não façam parte do ambiente escolar. Segundo ele, a discussão desses assuntos não contribuiria para a formação acadêmica dos estudantes.
Feitoza foi questionado sobre sua posição em relação à educação sexual nas escolas, tema que costuma gerar divergências entre setores da direita e da esquerda. Ao responder, o candidato classificou o debate como “raso” e afirmou que o país possui problemas mais urgentes.
“Eu sou um democrata, cristão, razoável. A escola é lugar de conhecimento, de transmissão de conhecimento. A escola é lugar de códigos, é lugar do aluno estudar”, afirmou.
Segundo Feitoza, o currículo escolar deveria estar concentrado em disciplinas tradicionais, como matemática, língua portuguesa, ciências e história. Ele também afirmou que pretende defender uma mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para incluir uma disciplina específica de cidadania.
“Eu ainda vou defender uma reforma na nossa LDB, que é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para que a gente coloque nesse país, não como tema transversal, uma disciplina chamada cidadania”, declarou.
Para o candidato, o ensino de cidadania permitiria que crianças e jovens conhecessem melhor seus direitos e tivessem maior capacidade de participação na sociedade. Feitosa afirmou ainda que políticos teriam resistência à proposta porque uma população mais consciente de seus direitos seria menos suscetível à manipulação.
“Eu acho que a gente precisa estudar cidadania, voltar até essa disciplina na escola, cidadania, para que as pessoas conheçam o seu direito. Eu sei que os políticos não querem. Não querem porque nós vamos criar cidadãos, pessoas que vão saber quais são os seus direitos”, disse.
Ao reforçar sua posição sobre educação sexual e pautas de costumes, Feitoza afirmou que a escola não deveria ser utilizada para esse tipo de discussão.
“Eu acho que a escola não é um lugar para estar discutindo questões que não vai levar ele a lugar nenhum. A escola é lugar de transmissão de conhecimento”, afirmou.
Durante a sabatina, ele também defendeu a valorização dos profissionais da educação e da saúde. Feitoza afirmou que professores e trabalhadores dessas áreas estão entre os profissionais que recebem os menores salários e disse que a melhoria das condições de trabalho teria impacto direto na qualidade do ensino. “Eu vou lutar para que os jovens tenham aptidão para ir para a escola, uma escola de qualidade com profissionais felizes na sala de aula, professores com um salário melhor”, declarou.
Feitoza também citou os profissionais da segurança pública e afirmou que a valorização deve alcançar diferentes categorias.“Hoje, meu amigo, os piores salários hoje são da saúde e da educação. São os piores salários hoje é do professor, dos trabalhadores da educação e da saúde”, afirmou.
Na avaliação do candidato, melhorar a remuneração e as condições de trabalho dos professores é uma das formas de elevar a qualidade da educação. “Agora, a gente tem que valorizar os profissionais da educação, valorizar o policial, valorizar o professor. Porque se o professor estiver bem valorizado, nós vamos ter cada vez a aula melhor”, disse.
Ao concluir a resposta sobre o tema, Feitoza reforçou sua posição de que a escola deve se concentrar na formação acadêmica e deixou clara sua oposição à inclusão de pautas de costumes no ambiente escolar. “Pauta de costume não é na escola”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

