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Fim do mundo: cientistas revelam os 7 países com as maiores chances de sobreviver a um colapso global
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 03/09/2026 às 18:18
Atualizado em 03/09/2026 às 18:24
Ciência e Tecnologia
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Dois estudos revisados por pares identificaram um grupo de sete nações insulares com maior resiliência para manter a sociedade ou a produção de alimentos durante cenários extremos de colapso global.
A resiliência nacional diante de perturbações sistêmicas foi analisada sob duas perspectivas científicas complementares. Uma análise publicada em 2021 avaliou quais países conseguiriam preservar sistemas sociais e tecnológicos complexos após uma crise internacional generalizada.
Os pesquisadores dessa primeira etapa utilizaram dados do Índice de Adaptação Global da Universidade de Notre Dame, conhecido como ND-Gain. Esse indicador mede o nível de preparação e a vulnerabilidade das nações perante mudanças ambientais.
Com base na combinação de alta prontidão e baixa vulnerabilidade, os cientistas analisaram cinco países em relação à produção de alimentos, fontes de energia, fabricação de bens, localização geográfica e capacidade de adaptação às condições do clima.
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As nações examinadas nesse estudo inicial foram Nova Zelândia, Islândia, Reino Unido, Austrália, com foco específico na região da Tasmânia, e Irlanda.
Nova Zelândia lidera indicador inicial, mas enfrenta limitações industriais
Entre os países avaliados na análise de 2021, a Nova Zelândia obteve a melhor condição inicial, registrando pontuação de 6,5. Em seguida, a Islândia alcançou 1,2, enquanto Reino Unido e Austrália registraram 1 e a Irlanda marcou 0,6.
O desempenho neozelandês foi impulsionado pelo isolamento geográfico e pela disponibilidade local de energia e agricultura. Contudo, os pesquisadores ressaltaram que a base industrial do país é limitada e que há exposição a riscos naturais.
Além disso, a extensão de terras agrícolas não garante uma medida exata da capacidade de suporte de uma população. A Austrália possui vastas áreas agrícolas, mas grande parte é formada por pastagens em vez de terras aráveis.
Cenários de inverno nuclear destacam autossuficiência da Austrália
Um estudo posterior de Análise de Risco focou na sobrevivência de 38 nações insulares em cenários de redução drástica da luz solar, causada por guerra nuclear, grandes erupções vulcânicas ou impactos de asteroides e cometas.
A pesquisa modelou emissões de 5, 27 e 150 teragramas de fuligem na atmosfera, avaliando variações na produção agrícola e na pesca marinha. Os países foram comparados em 13 fatores, incluindo infraestrutura, comunicação, saúde, estabilidade política e comércio.
No cenário mais severo, de 150 teragramas, Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Vanuatu e Ilhas Salomão conseguiram manter a produção alimentar acima de 2.200 quilocalorias por pessoa ao dia, parâmetro básico adotado pela pesquisa.
A Austrália obteve o melhor desempenho geral na simulação, alcançando uma autossuficiência alimentar modelada de 16.069 quilocalorias por pessoa ao dia. As reservas gigantescas de alimentos, infraestrutura, segurança sanitária e capacidade de defesa reforçaram esse resultado.
Vulnerabilidade comercial e dependência de importações representam riscos
Apesar da alta capacidade agrícola, os estudos indicam que as reservas alimentares não eliminam a necessidade do comércio internacional. Tanto a Austrália quanto a Nova Zelândia dependem de importações de fertilizantes, máquinas, equipamentos e produtos petrolíferos.
A Austrália apresenta maior risco de exposição política durante um conflito nuclear devido às alianças militares com os Estados Unidos e o Reino Unido. Já a Nova Zelândia projeta perder 60,9% de sua capacidade agrícola no cenário de 150 teragramas.
Mesmo com a queda, a produção neozelandesa original supera a meta básica de calorias. Apenas o redirecionamento de exportações de laticínios, como leite em pó, queijo e manteiga, supriria 132% das necessidades energéticas projetadas para sua população.
Entretanto, Nick Wilson declarou ao veículo The Guardian: “Estou preocupado com uma falsa sensação de segurança para a Nova Zelândia”. O especialista alertou sobre a dependência externa de combustível diesel, pesticidas e peças de reposição.
Essa fragilidade tornou-se mais crítica após a Nova Zelândia perder sua única refinaria de petróleo em 2022. Atualmente, o país não possui produção doméstica de combustíveis refinados e depende totalmente do abastecimento vindo do exterior.
Fonte: Daily Galaxy
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dailygalaxy
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

