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Gigante dos pneus fecha grande fábrica no Brasil, afeta cerca de 350 trabalhadores e encerra mais de 70 anos de produção em Guarulhos após avanço de produtos asiáticos mais baratos

Gigante dos pneus fecha grande fábrica no Brasil, afeta cerca de 350 trabalhadores e encerra mais de 70 anos de produção em Guarulhos após avanço de produtos asiáticos mais baratos

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Gigante dos pneus fecha grande fábrica no Brasil, afeta cerca de 350 trabalhadores e encerra mais de 70 anos de produção em Guarulhos após avanço de produtos asiáticos mais baratos

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 01/09/2026 às 22:33

Atualizado em 01/09/2026 às 22:36

Economia

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Imagem: Divulgação

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Unidade da Michelin em Guarulhos encerrou a produção após décadas de atividade, atingindo cerca de 350 trabalhadores, enquanto a empresa mantém fábricas e outras operações no Brasil e avança em reestruturação internacional da capacidade produtiva

A Michelin encerrou definitivamente a produção de sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, após mais de 70 anos de atividade industrial ligada ao local. O fechamento da fábrica da Michelin em Guarulhos afetou cerca de 350 trabalhadores e ocorreu após a empresa apontar pressão crescente de produtos asiáticos de menor preço no mercado brasileiro.

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Fechamento da fábrica da Michelin em Guarulhos foi anunciado em 2025

A Michelin anunciou em junho de 2025 que encerraria gradualmente a operação industrial de Guarulhos. O processo avançou durante o segundo semestre e a produção terminou definitivamente no final daquele ano.

Em janeiro de 2026, veículos de comunicação registraram a conclusão do fechamento. A unidade produzia principalmente câmaras de ar para pneus de motocicletas e bicicletas, além de pneus industriais e produtos semiacabados utilizados pela companhia.

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Segundo as informações divulgadas, aproximadamente 350 trabalhadores foram afetados. A Michelin anunciou um pacote social que incluía apoio financeiro e serviço de orientação profissional, além das obrigações previstas pela legislação trabalhista.

A empresa também informou que negociava as condições relacionadas ao encerramento com representantes dos trabalhadores.

A fábrica possuía uma longa trajetória industrial. A estrutura anteriormente pertencia à Levorin, fabricante brasileira adquirida pela Michelin em 2016. A operação ligada à antiga empresa existia na região havia mais de 70 anos.

Concorrência de produtos importados pesou na decisão

Ao explicar o fechamento da fábrica da Michelin em Guarulhos, a companhia apontou uma mudança nas condições do mercado atendido pela unidade.

Segundo a fabricante, houve supercapacidade de produção provocada pela entrada expressiva de produtos importados da Ásia, especialmente no segmento de câmaras de ar destinadas a motocicletas e bicicletas.

A Michelin afirmou que alguns desses produtos chegavam ao mercado brasileiro por preços inferiores ao custo da produção local.

Antes de definir o encerramento, a fabricante declarou ter analisado diferentes alternativas para manter a operação.

Entretanto, segundo a companhia, nenhuma solução estudada apresentou condições consideradas sustentáveis diante das tendências observadas no mercado.

Por isso, o fechamento foi classificado pela empresa como um último recurso.

A unidade brasileira não foi a única atingida por ajustes recentes da Michelin. A companhia também encerrou sua fábrica de Querétaro, no México, onde aproximadamente 480 funcionários trabalhavam.

Nesse caso, a justificativa foi diferente. Segundo a Michelin, o mercado avançou para pneus maiores, enquanto a fábrica mexicana estava estruturada para produzir modelos menores e havia se tornado tecnológica e economicamente obsoleta.

Somadas, as operações de Guarulhos e Querétaro reuniam aproximadamente 830 trabalhadores afetados.

Reorganização internacional envolve cerca de 3,6 mil trabalhadores

A reorganização industrial da Michelin também alcançou unidades europeias. Na França, a companhia anunciou o fechamento das fábricas de Cholet e Vannes, que juntas empregavam 1.254 pessoas.

Cholet possuía 955 funcionários e fabricava principalmente pneus de até 17 polegadas para veículos comerciais leves.

Dados apresentados pela Michelin mostram a dimensão da redução: a produção da unidade caiu de aproximadamente 4,37 milhões de pneus em 2019 para cerca de 2,62 milhões em 2024.

Vannes, por sua vez, contava com 299 funcionários e produzia principalmente reforços metálicos utilizados em outras fábricas europeias.

A Michelin relacionou os problemas enfrentados na Europa ao avanço dos pneus de entrada e de produtos de baixo custo, principalmente asiáticos, além da inflação, do aumento dos preços da energia e da perda de competitividade industrial.

Na Alemanha, a reorganização atingiu aproximadamente 1.532 funcionários. A empresa decidiu interromper gradualmente a produção em Karlsruhe e Trier e encerrar determinadas atividades industriais em Homburg.

Considerando Guarulhos e Querétaro, Cholet e Vannes e a reorganização alemã, os movimentos envolveram aproximadamente 3,6 mil trabalhadores.

Michelin continua produzindo no Brasil após fechamento

O encerramento da unidade de Guarulhos não significou a saída da Michelin do mercado brasileiro.

Em 2026, publicações nas redes sociais afirmaram que a companhia teria encerrado suas atividades no país. Segundo resposta fornecida pela própria Michelin à AFP, essa informação não procede.

A fabricante afirmou continuar mantendo no Brasil seu ciclo completo de produção. O material consultado informa que a empresa mantém fábricas de pneus no Rio de Janeiro, Itatiaia e Manaus.

Também são mantidas unidades relacionadas a equipamentos e tecnologia automotiva em Campinas e Contagem, além de outras estruturas ligadas à produção e ao beneficiamento de borracha.

Quando anunciou o fechamento em Guarulhos, a Michelin informou possuir mais de 8 mil funcionários no Brasil e reafirmou a continuidade das demais operações nacionais.

Assim, o encerramento atingiu especificamente a unidade industrial de Guarulhos, encerrando uma trajetória superior a sete décadas no local e afetando cerca de 350 trabalhadores dentro de uma reorganização mais ampla da capacidade produtiva mundial da companhia.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Michelin, Portal Tempo Novo e AFP, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://www.portaltempono


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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