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Finlândia recebe primeiros F-35A em Rovaniemi e inicia troca dos F-18 Hornet por frota de 64 caças com capacidade plena até 2030
Escrito por Carla Teles
Publicado em 21/09/2026 às 19:22
Atualizado em 21/09/2026 às 19:25
Forças Armadas
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F-35A pousa em Rovaniemi após voo dos Estados Unidos com escala nos Açores
A Finlândia recebeu em 18 de setembro de 2026 seus primeiros caças F-35A Lightning II. As aeronaves JF-510 e JF-512 pousaram na Base Aérea de Rovaniemi, na Lapônia, e deram início à fase nacional do programa que substituirá os F/A-18C/D Hornet por uma frota de 64 novos aviões.
As informações foram publicadas pelo Cavok Brasil em 21 de setembro de 2026. O cronograma do governo finlandês prevê a substituição dos Hornet nas alas de combate entre 2028 e 2030, quando o F-35A deverá alcançar capacidade operacional plena.
Dois F-35A chegam a Rovaniemi depois de viagem iniciada no Texas
Os caças partiram de Fort Worth, no Texas, em 15 de setembro. Durante o deslocamento para a Europa, fizeram uma escala na Base Aérea das Lajes, nos Açores. O voo contou com reabastecimento aéreo e participação de pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos.
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Ao entrarem no espaço aéreo da Finlândia, os novos aviões foram recebidos por F/A-18 Hornet da própria Força Aérea Finlandesa. Os modelos voaram juntos até Rovaniemi, em uma operação que reuniu os caças que começam a chegar e as aeronaves que permanecerão em serviço durante a transição.
Terceiro caça fica nos Açores após ocorrência técnica
Um terceiro F-35A, identificado como JF-511, não concluiu o deslocamento com os outros dois. A aeronave permaneceu temporariamente na Base Aérea das Lajes por causa de uma ocorrência técnica registrada durante a viagem.
O JF-511 deverá seguir para a Finlândia depois que o problema for solucionado. O episódio não muda o cronograma geral da renovação da frota, que será executado ao longo de vários anos e inclui entregas de aviões, treinamento de equipes e preparação das bases.
Programa de 64 caças substituirá frota usada desde os anos 1990
O governo da Finlândia escolheu o F-35A em dezembro de 2021 para substituir os F/A-18C/D Hornet. A encomenda reúne 64 caças, além de armamentos, equipamentos de manutenção, sistemas de treinamento e serviços necessários para colocar a nova frota em operação.
Os Hornet começaram a entrar em serviço no país durante a década de 1990. A substituição foi planejada por causa do envelhecimento das aeronaves, do aumento esperado nos custos de manutenção e das dificuldades para prolongar sua vida operacional depois de 2030.
O Ministério da Defesa informou que o F-35 obteve o melhor resultado no programa HX, criado para selecionar o novo caça finlandês. A avaliação considerou capacidade militar, segurança de fornecimento, participação da indústria nacional e custos de aquisição e operação.
A troca não será imediata. F-35A e F/A-18 continuarão voando juntos durante alguns anos, enquanto a Força Aérea recebe os novos aviões, amplia o treinamento e transfere gradualmente as missões para a nova frota.
Pilotos e técnicos finlandeses passam por treinamento nos Estados Unidos
Parte dos F-35A comprados pela Finlândia continuará inicialmente nos Estados Unidos. Essas aeronaves serão usadas para treinar pilotos, mecânicos e outros profissionais antes que a operação seja ampliada nas bases finlandesas.
A preparação inclui procedimentos de voo, inspeção, abastecimento, manutenção e planejamento de missões. Quando novos aviões forem entregues ao país, a Força Aérea já deverá contar com equipes capacitadas para operar e conservar os sistemas.
O treinamento técnico tem peso semelhante ao preparo dos pilotos. O F-35A depende de profissionais de diferentes áreas, peças específicas, sistemas digitais e estruturas protegidas para organizar missões e acompanhar as condições de cada aeronave.
Durante a transição, a Força Aérea precisará sustentar equipes para dois modelos. A estrutura dedicada aos F/A-18 continuará ativa até a retirada dos últimos Hornet, enquanto o número de militares qualificados para trabalhar com o F-35 aumenta.
Rovaniemi foi preparada para operar o caça no norte da Finlândia
A Base Aérea de Rovaniemi abriga a Ala Aérea da Lapônia e participa da vigilância do espaço aéreo no norte do país. Sua localização próxima ao Círculo Polar Ártico impõe condições de frio intenso, neve e mudanças prolongadas na luminosidade ao longo do ano.
As instalações foram adaptadas para receber o F-35A, mas a frota não ficará concentrada somente em Rovaniemi. Outras bases também passam por preparação para permitir a distribuição dos caças pelo território finlandês conforme as necessidades operacionais.
A chegada das aeronaves ocorre três anos depois da entrada da Finlândia na Organização do Tratado do Atlântico Norte, oficializada em abril de 2023. A compra dos F-35A, porém, foi decidida antes da adesão do país à aliança militar.
A Força Aérea pretende empregar o modelo em defesa aérea, reconhecimento e compartilhamento de informações. Os sistemas do caça permitem trocar dados com outras aeronaves e unidades em solo durante operações nacionais ou missões realizadas com países aliados.
F-35A chega com arquitetura TR-3 e preparação para o Block 4
Os caças finlandeses estão incluídos nos lotes de produção 17 a 22 e recebem a arquitetura Technical Refresh 3, chamada de TR-3. A configuração amplia a capacidade de processamento usada pelos sistemas atuais e pelas futuras atualizações do avião.
O TR-3 também serve de base para recursos associados ao padrão Block 4. O pacote prevê a evolução de sensores, processamento de dados, guerra eletrônica e integração de armamentos por meio de atualizações de software e equipamentos.
O F-35A reúne informações de diferentes sensores e as apresenta de forma integrada ao piloto. Esses dados podem ser compartilhados com outras plataformas, permitindo que unidades distintas acompanhem alvos e organizem suas ações a partir das informações recebidas.
O projeto também busca reduzir a detecção por radar. Essa característica não torna a aeronave invisível, mas pode dificultar sua localização em determinadas condições, dependendo da missão, da configuração do avião e dos sensores usados pelo adversário.
Patria monta motores e produz componentes na Finlândia
A finlandesa Patria integra a cadeia internacional de produção do F-35 e começou a fabricar componentes estruturais para o programa. A participação faz parte dos acordos industriais ligados à compra e busca criar capacidade nacional para apoiar os caças durante sua vida útil.
A empresa também trabalha com o motor F135, produzido pela Pratt & Whitney. Em setembro de 2026, a Patria anunciou a conclusão da montagem do primeiro motor F135 em suas instalações de Linnavuori.
O acordo prevê a montagem de motores destinados aos aviões finlandeses e a realização futura de serviços de manutenção. A estrutura permitirá que parte do trabalho seja executada dentro do país, reduzindo a necessidade de enviar todos os equipamentos ao exterior.
A fabricação do F-35, porém, permanece distribuída por uma cadeia internacional. Peças, serviços e equipamentos são fornecidos por empresas de diferentes países que participam do programa conduzido pela Lockheed Martin.
Transição continuará até a capacidade plena prevista para 2030
A substituição dos Hornet deverá avançar entre 2028 e 2030. Antes da retirada completa dos aviões antigos, a Finlândia espera alcançar capacidade inicial com o F-35A, preservando as tarefas de vigilância e defesa durante a mudança de frota.
A capacidade operacional plena está prevista para 2030. Até lá, o país terá de concluir as entregas, formar pilotos e técnicos, adaptar instalações e integrar os sistemas do novo caça à estrutura de comando da Força Aérea.
Os JF-510 e JF-512 começam agora a fase de operação em território finlandês. O próximo passo será incorporar os aviões às atividades em Rovaniemi e receber o JF-511 depois que a ocorrência técnica for resolvida nos Açores.
A retirada dos F/A-18 dependerá do avanço conjunto dessas etapas. Enquanto isso, os dois modelos continuarão ligados ao mesmo processo de renovação. O que você achou da troca dos Hornet pelos F-35A? Comente.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

