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Geólogos no Rio Grande do Sul terão campanha de 25 mil metros de perfuração em alvo de ouro de Lavras do Sul, com execução prevista em 6 a 8 meses

Geólogos no Rio Grande do Sul terão campanha de 25 mil metros de perfuração em alvo de ouro de Lavras do Sul, com execução prevista em 6 a 8 meses

6 min de leitura

Geólogos no Rio Grande do Sul terão campanha de 25 mil metros de perfuração em alvo de ouro de Lavras do Sul, com execução prevista em 6 a 8 meses

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 15/09/2026 às 02:24

Atualizado em 15/09/2026 às 02:37

Economia

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Trabalhadores operam sonda em Cerrito, no projeto de Lavras do Sul. Foto de arquivo; a campanha anunciada agora é em Caneleira. Crédito: Lavras Gold/relatório técnico de Cerrito. Fonte.

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A sondagem em Caneleira terá aproximadamente 25 mil metros de perfuração ao longo de seis a oito meses em Lavras do Sul, no Rio Grande do Sul, enquanto a Lavras Gold prepara o pedido de licença prévia após concluir os trabalhos de campo do estudo ambiental.

Imagem de capa: Trabalhadores operam sonda em Cerrito, no projeto de Lavras do Sul. Foto de arquivo; a campanha anunciada agora é em Caneleira. Crédito: Lavras Gold/relatório técnico de Cerrito. Fonte da imagem.

A campanha foi aprovada em 14 de setembro, com início imediato previsto pela empresa. O foco está em porções mais rasas e com maiores teores de ouro.

Os metros anunciados correspondem à extensão planejada dos furos. Não representam quantidade de ouro, volume de minério extraído ou comprovação de que uma mina já possa operar.

Caneleira passa a reunir ocorrências antes tratadas como alvos separados

Segundo a atualização técnica da Lavras Gold, a interpretação geológica consolidou Caneleira Central, Caneleira East e extensões a oeste e norte em um único alvo de exploração.

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Caneleira East era anteriormente chamada de descoberta Olaria pela companhia. A mudança resulta de um encontro técnico de especialistas e de trabalhos posteriores de interpretação dos dados.

A hipótese empresarial é que essas ocorrências integrem um sistema hidrotermal mais amplo. A nova campanha deverá testar essa interpretação por meio de amostras retiradas da rocha.

Os 25 mil metros serão distribuídos conforme os resultados chegarem

O programa prevê cerca de 25.000 metros de sondagem diamantada. O número definitivo de furos será determinado durante a execução, considerando as informações obtidas nas primeiras etapas.

A empresa não anunciou uma divisão fixa de toda a metragem por ponto. Isso permite ajustar a sequência de perfuração à interpretação dos resultados recebidos dos laboratórios.

O prazo estimado de seis a oito meses organiza o trabalho de exploração. Entretanto, condições de campo, disponibilidade de equipamentos e retorno das análises podem afetar a execução.

A equipe quer ampliar o alvo e preencher espaços entre informações existentes

Uma frente de sondagem buscará verificar até onde se estende o sistema mineralizado. Ela inclui áreas menos estudadas a oeste e ao norte de Caneleira Central.

Outra frente pretende gerar dados com espaçamento suficiente para estimar recursos minerais. Nesse processo, cada furo acrescenta informação sobre localização, continuidade e concentração do ouro na rocha.

A companhia também pretende detalhar as porções rasas para sustentar categorias de maior confiança geológica. São objetivos do programa, não classificações já concedidas ao conjunto de Caneleira.

Estrutura de armazenamento e análise de testemunhos da Lavras Gold. Registro de arquivo. Crédito: Lavras Gold/Divulgação. Fonte.

Resultados anteriores orientam a prioridade dada às partes mais rasas

A decisão considera resultados divulgados em agosto. Um dos intervalos reportados apresentou 24,30 gramas de ouro por tonelada ao longo de nove metros perfurados, a partir de 87 metros.

Outro furo registrou 9,31 gramas por tonelada em quatro metros, a partir de dez metros de profundidade. Esses dados são de intervalos específicos, segundo a companhia.

A própria divulgação ressalva que a espessura real das estruturas ainda é desconhecida. Assim, os comprimentos medidos ao longo dos furos não devem ser confundidos com espessura verdadeira.

A distância de dois quilômetros aproxima Caneleira do projeto Fazenda-Butiá

Caneleira fica aproximadamente dois quilômetros ao norte de Fazenda-Butiá, empreendimento que concentra o planejamento inicial de desenvolvimento da Lavras Gold. A proximidade orienta a estratégia de exploração.

Segundo a empresa, material raso e de maior teor poderia contribuir para a alimentação inicial de uma futura planta. Essa possibilidade depende de recursos definidos e estudos técnicos.

Não existe, portanto, confirmação de aproveitamento econômico apenas pela localização próxima. O caminho entre identificar ouro em amostras e planejar sua extração exige informações adicionais de engenharia.

Ainda não há recurso mineral estimado para Caneleira e Caneleira East

O comunicado informa expressamente que nenhum recurso mineral foi estimado nesses dois alvos até o momento. A nova sondagem deverá produzir dados para tentar avançar nessa definição.

Mesmo quando existe uma estimativa de recursos, ela não equivale automaticamente a reserva mineral. A companhia destaca que recursos, isoladamente, não demonstram viabilidade econômica de extração.

Essa distinção impede apresentar o programa como descoberta de uma quantidade garantida de ouro. A campanha pode melhorar o conhecimento geológico, mas seus resultados permanecem em aberto.

Testes metalúrgicos avaliarão quanto ouro pode ser recuperado por gravidade

A Lavras Gold pretende submeter amostras de Caneleira a ensaios de separação gravítica, incluindo material de maior teor. O objetivo é estudar a recuperação de ouro após britagem inicial.

Esse tipo de avaliação procura entender como o material se comporta no processamento. A presença de ouro visível em certos intervalos motivou a investigação proposta pela empresa.

Ainda não foram concluídos testes metalúrgicos com material de Caneleira, conforme o anúncio. Por isso, não existe percentual de recuperação estabelecido para essa rota no alvo.

Michael Durose e João Moller visitam área de sondagem em Lavras do Sul. Registro de arquivo divulgado em 2025. Crédito: Lavras Gold/Divulgação. Fonte.

O trabalho ambiental em campo terminou, mas o pedido ainda será apresentado

A empresa também comunicou a conclusão dos trabalhos de campo do Estudo de Impacto Ambiental, o EIA. Agora pretende finalizar os relatórios técnicos que integrarão o processo.

A solicitação de licença prévia está prevista para dezembro de 2026. Segundo a companhia, o pedido deverá abranger Fazenda-Butiá e Caneleira no planejamento apresentado ao órgão ambiental.

Concluir levantamentos de campo não significa obter uma licença. O anúncio registra avanço na preparação documental, enquanto a apresentação e a análise administrativa ainda são etapas futuras.

A distinção entre metragem de furos e quantidade de metal também aparece nos programas de perfuração de cobre em Carajás, em outro contexto de exploração mineral.

Amostras passam por preparação no Brasil e análise laboratorial no Peru

Os testemunhos de sondagem são registrados e amostrados em instalação de Lavras do Sul. Segundo o procedimento descrito, o material é cortado antes do envio ao laboratório.

A preparação ocorre em Goiânia, e as polpas seguem para análise em Lima, no Peru. A empresa descreve procedimentos de controle para verificar precisão e possíveis contaminações.

Padrões, amostras em branco e duplicatas integram o acompanhamento de qualidade. Esses controles ajudam a avaliar os resultados, sem dispensar interpretação geológica e verificação de continuidade mineral.

Uma atualização consolidada dos recursos é esperada para o primeiro trimestre de 2027

A previsão empresarial é incorporar os resultados da campanha a uma atualização do projeto LDS até o fim do primeiro trimestre de 2027, incluindo diferentes alvos.

O trabalho deverá reunir uma estimativa inicial para Caneleira, revisões de Fazenda-Butiá e Cerrito e uma estimativa inicial de Matilde, conforme o cronograma informado pela companhia.

Até lá, o avanço será acompanhado por resultados de sondagem, ensaios e preparação ambiental. O anúncio de setembro estabelece o programa de trabalho, sem antecipar suas conclusões.

Para avaliar um projeto de ouro, qual informação você considera mais decisiva: teor das amostras, recuperação no processamento ou viabilidade ambiental?

Fonte

Lavras Gold


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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