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Fim dos pedreiros humanos: a máquina inteligente que executa sozinha até 80% da alvenaria, usa até 50% menos argamassa e promete acelerar a construção diante da meta de 900 mil moradias

Fim dos pedreiros humanos: a máquina inteligente que executa sozinha até 80% da alvenaria, usa até 50% menos argamassa e promete acelerar a construção diante da meta de 900 mil moradias

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Fim dos pedreiros humanos: a máquina inteligente que executa sozinha até 80% da alvenaria, usa até 50% menos argamassa e promete acelerar a construção diante da meta de 900 mil moradias

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/09/2026 às 12:34

Atualizado em 10/09/2026 às 12:41

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Equipamento desenvolvido pela holandesa ROPAX automatiza medição, planejamento das fiadas, corte, aplicação de argamassa e assentamento de tijolos, enquanto trabalhadores continuam responsáveis pela supervisão e por etapas especiais que variam conforme as características de cada obra.

O PAX 2.0, robô de alvenaria desenvolvido pela holandesa ROPAX, automatiza a parte repetitiva do assentamento sem retirar completamente o pedreiro do processo. O equipamento mede a fachada, calcula as fiadas, prepara cortes, dosa a argamassa e posiciona tijolos conforme os parâmetros definidos para a obra.

A ROPAX informa que a máquina executa sozinha entre 70% e 80% do trabalho de alvenaria para o qual foi projetada. As etapas restantes incluem elementos como ancoragens de paredes, vergas e barreiras contra água, além de intervenções exigidas pelas particularidades de cada projeto.

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Na prática, a automação redistribui as tarefas no canteiro. O pedreiro deixa de concentrar a jornada no transporte, posicionamento e assentamento contínuo das peças e passa a atuar também na preparação, supervisão e execução de pontos que dependem de intervenção específica.

Como o robô divide o trabalho com o pedreiro

O funcionamento começa antes de o braço mecânico movimentar o primeiro tijolo. O operador mede a situação real da fachada e informa dados como o tipo de peça e o padrão de assentamento; a partir daí, o sistema calcula dimensões das fiadas e perdas de corte antes de iniciar a sequência automatizada.

PAX 2.0 automatiza até 80% da alvenaria, reduz o uso de argamassa e mostra como robôs podem acelerar a construção de moradias.

A fabricante afirma que o PAX consegue ajustar o assentamento ao redor de portas e janelas com precisão inferior a um milímetro. O recurso permite corrigir o posicionamento das peças em pontos nos quais as dimensões da fachada e suas aberturas interferem diretamente na execução.

A dosagem automatizada é uma das diferenças mensuráveis em relação ao método convencional. A empresa estima que o PAX possa reduzir entre 30% e 50% o uso de argamassa ao aplicar o material de forma controlada e diminuir parte das perdas associadas à aplicação manual.

Em uma aplicação residencial divulgada pela fabricante, o consumo ficou em 455 gramas de argamassa por tijolo, diante de uma referência de aproximadamente 1.000 gramas no método tradicional. A ROPAX também informou redução de até 70% no desperdício de tijolos, associada ao planejamento e ao corte das peças.

O caso ocorreu no projeto Tuinbuurt Vrijlandt, em Roterdã, onde uma residência de baixo consumo energético recebeu alvenaria executada com auxílio do sistema. A aplicação envolveu empresas do grupo Ballast Nedam e mostrou o uso de automação em construções residenciais, sem transformar o canteiro em uma obra completamente sem mão de obra humana.

Essa integração é necessária porque o canteiro não funciona como uma linha industrial fixa. Fachadas têm aberturas, dimensões e detalhes diferentes, enquanto materiais, trabalhadores e outros equipamentos precisam compartilhar o espaço durante a execução, exigindo preparação antes de cada sequência automatizada.

Equipamento foi projetado para circular pelo canteiro

PAX 2.0 automatiza até 80% da alvenaria, reduz o uso de argamassa e mostra como robôs podem acelerar a construção de moradias.

O PAX 2.0 tem estrutura compacta para trabalhar diretamente no ambiente da obra. A versão detalhada pela fabricante mede cerca de 1,70 metro de altura, 1,60 metro de largura e 1,70 metro de comprimento, dimensões destinadas a facilitar a movimentação em espaços restritos.

O conjunto reúne estrutura móvel, reservatório e bomba para argamassa, sistema de corte, braço robótico e módulos responsáveis pelo controle das tarefas. A alimentação utiliza conexão elétrica trifásica de 16 amperes, enquanto a operação é comandada por uma interface instalada em tablet.

A máquina também foi desenvolvida para trabalhar ao ar livre. A ROPAX informa que o equipamento pode operar sob chuva, vento e temperaturas elevadas quando as condições ainda permitirem o processamento adequado da argamassa, condição que vincula o funcionamento do robô às limitações do próprio material empregado.

O projeto prevê ainda a instalação sobre plataformas utilizadas na execução de fachadas. Isso permite deslocar verticalmente o equipamento e aplicar a automação em trechos mais altos, em vez de restringir o assentamento robotizado às paredes construídas próximas ao nível do solo.

A segurança inclui botões de parada de emergência e proteção física ao redor da área de operação do braço mecânico. Como pessoas continuam trabalhando no mesmo canteiro, esses recursos fazem parte da integração entre o ciclo automatizado e as atividades que permanecem sob responsabilidade da equipe.

Meta habitacional aumenta a busca por produtividade

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A automação da alvenaria aparece em um país que tenta ampliar a produção de habitações. O governo dos Países Baixos estabeleceu a meta de construir 900 mil novas moradias até 2030, enquanto disponibilidade de trabalhadores, custos e oferta de terrenos estão entre os fatores que pressionam o setor.

Isso não significa que o PAX tenha sido contratado para executar essas 900 mil unidades. A relação com a meta habitacional está na possibilidade de aumentar a produtividade de uma etapa ainda dependente de trabalho manual, principalmente em projetos com áreas repetitivas compatíveis com a operação do equipamento.

O resultado também depende da organização do canteiro. Abastecimento de tijolos e argamassa, preparação da fachada, movimentação de materiais e sequência das demais atividades precisam ser coordenados para evitar períodos em que o robô permaneça parado e deixe de produzir o ganho esperado.

Mesmo quando a máquina assume grande parte do assentamento, o profissional continua necessário para executar elementos especiais, acompanhar o serviço e fazer intervenções exigidas pela obra. A fabricante exige ainda treinamento e certificação dos operadores antes de liberar o acesso ao equipamento, incorporando a condução do sistema às novas tarefas humanas no canteiro.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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