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Gatinho chega a abrigo sem conseguir andar, exames revelam lesão na coluna e equipe improvisa cadeira de rodas com peças de Hot Wheels para ajudá-lo a voltar a se movimentar nos Estados Unidos

Gatinho chega a abrigo sem conseguir andar, exames revelam lesão na coluna e equipe improvisa cadeira de rodas com peças de Hot Wheels para ajudá-lo a voltar a se movimentar nos Estados Unidos

4 min de leitura

Gatinho chega a abrigo sem conseguir andar, exames revelam lesão na coluna e equipe improvisa cadeira de rodas com peças de Hot Wheels para ajudá-lo a voltar a se movimentar nos Estados Unidos

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 04/09/2026 às 16:38

Curiosidades

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Gatinho com lesão na coluna ganhou uma cadeira de rodas improvisada com pequenos carrinhos de brinquedo para ajudá-lo a se movimentar. Foto: Cincinnati Animal CARE

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Com apenas três meses e pouco mais de meio quilo, Gelato era pequeno demais para usar as cadeiras disponíveis; a solução improvisada permitiu que ele voltasse a explorar o ambiente e ainda abriu caminho para um equipamento feito em impressão 3D

Um gatinho que não conseguia andar ganhou uma nova possibilidade de se movimentar depois que uma veterinária decidiu recorrer a uma solução improvável: papelão, madeira, fitas e pequenos carrinhos Hot Wheels.

O protagonista da história é Gelato, um filhote resgatado no fim de julho junto com outros quatro irmãos e levado ao Cincinnati Animal Care, abrigo localizado em Ohio, nos Estados Unidos. Diferentemente dos demais gatos, ele permanecia deitado de lado e não conseguia caminhar.

Exames de raio-X identificaram uma lesão na região lombar da coluna, que deixou as patas traseiras fracas demais para sustentar o peso do corpo. O detalhe que chamou a atenção da equipe, porém, era que Gelato ainda conseguia movimentar as pernas e demonstrava vontade de brincar.

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Foi justamente essa combinação que levou a equipe a tentar ajudá-lo a recuperar parte da autonomia.

Com três meses e pouco mais de meio quilo, Gelato era pequeno demais para as cadeiras disponíveis

O tamanho do filhote criou um problema adicional.

Quando chegou ao abrigo, Gelato tinha cerca de três meses, pesava pouco mais de 500 gramas e media aproximadamente 10 centímetros de altura. As cadeiras de rodas tradicionais disponíveis simplesmente não serviam para um animal tão pequeno.

A veterinária Mallory Smith, que trabalha no abrigo e levou o gatinho para um lar temporário, começou então a pensar em uma alternativa que pudesse ser adaptada às dimensões dele.

A primeira tentativa parecia mais um projeto artesanal do que um equipamento de mobilidade veterinária.

Smith montou uma estrutura de papelão e colocou dois carrinhos Hot Wheels na parte inferior, utilizando-os como pequenas rodas. A versão inicial não resistiu por muito tempo aos movimentos de Gelato.

Mas a experiência mostrou que a ideia poderia funcionar.

Papelão, réguas de madeira e carrinhos Hot Wheels viraram o “Trono do Leão”

A veterinária voltou ao projeto e reforçou a estrutura.

Quatro réguas de madeira foram adicionadas às laterais e presas com materiais como fita isolante, fita adesiva e abraçadeiras plásticas. Depois dos ajustes, Gelato finalmente conseguiu utilizar o equipamento para se deslocar.

A cadeira improvisada recebeu até um nome: “The Lion’s Throne”, ou “O Trono do Leão”, em tradução livre.

A mudança não ficou apenas na possibilidade de atravessar um cômodo.

Com o equipamento, o gatinho passou a circular pelo apartamento onde estava sendo acolhido, alcançar brinquedos e interagir com outros gatos. Para um animal que havia chegado praticamente restrito ao chão, a pequena estrutura feita com brinquedos representou uma diferença enorme em sua rotina.

É justamente aí que a história deixa de ser apenas uma curiosidade sobre Hot Wheels. O improviso criou uma ferramenta capaz de devolver movimento ao filhote enquanto a equipe trabalhava sua recuperação física.

Cadeira passou a ser usada nas sessões de fisioterapia

Gelato também começou a utilizar o dispositivo durante sessões de fisioterapia destinadas a desenvolver força e mobilidade nas patas traseiras.

Segundo o relato divulgado sobre o caso, houve evolução: com o passar do tempo, o filhote chegou a ficar em pé sozinho por alguns momentos, sem utilizar a cadeira.

Isso não significa que a lesão esteja resolvida nem permite afirmar que ele certamente voltará a caminhar normalmente. A informação disponível aponta apenas que o objetivo do tratamento é fortalecer as patas e ampliar sua mobilidade.

O caso ganhou outro capítulo quando a história foi publicada nas redes sociais do Cincinnati Animal Care.

A repercussão levou pessoas a se oferecerem para desenvolver uma solução mais resistente e capaz de acompanhar o crescimento do animal.

Repercussão faz Gelato ganhar uma nova cadeira impressa em 3D

Filhote de gato utiliza pequena cadeira de rodas artesanal feita com estrutura leve e carrinhos de brinquedo enquanto é acompanhado em ambiente veterinário. Foto: Cincinnati Animal CARE

O improviso com papelão e carrinhos acabou dando lugar a uma versão mais sofisticada.

Gelato recebeu uma cadeira de rodas personalizada produzida por impressão 3D, desenvolvida para permitir ajustes conforme o filhote cresce.

A nova estrutura mantém a mesma missão do primeiro “Trono do Leão”: permitir movimento enquanto o gatinho fortalece as patas traseiras.

Para o Cincinnati Animal Care, a mobilização também mostrou o impacto que a divulgação de histórias de animais resgatados pode produzir. O abrigo atribuiu o desenvolvimento do novo equipamento às pessoas que compartilharam o caso e ajudaram a ampliar seu alcance.

Agora, a expectativa relatada pela organização é que Gelato continue evoluindo até conseguir sustentar o próprio corpo e, idealmente, caminhar sem auxílio. Não há, nas informações divulgadas até o momento, garantia de que isso acontecerá.

Por enquanto, a trajetória já registra uma transformação incomum: um filhote que chegou ao abrigo sem conseguir andar passou de uma cadeira construída com Hot Wheels, papelão e réguas de madeira para um dispositivo personalizado impresso em 3D — e ganhou a chance de voltar a explorar o mundo sobre as próprias patas.

Fonte: UOL Notícias


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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