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Formação de 157 metros em formato de barco na Turquia é investigada com georradar e LiDAR em busca de pistas sobre a possível Arca de Noé perto do Monte Ararat
Escrito por Carla Teles
Publicado em 27/09/2026 às 21:21
Atualizado em 27/09/2026 às 21:40
Ciência e Tecnologia
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Pesquisa autorizada na Turquia investiga formação Durupınar, ligada à possível Arca de Noé, com georradar, LiDAR, ERT e análises científicas detalhadas perto do Monte Ararat.
Uma formação de 157 metros de comprimento e formato semelhante ao de uma embarcação está sendo investigada na Turquia em busca de indícios que possam esclarecer sua origem e eventual relação com a Arca de Noé. A estrutura, conhecida como formação Durupınar, fica no distrito de Doğubayazıt, perto do Monte Ararat, e está sendo mapeada por uma pesquisa arqueológica oficialmente autorizada pelo governo turco.
Segundo informações publicadas pela CNN Brasil em 27 de setembro de 2026, o trabalho é conduzido sob a direção do arqueólogo Prof. Dr. Cenker Atila, da Universidade Sivas Cumhuriyet, e utiliza métodos não invasivos para examinar o subsolo antes de qualquer escavação. O projeto reúne georradar, tomografia de resistividade elétrica, LiDAR e análises químicas para investigar a formação associada, por alguns pesquisadores, à possível Arca de Noé.
Formação Durupınar chama atenção pelo formato semelhante ao de um barco
A formação Durupınar foi identificada originalmente em 1959, a partir de fotografias aéreas feitas pelo capitão İlhan Durupınar. Desde então, o formato alongado da estrutura alimentou interesse sobre sua origem, especialmente por sua localização próxima ao Monte Ararat, região frequentemente associada à tradição da Arca de Noé.
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O novo projeto não parte da premissa de que a estrutura seja uma embarcação confirmada. A investigação busca mapear características físicas e químicas da formação para reunir evidências antes de qualquer conclusão arqueológica. A dimensão de 157 metros e a aparência semelhante à de um barco são os elementos que motivam parte do interesse, mas não constituem prova, por si só, de origem artificial.
Georradar e ERT permitem observar o subsolo sem escavação imediata
Uma das principais ferramentas empregadas é o georradar, ou GPR, tecnologia capaz de registrar diferenças no subsolo sem a necessidade de abrir grandes áreas de escavação. O estudo também utiliza tomografia de resistividade elétrica, conhecida pela sigla ERT, para produzir informações sobre contrastes existentes abaixo da superfície.
De acordo com os levantamentos citados pela fonte, foram detectadas estruturas subsuperficiais com ângulos retos e compartimentos semelhantes a salas a cerca de 9 metros de profundidade. Esses sinais despertam atenção porque podem indicar padrões que merecem investigação adicional, mas o material apresentado não estabelece que essas estruturas tenham sido construídas pelo ser humano nem que pertençam à Arca de Noé.
LiDAR amplia o mapeamento da formação perto do Monte Ararat
A tecnologia LiDAR também faz parte do conjunto de métodos utilizados pelos pesquisadores. O objetivo é mapear com maior precisão a geometria da área e combinar dados de superfície com informações obtidas por georradar e outros levantamentos geofísicos. A estratégia permite construir uma visão mais detalhada da formação antes de decisões sobre intervenções físicas.
Esse tipo de abordagem é relevante porque a equipe pretende evitar escavações precipitadas. O mapeamento não invasivo ajuda a definir quais pontos merecem investigação mais profunda e reduz o risco de alterar a área sem necessidade. No caso da possível Arca de Noé, a prioridade declarada é concluir os exames antes de partir para etapas arqueológicas mais invasivas.
Solo apresenta concentração maior de matéria orgânica dentro da estrutura
Além dos levantamentos geofísicos, o projeto analisou amostras de solo coletadas em 2024. Segundo a fonte, os testes laboratoriais indicaram uma concentração de matéria orgânica quase três vezes maior no interior da formação Durupınar em comparação com a área externa.
O dado acrescenta uma nova camada ao estudo, mas também exige cautela. Uma concentração maior de matéria orgânica não demonstra, isoladamente, que a estrutura seja uma embarcação antiga. O resultado precisa ser interpretado em conjunto com geologia, composição do solo, dados geofísicos e outras evidências antes que qualquer ligação com a Arca de Noé possa ser sustentada.
Blocos de pedra perfurados entram na investigação
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A pesquisa também considera grandes blocos de pedra perfurados encontrados no povoado de Arzap. Alguns pesquisadores os apontam como possíveis âncoras de arrasto, ou drogue stones, um tipo de peça associado a embarcações antigas. Esses objetos são analisados como parte do contexto da investigação.
A fonte, no entanto, não apresenta uma confirmação definitiva sobre a função desses blocos. Eles permanecem como elementos interpretados por pesquisadores dentro de uma hipótese maior, e não como prova conclusiva de que uma embarcação tenha existido no local. A relação entre os blocos, a formação Durupınar e a possível Arca de Noé ainda depende de análise científica adicional.
Escavações só devem ocorrer depois dos testes de perfuração
A equipe informou que eventuais escavações arqueológicas serão consideradas somente após a conclusão dos testes de perfuração e do mapeamento geofísico completo. Isso significa que a fase atual está concentrada principalmente em registrar, comparar e interpretar dados obtidos sem intervenção extensa no terreno.
A decisão procura estabelecer uma sequência de investigação baseada em evidências. Antes de remover solo ou expor estruturas, os pesquisadores querem entender o que existe abaixo da superfície e onde estão os pontos mais relevantes. Esse planejamento também pode ajudar a diferenciar formações naturais de estruturas que eventualmente apresentem características artificiais.
Pesquisa tenta separar hipótese histórica de evidência material
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A associação da formação Durupınar com a Arca de Noé chama atenção justamente porque envolve uma narrativa conhecida mundialmente. O interesse público, porém, não altera a necessidade de critérios arqueológicos e geofísicos para avaliar o local. Até agora, a pesquisa divulgada indica anomalias, diferenças no solo e formas subterrâneas que serão analisadas em conjunto.
Por isso, o ponto mais importante é distinguir investigação de confirmação. O projeto está procurando pistas, e não anunciando que encontrou a Arca de Noé. As tecnologias empregadas podem revelar novas informações sobre a formação de 157 metros, mas qualquer conclusão dependerá da interpretação dos dados e, possivelmente, de etapas posteriores do trabalho.
Novos dados podem definir os próximos passos no sítio turco
Com o avanço do georradar, do LiDAR, da ERT, das análises químicas e dos testes de perfuração, os pesquisadores esperam obter um retrato mais completo da formação Durupınar. Somente depois desse processo a equipe poderá decidir se existem áreas que justifiquem escavações arqueológicas e novas análises.
A investigação coloca ciência, arqueologia e uma antiga tradição no mesmo ponto do mapa, mas ainda há perguntas importantes sem resposta. A formação possui 157 metros e apresenta características que motivam estudos detalhados, mas sua origem permanece em investigação. Você acha que as novas tecnologias podem finalmente esclarecer o que existe sob essa estrutura perto do Monte Ararat? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

