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Gigante do tabaco dona de Lucky Strike, Dunhill e Derby anuncia 5,5 mil demissões e terceirização de 3,5 mil postos, afetando quase 20% de seus 47 mil trabalhadores enquanto tenta fazer produtos sem fumaça responderem por metade da receita até 2035

Gigante do tabaco dona de Lucky Strike, Dunhill e Derby anuncia 5,5 mil demissões e terceirização de 3,5 mil postos, afetando quase 20% de seus 47 mil trabalhadores enquanto tenta fazer produtos sem fumaça responderem por metade da receita até 2035

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Gigante do tabaco dona de Lucky Strike, Dunhill e Derby anuncia 5,5 mil demissões e terceirização de 3,5 mil postos, afetando quase 20% de seus 47 mil trabalhadores enquanto tenta fazer produtos sem fumaça responderem por metade da receita até 2035

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 12/09/2026 às 19:42

Atualizado em 12/09/2026 às 19:45

Economia

Canal

BAT, dona de Lucky Strike, Dunhill e Derby, vai cortar 5,5 mil vagas e terceirizar 3,5 mil, afetando quase 20% dos 47 mil funcionários no mundo.

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A reestruturação da British American Tobacco prevê economia de 600 milhões de libras por ano até 2028, valor que se soma a outro corte de 500 milhões de libras previsto para 2027. As fábricas nos Estados Unidos ficaram de fora, e parte do trabalho terceirizado vai para a consultoria Accenture

A BAT (British American Tobacco), dona de marcas como Lucky Strike, Dunhill e Derby, anunciou o corte de 5.500 postos de trabalho em todo o mundo. A reestruturação inclui ainda a terceirização de cerca de 3.500 posições, o que eleva para 9.000 o número de funcionários impactados pela decisão.

As informações foram publicadas pelo portal ND Mais em 6 de setembro de 2026, em texto assinado por Renato Becker, a partir de dados divulgados pelo portal Euronews com informações da agência AFP.

Corte atinge 9 mil pessoas entre demissões e terceirização

Chaminé e caixa d’água do antigo complexo fabril da Lucky StrikFoto: Reprodução

O total de trabalhadores afetados soma as 5.500 demissões diretas e as 3.500 vagas que passarão a ser terceirizadas.

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Empresa tem 47 mil trabalhadores no mundo

Complexo industrial histórico da Lucky Strike em Richmond, Virgínia (EUA).
imagem: BAT/Switzerland

O número equivale a quase um quinto dos 47.000 funcionários que a companhia mantém em todo o mundo.

Meta é economizar 600 milhões de libras por ano até 2028

BAT, dona de Lucky Strike, Dunhill e Derby, vai cortar 5,5 mil vagas e terceirizar 3,5 mil, afetando quase 20% dos 47 mil funcionários no mundo.

Com a reestruturação, a multinacional listada na Bolsa de Londres, na Inglaterra, pretende economizar 600 milhões de libras por ano até 2028, o equivalente a cerca de 695 milhões de euros.

Segundo o ND Mais, o montante corresponde a aproximadamente R$ 4,3 bilhões anuais.

Plano se soma a corte anterior de 500 milhões de libras

O valor se acrescenta à meta de corte de 500 milhões de libras, ou 580 milhões de euros, que a empresa já havia previsto para 2027.

Queda do tabagismo tradicional pressionou a decisão

O movimento ocorre em resposta ao declínio contínuo do tabagismo tradicional nos mercados onde a empresa atua.

Esse recuo é impulsionado por regulações mais severas e por maior conscientização sobre a saúde, conforme a publicação.

BAT quer metade da receita em produtos sem fumaça até 2035

Para mudar o cenário, a BAT estabeleceu a meta de obter metade de sua receita a partir de produtos “sem fumaça” até 2035.

A reestruturação anunciada busca justamente reduzir custos operacionais e acelerar essa transição para cigarros eletrônicos e sachês de nicotina.

Vuse, Glo e Velo são as apostas da companhia

As principais apostas do grupo para alcançar o objetivo são três marcas: a Vuse, de cigarros eletrônicos; a Glo, de dispositivos de tabaco aquecido; e a Velo, de bolsas e sachês de nicotina.

Fábricas nos Estados Unidos ficam fora dos cortes

A reestruturação abrange as operações globais da BAT, mas poupa os Estados Unidos.

O mercado norte-americano é o maior individual do grupo e é gerido pela subsidiária Reynolds American.

Entraves regulatórios atrasam lançamentos no maior mercado

Apesar de ficarem fora dos cortes, os Estados Unidos enfrentam obstáculos regulatórios.

O processo rigoroso de aprovação de novos produtos de nicotina no país tem atrasado lançamentos e restringido as vendas justamente na região mais estratégica para a companhia.

CEO Tadeu Marroco fala em empresa mais ágil e habilitada para tecnologia

Segundo o CEO da BAT, Tadeu Marroco, os cortes têm como objetivo construir uma empresa mais ágil, habilitada para tecnologia e com controle rigoroso de custos.

O executivo afirmou que a companhia prestará suporte e respeito aos funcionários afetados durante o processo.

Accenture assume parte do trabalho terceirizado

Parte do trabalho terceirizado dentro do novo plano será repassada para a consultoria Accenture.

Ações caíram cerca de 2,5% na Bolsa de Londres

Os papéis da BAT fecharam em queda de aproximadamente 2,5% na Bolsa de Londres no dia do anúncio.

Barclays e AJ Bell avaliam o impacto do anúncio

Analistas do banco Barclays destacaram que a magnitude dos cortes pode surpreender o mercado, ainda que os esforços de produtividade já fossem previstos.

Na AJ Bell, o diretor de investimentos Russ Mould alertou que o movimento reflete uma forte dependência de tecnologia e funciona como um “sinal preocupante” para o mercado de trabalho global.

Na sua opinião, a troca do cigarro tradicional por vapes e sachês de nicotina justifica um corte que atinge quase 20% do quadro de funcionários da BAT, ou empresas desse porte deveriam reduzir postos de forma mais gradual? Deixe sua opinião nos comentários.

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gigante do tabaco


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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