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Funcionária do McDonald’s entra em bolão com colegas por prêmio equivalente a R$ 3,38 bilhões, afirma que o bilhete vencedor era só dela, diz depois que perdeu a aposta e acaba processada por 14 companheiros de trabalho

Funcionária do McDonald’s entra em bolão com colegas por prêmio equivalente a R$ 3,38 bilhões, afirma que o bilhete vencedor era só dela, diz depois que perdeu a aposta e acaba processada por 14 companheiros de trabalho

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Funcionária do McDonald’s entra em bolão com colegas por prêmio equivalente a R$ 3,38 bilhões, afirma que o bilhete vencedor era só dela, diz depois que perdeu a aposta e acaba processada por 14 companheiros de trabalho

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 01/09/2026 às 20:52

Atualizado em 01/09/2026 às 20:53

Curiosidades

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Funcionária do McDonald’s entra em bolão com colegas por prêmio equivalente a R$ 3,38 bilhões, afirma que o bilhete vencedor era só dela, diz depois que perdeu a aposta e acaba processada por 14 companheiros de trabalho

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Funcionária disse ter bilhete de jackpot de R$ 3,38 bilhões, entrou em disputa com colegas do bolão e depois viu outros ganhadores serem confirmados.

Em 30 de março de 2012, a Mega Millions sorteou um jackpot recorde de US$ 656 milhões, equivalente a cerca de R$ 3,38 bilhões pela cotação atual, dividido entre três bilhetes vendidos nos estados americanos de Maryland, Illinois e Kansas. No meio da corrida para descobrir quem havia vencido, Mirlande Wilson, então funcionária de um McDonald’s na região de Baltimore, afirmou possuir o bilhete premiado de Maryland. O problema surgiu imediatamente: ela participava de um bolão com colegas de trabalho, mas sustentava que a aposta milionária havia sido comprada separadamente com dinheiro próprio.

A história rapidamente saiu do restaurante e virou uma disputa pública e judicial. Wilson primeiro afirmou que o bilhete era exclusivamente dela, depois disse que estava guardado em segurança e posteriormente declarou que o havia perdido. A Maryland Lottery acabou reconhecendo três funcionários do sistema público de educação, conhecidos como “Three Amigos”, como os verdadeiros donos do bilhete de Maryland, que valia US$ 218,6 milhões, cerca de R$ 1,13 bilhão na cotação atual.

Mesmo assim, 14 colegas de Wilson entraram com uma ação meses depois, alegando que ela teria participado de uma operação para afastá-los do prêmio, acusação negada por Wilson e incompatível com a conclusão oficial da loteria de que os três educadores haviam apresentado e validado o bilhete verdadeiro.

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Paulo Nogueira

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Tudo começou com um jackpot de US$ 656 milhões

O sorteio de 30 de março de 2012 entrou para a história da Mega Millions. Os números sorteados foram 2, 4, 23, 38, 46 e Mega Ball 23, e três apostas acertaram a combinação completa.

Uma havia sido vendida no Kansas. Outra havia saído no Illinois.

A terceira foi registrada em Maryland, em uma unidade da 7-Eleven localizada na Liberty Road, no condado de Baltimore.

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A Maryland Lottery confirmou posteriormente que o bilhete havia sido comprado às 19h15 de 30 de março, poucas horas antes do sorteio.

Cada aposta vencedora teria direito a aproximadamente um terço do jackpot de US$ 656 milhões.

No caso de Maryland, isso significava US$ 218,6 milhões, cerca de R$ 1,13 bilhão pela cotação de 1º de setembro de 2026. Foi então que Mirlande Wilson entrou na história.

Funcionária do McDonald’s dizia ter comprado o bilhete vencedor

Wilson tinha 37 anos e trabalhava em um McDonald’s na região de Baltimore.

Ela também participava de um bolão organizado entre trabalhadores do restaurante. A controvérsia nasceu porque Wilson era justamente uma das pessoas envolvidas na compra das apostas coletivas.

Pouco depois do sorteio, ela afirmou publicamente ter o bilhete vencedor de Maryland. Segundo reportagem da CNN publicada na época, Wilson dizia que a aposta ganhadora pertencia exclusivamente a ela.

Os colegas discordavam. O grupo afirmava que havia juntado dinheiro para participar do enorme sorteio e que Wilson havia ficado encarregada de adquirir bilhetes.

A diferença entre uma aposta pessoal e uma aposta comprada para o grupo passou, então, a valer centenas de milhões de dólares.

Colegas disseram que dinheiro havia sido reunido para o bolão

Relatos publicados na época mostraram que o grupo havia tomado algumas precauções.

Parte dos bilhetes do bolão teria sido guardada em um cofre ou área segura dentro do estabelecimento, acompanhada por uma lista das pessoas participantes.

A disputa se concentrava principalmente em outro conjunto de apostas comprado posteriormente.

Segundo o relato dos colegas reproduzido pela imprensa americana, dinheiro adicional havia sido entregue para a compra de mais bilhetes.

Funcionária do McDonald’s entra em bolão com colegas por prêmio equivalente a R$ 3,38 bilhões, afirma que o bilhete vencedor era só dela, diz depois que perdeu a aposta e acaba processada por 14 companheiros de trabalho

Wilson, por outro lado, sustentava que a suposta aposta vencedora fazia parte de uma compra separada, realizada para ela própria.

Em entrevista divulgada na época, resumiu sua versão afirmando que estava no grupo, mas que o bilhete que acreditava ser vencedor era separado.

Era justamente a situação que organizadores de bolões tentam evitar: a mesma pessoa comprando apostas coletivas e pessoais para o mesmo sorteio sem um registro absolutamente incontestável de quais bilhetes pertencem a quem.

Wilson chegou a dizer que o bilhete estava escondido no próprio McDonald’s

À medida que a imprensa passou a procurar a vencedora, a história ficou ainda mais confusa.

Em 4 de abril de 2012, Wilson apareceu em uma entrevista coletiva acompanhada do advogado Edward Smith Jr. O próprio advogado reconheceu que não havia visto o suposto bilhete vencedor.

Naquele período, circulava a versão de que o documento estaria escondido em algum lugar seguro dentro do McDonald’s onde Wilson trabalhava.

A CBS News informou que Wilson havia dito que deixara o bilhete no restaurante, em um lugar que somente ela conhecia.

Até aquele momento, porém, a Maryland Lottery não havia validado qualquer aposta apresentada por ela.

Para a loteria, declarações à imprensa não tinham valor na definição de quem receberia o dinheiro. Era necessário aparecer com o bilhete original e submetê-lo aos procedimentos de autenticação.

Funcionária mudou novamente a versão e disse que havia perdido o bilhete

Poucos dias depois veio outra reviravolta. Wilson passou a afirmar que não sabia onde estava o bilhete.

Questionada sobre quando iria reivindicar o jackpot, respondeu que faria isso caso o encontrasse. A declaração aumentou a desconfiança em torno da história.

Em um primeiro momento, havia uma vencedora que afirmava possuir uma aposta milionária. Depois, o bilhete estaria escondido.

Em seguida, teria sido perdido ou extraviado. Ao mesmo tempo, seus colegas continuavam argumentando que, caso o bilhete existisse, poderia pertencer ao bolão.

Mas o maior problema para todos eles ainda estava por aparecer: o verdadeiro bilhete de Maryland estava nas mãos de outras pessoas.

Três funcionários da educação surgiram com a aposta verdadeira

Em 10 de abril de 2012, a Maryland Lottery encerrou oficialmente o mistério sobre a identidade do vencedor do estado.

Três amigos que trabalhavam no sistema público de educação apareceram na sede da loteria com o bilhete. O trio decidiu preservar sua identidade pública e adotou o apelido “The Three Amigos”.

Um dos integrantes trabalhava como professor do ensino fundamental, outro como professor de educação especial e o terceiro exercia função administrativa no sistema educacional.

A loteria submeteu a aposta aos procedimentos de segurança e confirmou os três como os legítimos ganhadores da parcela de US$ 218,6 milhões de Maryland.

A partir daquele momento, a alegação de que Wilson possuía o bilhete vencedor não correspondia à conclusão oficial da loteria.

Loteria não encontrou vínculo entre os educadores e Mirlande Wilson

A aparição dos verdadeiros vencedores parecia suficiente para encerrar a controvérsia do McDonald’s.

Mas isso não aconteceu. Meses depois, alguns colegas de Wilson passaram a apresentar uma acusação ainda mais grave.

Em 19 de setembro de 2012, um grupo de 14 funcionários do McDonald’s entrou com uma ação civil contra Mirlande Wilson.

bolão com colegas por prêmio equivalente a R$ 3,38 bilhões

Eles continuavam acreditando que o prêmio deveria ter ligação com o bolão do restaurante.

Segundo a CBS News, a ação alegava que Wilson teria comprado o bilhete vencedor e posteriormente participado de um esquema para permitir que os três educadores apresentassem a aposta como se fosse deles.

A acusação ia diretamente contra a posição oficial da Maryland Lottery. A loteria havia verificado os Three Amigos e os reconhecido como os proprietários legítimos do bilhete.

Processo chegou a acusar educadores de participarem de um suposto esquema

As alegações apresentadas pelos trabalhadores eram extraordinárias. Um dos funcionários, Dominique Gourdet, declarou em documento apresentado no processo que mantinha relacionamento com Wilson na época do sorteio.

Ele alegava ter visto no telefone dela fotografias de um bilhete com os números vencedores.

Segundo o relato reproduzido pela CBS News, Gourdet também afirmou que Wilson teria contado que os educadores receberiam US$ 1 milhão cada para ajudar no suposto esquema.

Na cotação atual, cada US$ 1 milhão representa aproximadamente R$ 5,15 milhões. A acusação nunca alterou a decisão oficial da loteria.

Wilson negou o relato e classificou a história como infundada. A Maryland Lottery também reforçou que os Three Amigos haviam sido verificados como os verdadeiros vencedores.

Loteria classificou suspeitas dos funcionários como sem fundamento prático

A posição da instituição responsável pelo prêmio era especialmente importante. O bilhete vencedor não é validado simplesmente porque alguém apresenta uma combinação numérica ou afirma ter realizado a compra.

As loterias utilizam informações presentes no próprio bilhete, registros eletrônicos de venda e procedimentos internos de segurança para verificar uma reivindicação.

No caso do sorteio de 30 de março, a Maryland Lottery sabia inclusive em qual loja e horário o bilhete havia sido vendido.

A aposta vencedora havia saído de uma 7-Eleven na Liberty Road às 19h15. Quando os Three Amigos apareceram com o documento, a organização realizou a validação e pagou o prêmio.

Uma porta-voz da loteria disse à imprensa que o grupo havia sido devidamente verificado.

Por isso, a tese apresentada pelos colegas de Wilson exigiria acreditar que não apenas ela teria criado uma operação complexa, mas que três funcionários públicos teriam participado dela e conseguido superar as verificações da própria loteria.

As fontes principais consultadas para esta matéria não trazem uma decisão judicial posterior confirmando essa acusação. Não consigo confirmar isso.

Wilson nunca recebeu qualquer parte do jackpot

Esse é o ponto que separa o caso de outras disputas de bolões em que alguém efetivamente recebe o prêmio e depois é obrigado a dividi-lo.

Mirlande Wilson não foi reconhecida pela Maryland Lottery como vencedora do jackpot de 30 de março de 2012.

Ela também não recebeu a parcela de US$ 218,6 milhões destinada ao bilhete de Maryland. O prêmio foi formalmente reivindicado pelos Three Amigos.

Da mesma forma, não há base factual para afirmar que os 14 colegas do McDonald’s perderam uma parcela de um jackpot que oficialmente pertencia ao grupo.

Eles alegaram isso em processo. A loteria sustentou outra conclusão. Essa diferença precisa permanecer clara porque transforma completamente o sentido da história.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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