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Garrafa lançada por menina de 11 anos durante travessia pela costa do Brasil cruza o oceano por 18 meses e reaparece no Texas com mapa da rota e carta escrita em francês

Garrafa lançada por menina de 11 anos durante travessia pela costa do Brasil cruza o oceano por 18 meses e reaparece no Texas com mapa da rota e carta escrita em francês

4 min de leitura

Garrafa lançada por menina de 11 anos durante travessia pela costa do Brasil cruza o oceano por 18 meses e reaparece no Texas com mapa da rota e carta escrita em francês

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 11/09/2026 às 18:55

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Ferry landing de Port Aransas, no Texas, cidade costeira onde a garrafa foi encontrada cerca de 18 meses após o lançamento. Foto de Larry D. Moore, CC BY 4.0; imagem contextual, não retrata o achado.

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Uma menina de 11 anos lançou uma garrafa ao cruzar o Equador diante da costa do Brasil. Dezoito meses depois, o objeto apareceu no Texas com um mapa desenhado à mão e uma carta em francês que iniciou uma troca entre as famílias.

Uma garrafa lançada ao Atlântico por uma menina de 11 anos enquanto sua família cruzava o Equador diante da costa brasileira reapareceu cerca de 18 meses depois em Port Aransas, no Texas. Dentro dela, havia um mapa colorido desenhado à mão e uma carta escrita inteiramente em francês.

O achado foi relatado por Jace Tunnell, pesquisador e observador costeiro que há quase uma década percorre praias do Texas em levantamentos de beachcombing. Segundo ele, mais de 60 mensagens em garrafas já apareceram durante esse trabalho, mas a que veio de uma viagem ligada ao Brasil se tornou uma das histórias mais marcantes.

Da costa brasileira até uma praia do Texas

A menina viajava de catamarã ao redor do mundo com a família. Ao cruzarem a linha do Equador diante da costa do Brasil, eles decidiram marcar o momento lançando uma mensagem em uma garrafa ao oceano. O recipiente desapareceu no Atlântico sem qualquer garantia de que voltaria a ser visto.

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Cerca de um ano e meio depois, Tunnell encontrou a garrafa em uma praia de Port Aransas. O conteúdo havia sobrevivido: duas páginas, entre elas um mapa colorido da viagem desenhado à mão e uma carta em francês. O pesquisador mandou traduzir o texto e respondeu ao endereço deixado pela família.

Um mês depois, veio a resposta. A família estava então em uma pequena ilha próxima à costa da França e confirmou a história da viagem. Tunnell escreveu que ainda espera encontrar pessoalmente os autores para conversar sobre o percurso da garrafa e a aventura que começou no hemisfério sul.

Garrafa com papel no interior em imagem contextual de Snapwire, CC0; não retrata o achado de Port Aransas.

O oceano move objetos por rotas difíceis de reconstruir

O caso chama atenção pela distância entre o lançamento e o encontro, mas a trajetória exata da garrafa não foi registrada. Por isso, não é possível afirmar quantos quilômetros ela percorreu nem qual corrente específica a levou até o Texas.

Programas científicos de deriva ajudam a mostrar por que objetos soltos na superfície podem viajar por longos períodos. A NOAA mantém o Global Drifter Program, que usa instrumentos rastreados por satélite para medir correntes superficiais, temperatura e outras condições do oceano. Diferentemente da garrafa da menina, esses equipamentos enviam dados de posição, permitindo reconstruir seus deslocamentos.

Sem um rastreador, a história da garrafa encontrada por Tunnell só tem dois pontos confirmados: o lançamento durante a travessia do Equador diante da costa brasileira e o reaparecimento, cerca de 18 meses mais tarde, em Port Aransas. O intervalo entre os dois momentos ficou guardado pelo próprio mar.

Uma carta que continuou a viagem depois de chegar à praia

O elemento mais incomum não terminou com o encontro do recipiente. O mapa e a carta permitiram que uma mensagem lançada sem destinatário específico produzisse uma resposta real entre pessoas separadas por continentes.

Registro histórico da NOAA mostra uma garrafa de deriva usada para estudar correntes; a imagem é contextual e não retrata a garrafa encontrada em Port Aransas. Crédito: NOAA / National Ocean Service.

Tunnell conta que esse tipo de achado é uma das razões pelas quais continua observando as praias do Texas. Entre dezenas de recipientes encontrados ao longo dos anos, alguns carregavam lembranças de viagens, outros pequenas surpresas e até experiências amadoras para observar correntes.

No caso ligado ao Brasil, uma comemoração familiar no meio de uma travessia marítima ganhou um segundo capítulo um ano e meio depois. A garrafa saiu sem destino conhecido e terminou conectando uma família viajante a um pesquisador texano que decidiu responder ao que encontrou na areia.

Você lançaria uma mensagem em uma garrafa sabendo que talvez nunca descobrisse onde ela chegaria? Conte nos comentários e compartilhe esta história com quem gosta de descobertas improváveis.

Fontes

Beachcombing report: messages in bottles found on Texas beaches

Global Drifter Program


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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