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Fim dos ferreiros de obra: o robô que amarra 1.100 nós de vergalhão por hora, entrega sozinho o serviço de 4 a 6 armadores que fazem de 150 a 250 nós e promete cortar 25% do cronograma das pontes

Fim dos ferreiros de obra: o robô que amarra 1.100 nós de vergalhão por hora, entrega sozinho o serviço de 4 a 6 armadores que fazem de 150 a 250 nós e promete cortar 25% do cronograma das pontes

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Fim dos ferreiros de obra: o robô que amarra 1.100 nós de vergalhão por hora, entrega sozinho o serviço de 4 a 6 armadores que fazem de 150 a 250 nós e promete cortar 25% do cronograma das pontes

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 09/09/2026 às 12:35

Atualizado em 09/09/2026 às 12:36

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O robô TyBOT fez 17.823 amarrações de vergalhão em dois turnos numa ponte em Wisconsin, mais de 1.100 por hora, das 11h às 20h sem hora extra. Sindicato passou a treinar armadores para operá-lo.

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A MKE Iron Erectors usou o TyBOT pela primeira vez em Wisconsin na ponte IH-39 B-11-166, no condado de Columbia: 17.823 amarrações em dois turnos e 722 m², mais de 1.100 por hora. O robô da Advanced Construction Robotics, de Pittsburgh, trabalhou das 11h às 20h sem hora extra em 2023

Um robô de amarração de vergalhões chamado TyBOT executou 17.823 amarrações em dois turnos em uma obra de ponte em Wisconsin, nos Estados Unidos, ritmo superior a 1.100 nós por hora. A máquina, desenvolvida pela Advanced Construction Robotics, de Pittsburgh, foi usada pela MKE Iron Erectors, de Waukesha, na ponte IH-39 Structure B-11-166, no condado de Columbia, ao norte de Madison, na primeira aplicação do tipo no estado.

As informações foram publicadas pela revista ENR (Engineering News-Record) em 5 de junho de 2023, em reportagem de Jennie L. Phipps, com declarações da CEO da MKE, Barbara Sheedy, do diretor do Departamento de Armadores de Ferro, Michael Relyin, e da presidente da Advanced Construction Robotics, Danielle Proctor.

Primeira vez em Wisconsin: MKE Iron Erectors levou o TyBOT à ponte IH-39

O robô TyBOT fez 17.823 amarrações de vergalhão em dois turnos numa ponte em Wisconsin, mais de 1.100 por hora, das 11h às 20h sem hora extra. Sindicato passou a treinar armadores para operá-lo.

A MKE Iron Erectors, sediada em Waukesha, utilizou o robô em um projeto de ponte, na primeira vez que a tecnologia foi empregada em Wisconsin.

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Paulo Nogueira

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A obra é a ponte IH-39 Structure B-11-166, no condado de Columbia, ao norte de Madison.

17.823 amarrações em dois turnos e 722 metros quadrados

O TyBOT executou 17.823 amarrações em dois turnos, em uma área de 7.775 pés quadrados, aproximadamente 722 metros quadrados.

O volume representa mais de 1.100 amarrações por hora, segundo a ENR.

Das 11h às 20h: “O robô não recebe hora extra”

“Somos empreiteiros sindicalizados, então trabalhamos das 7h às 15h30. O TyBOT começou a trabalhar às 11h e terminou às 20h”, diz Barbara Sheedy, CEO e presidente da MKE.

“Se fôssemos amarrar todas essas barras de aço manualmente, precisaríamos de uma segunda equipe, trabalhando em um segundo turno. O robô não recebe hora extra e simplesmente continuou trabalhando”, afirma.

Ponte em área congestionada e faixas fechadas fizeram a velocidade pesar

A ponte reparada pela MKE fica em uma área congestionada, e fechar faixas de tráfego era um problema. “Seria um trabalho muito apertado e exigiria muita mão de obra para ser concluído”, diz Sheedy.

“Portanto, não só a capacidade do TyBOT de realizar a amarração tão rapidamente em comparação com a amarração humana, mas também a possibilidade de o TyBOT trabalhar em um segundo turno foi importante para nós”, explica.

Estreia comercial em 2017 na Pensilvânia e 11.000 interseções na Flórida em 2022

O TyBOT foi utilizado comercialmente pela primeira vez em uma ponte na Pensilvânia, em 2017. Naquele mesmo ano, o fundador e presidente executivo da empresa, Stephen Muck, foi nomeado um dos “Newsmakers” da ENR pela criação do protótipo.

Em julho de 2022, o robô amarrou 11.000 interseções de vergalhões em um projeto na Flórida.

Sindicato ameaçou “cortar essa máquina em pedaços”, depois filmou o robô

Quando Sheedy contou ao sindicato dos trabalhadores do ferro que a MKE usaria o TyBOT, a reação foi negativa. “Quando ele ouviu pela primeira vez que faríamos isso com o TyBOT, ele ficou furioso, simplesmente furioso. ‘Vou aí e vou cortar essa máquina em pedaços’”, relata.

Após negociações, o tom mudou. Sheedy conta que, quando o TyBOT ligou e começou a se mover, identificando as interseções das barras e os pontos de amarração, todo mundo pegou o celular, tirou fotos e filmou, dizendo: “Isso é muito legal”.

Departamento do Trabalho: robô é evolução das ferramentas dos armadores

Michael Relyin, diretor do Departamento de Armadores de Ferro, destaca que, em 2019, o Departamento do Trabalho dos EUA determinou que robôs amarrando vergalhões representam uma evolução das ferramentas e métodos já utilizados por armadores. Isso significa que o trabalho em conjunto com esses robôs deve ser executado por trabalhadores classificados como armadores de ferro.

“O Sindicato dos Trabalhadores do Ferro está empenhado em preparar seus membros para esses empregos”, diz Relyin. “Nossos programas de treinamento locais trabalharam com os fabricantes do TyBOT para treinar nossos membros. Existem vários outros robôs para amarrar vergalhões em diferentes estágios de desenvolvimento, e estaremos preparados para trabalhar com todos eles.”

“Vocês são atletas”: o argumento da saúde para convencer os trabalhadores

A melhor maneira de convencer os trabalhadores de que os robôs não são ameaça é mostrar como as máquinas podem melhorar a vida, diz Sheedy.

“Eu sempre digo para os rapazes: vocês são atletas. Se vocês pretendem jogar neste esporte por tanto tempo quanto Tom Brady, precisam cuidar da saúde. Quando o traseiro está acima do coração, essa não é uma posição saudável. O TyBOT pode evitar isso para vocês”, afirma.

Danielle Proctor: mostrar, provar e conquistar confiança

Danielle Proctor, presidente e CEO da Advanced Construction Robotics, descreve três etapas para convencer clientes e trabalhadores. A primeira é pedir que o cliente veja o robô funcionando: “Levar um robô para o local da obra e mostrar que ele funciona tem sido uma grande vitória para nós”.

A segunda é provar que a máquina faz todo o trabalho. O serviço relativamente pequeno da MKE é um exemplo, diz Proctor: “Mostramos a eles que realmente funciona, e então eles começaram a dizer: ‘OK, se fizermos alguns pequenos ajustes, ela poderá fazer mais e mais rápido’”.

Caminhão de 12 metros, ponte e cronogramas reorganizados

“Chegamos com o TyBOT em um caminhão de 12 metros; o colocamos na sua ponte; e ele começa a trabalhar”, resume Proctor.

A terceira etapa é conquistar a confiança, o que passa por planejamento e programação, segundo ela: decidir alterar as datas das visitas técnicas ao concreto para que a tecnologia opere com alta taxa de utilização. Clientes que confiam no robô já organizam os cronogramas de entrega de vergalhões e planejam a colocação dos feixes com antecedência para economizar tempo.

Em junho de 2023, sindicato treinava membros para o TyBOT e para os próximos robôs

Quando a reportagem foi publicada, em 5 de junho de 2023, os programas locais de treinamento do Sindicato dos Trabalhadores do Ferro já haviam trabalhado com os fabricantes do TyBOT para preparar seus membros, conforme Relyin.

A obra da ponte IH-39, com 17.823 amarrações em dois turnos, ficou registrada como a primeira aplicação do robô em Wisconsin.

Na sua opinião, um robô que amarra mais de 1.100 nós por hora e não recebe hora extra ameaça o emprego dos armadores, ou o caminho é o do sindicato americano, que decidiu treinar seus membros para operar a máquina? Deixe sua opinião nos comentários.

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robô TyBOT amarra vergalhão 1.100 nós por hora


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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