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“Gatoelho” de Santa Catarina nasce de cruzamento entre dois gatos irmãos, desenvolve anomalia genética rara que dá ao corpo aparência semelhante à de um coelho, sobrevive enquanto os outros dois filhotes da ninhada morrem e chega aos 4 anos após enfrentar cirurgia, dois parafusos na coxa e uma grave pleuropneumonia
Escrito por Carla Teles
Publicado em 10/09/2026 às 17:03
Atualizado em 10/09/2026 às 17:04
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Animal conhecido como gatoelho vive em Taió, em Santa Catarina, apresenta coluna vertebral menor e aparência semelhante à de um coelho, foi o único sobrevivente de uma ninhada de três e, aos 4 anos, já enfrentou fratura, cirurgia, prótese, dois parafusos, castração e uma pleuropneumonia quase fatal durante sua vida.
Um gatoelho que vive com uma família em Taió, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, chamou atenção pela aparência incomum causada por uma anomalia genética rara. Nascido do cruzamento entre dois gatos irmãos, segundo o relato apresentado na reportagem, o animal tem a coluna vertebral menor, característica que deixa seu corpo compacto e visualmente semelhante ao de um coelho.
Segundo reportagem da RBA, as primeiras imagens do animal foram registradas em setembro de 2021, quando ele tinha apenas quatro meses. A equipe retornou posteriormente à propriedade da família para acompanhar sua evolução e encontrou o gato já aos 4 anos, depois de ele superar uma fratura grave na pata traseira, uma cirurgia e um episódio de pleuropneumonia que quase terminou de forma fatal.
Gatoelho foi o único que sobreviveu entre três filhotes da ninhada
A aparência diferenciada começou a chamar atenção ainda nos primeiros meses de vida. O gatoelho nasceu em uma ninhada de três filhotes depois do cruzamento entre dois gatos irmãos.
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Paulo Nogueira
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De acordo com as informações apresentadas pela reportagem, apenas ele desenvolveu externamente o corpo que lembra o de um coelho, enquanto os outros dois filhotes tinham aparência considerada normal.
Apesar disso, os outros dois animais da ninhada não sobreviveram, enquanto o filhote com a alteração genética conseguiu seguir crescendo.
Na época da primeira gravação, aos quatro meses, ele era descrito como bastante ativo: corria pela propriedade, subia em árvores e circulava pelo ambiente sem que sua estrutura corporal diferente impedisse essas atividades.
Anomalia genética deixou a coluna vertebral menor
A explicação apresentada para o aspecto incomum está ligada à formação da coluna. Conforme relatado por profissional veterinário ouvido na reportagem, a coluna vertebral do animal é menor do que a observada normalmente em gatos, mudança anatômica que interfere nas proporções do corpo e produz a aparência que levou ao apelido de gatoelho.
A condição é descrita como rara e pode representar dificuldades importantes para a sobrevivência de animais afetados.
A própria reportagem destaca que nem todos os exemplares com alterações desse tipo conseguem viver por muito tempo. No caso de Taió, porém, o gatoelho contrariou a expectativa inicial e alcançou os 4 anos, mantendo uma rotina junto aos outros gatos da família.
Aos 4 anos, aparência mudou e rotina ficou mais tranquila
Na visita mais recente registrada no material, o animal já apresentava diferenças em relação às imagens de 2021. Ele ganhou peso, teve mudanças nos tons da pelagem e passou a demonstrar um comportamento mais tranquilo.
As corridas e os saltos frequentes da fase de filhote deram lugar a caminhadas mais moderadas pelo quintal, onde continua convivendo com outros felinos.
A mudança, porém, não está relacionada apenas ao avanço da idade. A família passou a estabelecer limites principalmente depois de um acidente ocorrido cerca de dois anos antes da nova gravação.
Ainda assim, o gatoelho continua andando e circulando pela propriedade, mantendo interação com a mãe e com os demais animais que vivem no local.
Fratura na pata traseira exigiu cirurgia e dois parafusos na coxa
Um dos momentos mais delicados ocorreu quando o gato fraturou uma das patas traseiras em dois pontos. A lesão exigiu cirurgia e anestesia, situação que gerou preocupação adicional devido às particularidades físicas do animal.
Após o procedimento, ele ficou com material de fixação e dois parafusos na região da coxa, conforme relatado pela família.
Mesmo depois da operação, o problema não provocou uma alteração perceptível em sua forma de caminhar, segundo o relato apresentado.
A principal mudança veio na rotina: os responsáveis passaram a evitar que o gatoelho subisse em locais muito altos ou fosse estimulado a realizar movimentos que aumentassem o risco de uma nova queda e de outra lesão.
Pleuropneumonia colocou a sobrevivência novamente em risco
A fratura não foi o único episódio grave enfrentado pelo animal. Em outro momento, ele desenvolveu pleuropneumonia, condição que compromete estruturas respiratórias e levou a família a acreditar que poderia perdê-lo.
No relato apresentado à RBA, a situação chegou a ser descrita como extremamente delicada, com risco de morte durante a evolução do quadro.
O gatoelho conseguiu se recuperar, somando esse episódio à cirurgia ortopédica e à castração já realizadas ao longo de sua vida.
Depois dos diferentes problemas de saúde, a rotina passou a exigir atenção constante dos responsáveis, principalmente para reduzir riscos físicos e acompanhar qualquer mudança que possa indicar necessidade de atendimento veterinário.
Alimentação específica e acompanhamento veterinário fazem parte da rotina
Assista o vídeo
Os cuidados também chegam à alimentação. De acordo com a reportagem, a família utiliza uma ração específica para favorecer o funcionamento digestivo do animal, enquanto o acompanhamento veterinário é mantido de maneira constante. A combinação busca preservar sua condição geral depois dos diferentes problemas enfrentados desde o nascimento.
Esse nível de atenção se tornou parte da rotina porque o gatoelho possui características físicas diferentes das de um gato sem a mesma alteração e já apresentou intercorrências importantes.
Ao mesmo tempo, as imagens mais recentes mostram que ele continua circulando pelo quintal e convivendo com os outros animais, mesmo com uma vida atualmente menos agitada.
De único sobrevivente da ninhada a gato de 4 anos
Quando apareceu nas primeiras imagens, aos quatro meses, o futuro do animal ainda carregava incertezas. Ele havia sido o único sobrevivente entre três filhotes e apresentava uma alteração considerada rara.
Anos depois, o gatoelho chegou aos 4 anos depois de superar uma fratura, cirurgia e uma pleuropneumonia grave, mantendo uma rotina acompanhada de perto pela família.
A aparência semelhante à de um coelho foi o que inicialmente levou o caso a ganhar repercussão, mas a trajetória posterior acrescentou uma dimensão diferente à história. O que mais chama sua atenção nesse caso: a alteração genética que mudou o formato do corpo, o fato de ele ter sido o único sobrevivente da ninhada ou tudo o que enfrentou até chegar aos 4 anos? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

